quarta-feira, 21 de abril de 2010

Das coisas que eu deixei pra trás

Estava conversando com uma prima de 16 anos pelo MSN esses dias.

Ela está apaixonada por um menino que mora em outro estado, a 300km dela. Ela quer fazer faculdade lá, não por causa dele, pois isso ela já quer há mais tempo. Como ela faz vestibular final desse ano e acha que passa (é minha prima, ora), eles estão "prometidos" um para o outro.

O problema é que essa promessa já cobra resultados, do tipo que ele não quer que ela vá em festas porque ele tem ciúme e blá, blá, blá. Esse papo a gente bem conhece.

Aí estávamos falando sobre isso e eu dizendo a ela que não é bem assim, que se ela quer muito uma coisa que acha certa, não pode deixar de fazer por proibição do outro. Que isso é coisa de mulher sem vontade, que fazer isso quando o namoro nem começou, imagina depois.

A questão é se ele confia nela ou não. Ser desejada por outros ela sempre será, porque ela é bonita, inteligente, tem um corpão (é minha prima, ora! cof! cof!) e que ela não tem culpa disso e não pode carregar essa culpa pelo resto da vida senão ela acabará embaixo de uma burca!

Tá bom! Eu fui radical. Mas, a intenção era assustar mesmo. A última coisa que quero é uma mulher sem vontade e opinião na minha família (é minha prima, ora! de novo!).

Depois dela soltar um:
"Porra, Vey, você broca!" que no linguajar baiano adolescente quer dizer: "Você falou tudo" ou "Você mandou muito bem" ou só "Você é foda!" Ops, me empolguei. Parei!

Ela solta um:
"Viu que eu te disse que você não deveria me deixar nessa altura da minha vida?"

E o pior (ou melhor) é que ela disse isso mesmo quando eu contei pra ela que estava vindo pro lado de cá.

Aí o que eu fiz? Chorei.

8 comentários:

  1. Viva a modernidade! Ainda bem que hoje temos o msn, skype, e-mail... Td isso pra facilitar a nossa vida e relacionamentos com aqueles entes queridos que vivem do outro lado do oceano.
    Saudades nos faz chorar mesmo :(

    Bjs

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  2. Ai, a adolescência, né? Tudo tão dramático, tão urgente, tão visceral... Que bom que ela tem você, mesmo de longe (e às vezes a gente está mais perto assim, como vocês estão, do que morando na casa ao lado).

    Adorei a expressão dela. Aprendo uma coisa nova todo dia, até nos feriados!!! :-)
    bjk
    Mônica

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  3. adorei! As vezes estando longe temos até mais liberdade de falar certas coisas (e nos escutam melhor) doque se estivéssemos lá. Legal ela ter esse contato com você.
    Imagina agora eu, quando vim pra cá era só carta! Telefone era carísssssssimo e internet nem tinha ainda! Que falta que eu sentia das minas primas...

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  4. Ela que nao vá pelas palvras dele ciume é pior que coceira nao pára.

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  5. Eve,
    tem um selinho esperando por vc no post do blog de hj!
    Bjos!

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  6. Sabe que eu ouvi a mesma coisa de uma amigona minha. E aí, quando uma precisa da outra desesperadamente pra uma dica, um conselho, pra contar algo, a gente marca ponto no msn. heheheh. Que vida!!

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