sexta-feira, 26 de abril de 2013

Sobre ser a segunda opção

Li sobre no blog de uma fofa e fiquei refletindo sobre isso. E, olha, só Deus sabe, os ouvidos do marido e os da terapeuta como é complicado pra mim essa história de ser a segunda opção.

Estou falando da busca por empregos. Tem gente especializada, de áreas que estão bombando, como   informática ou engenharia, que não passam, necessariamente, por essa situação. Grassazadeus. Mas, contudo, porém, todavia, tem aquelas pessoas que inventaram de estudar administração no Brasil e que ainda vem morar num país em que pra se trabalhar no RH TEM QUE ter estudado RH, para trabalhar com finanças TEM QUE ter estudado finanças (e isso são só alguns exemplos). Um currículo genérico tem muito poucas chances no mercado. Mas, mesmo que você tenha estudado administração, uma pós em marketing e muita experiência em gestão de projetos, você ainda pode ser considerada segunda opção.

Porque, a realidade é que, entre escolher uma pessoa que não domina a língua e levaria muito mais tempo para escrever um relatório, por exemplo, um nativo será, muito provavelmente, escolhido no seu lugar. Mesmo que ele não tenha tanta exepriência quanto você.

É possível que o desespero bata. É. Já bateu aqui várias vezes. Mas, eu digo e repito: não desista. Ou se readapte. De novo, Eve? Já não vim pra cá tendo que me adaptar? Sim, veio. Só que você só sabe o que te espera de verdade quando está lá, botando a cara à tapa, certo? Então. Não adianta só ouvir os conselhos. Tem que sentir na pele.

Uma das melhores qualidades dos seres humanos é a de adaptação. E acho quqe brasileiro passou na fila duas vezes, porque ô povinho camaleão, viu? Use isso a seu favor. Não está dando certo nessa direção? Mude. Seja criativo.

Ou, como falei para um colega grego recentemente: vamos parar de nos desvalorizar. Por que eu tenho que mandar currículo para aquela vaga que eu nem queria, mas porque estou precisando de emprego vou mandar assim mesmo, quando na verdade, meu lugar é em outra posição? Por que, se eu tivesse no Brasil e um entrevistador me perguntasse "Você tem experiência nisso?" eu responderia sem medo "tenho!", mesmo que a minha experiência seja de um mês ou que eu tenha visto isso de raspão na uni e aqui não faço a mesma coisa?

Porque, ao lerem seu currículo, vão saber que é supervalorizado para o cargo e, por isso, não irão te contratar. Ou ao dizer que não sabe uma coisa (porque, internamente, você "pensa" que os nativos fazem melhor), está perdendo a oportunidade de mostrar sua vontade de aprender, sua determinação.

Eu quero muito, um dia, chegar aqui e contar pra vocês que arrumei um emprego bem legal. Que, dessa vez, não fui a segunda opção.

Oremos.

17 comentários:

  1. É cansativo mesmo, mas não desista! Você vai encontrar um emprego bem bacana sem dúvidas!
    Beijos e bom fim de semana

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    1. Estou torcendo por isso!
      Uma boa semana pra vc!

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  2. Amiga, existe um tempo para cada coisa e eu sei que Deus está te preparando para o teu momento, o teu tempo.
    Oremos juntas :-)
    Beijos

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    1. Difícil é ter paciência. rsrs
      Oremos! :)
      Bjs!

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  3. Nao ha mais minúscula duvida de que num futuro bem próximo, vai rolar o post do emprego bemmmmm legal (sem vc ser segunda opcao) Vai sim!
    Orannnnndo!
    bjs

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  4. Nossa... esse post foi pra mim..rs
    "É possível que o desespero bata. É. Já bateu aqui várias vezes." Pra mim ta comecando a bater... :(
    beijocas querida!!

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    1. Pra mim tbm... acredto q essa é a realidade de muitas brasileiras q morarm fora do pais... EU que sou da area de engenharia de qualidade e tenho um bom cv... ja apliquei pra varios trabalhos, mas nada...

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    2. Como a anônima (assina o nome, hunf!) escreveu, acho que a realidade de muita expatriada.
      Uma hora isso muda.
      Bjs para as duas.

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  5. Pois é..........e é mais ou menos assim e que encontrei uma nova profissao pra estudar....

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  6. Ponha o seu negócio então!
    Batendo na mesma tecla, pim, pim ,pim...
    Batendo na mesma tecla, pim, pim ,pim..
    Batendo na mesma tecla, pim, pim ,pim..
    Batendo na mesma tecla, pim, pim ,pim..

    bj

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    1. Tô pesando nisso! Falta a parceira. :)

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  7. Ah Eve, estou na mesma posição. Nessa descobri uma profissão nova, porém bem mais desvalorizada que a minha e na minha intenção de não desistir, tb estou correndo atrás de novos cursos e novas oportunidades sempre.
    Adoro o seu pensamento positivo. Estou torcendo por você, por mim e pra todos na mesma situação =)

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  8. Você sabe mais que ninguém que você é a minha musa inspiradora né? O muito ou pouco que consegui até então eu devo muito a você, que me inspirou/ajudou/incentivou nos meus dias difíceis de recém expatriada. :)

    A gente reclama um pouquinho, porque também não é fácil lidar com isso tudo, mas no final das contas é como você mesma disse: não pode desistir! Eu tenho certeza de que daqui a pouco a vida vai nos surpreender com acontecimentos incríveis e positivos. ;)

    Um beijo!

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  9. Sei bem como é isso. Saí do Brasil pra juntar dinheiro pra fazer pós. Fiquei 4 anos fora do mercado de trabalho, mas realizei meu sonho. Depois consegui a tão sonhada vaga e vi que não era tão feliz com a pós que sonhei tanto. Hoje, sinceramente, me contento com qualquer tipo de trabalho que não tenha que sacrificar a minha vida. Ser peçao de fábrica é a minha segunda opção, mas é auma opção a qualeu já trabalhei e sei que me dou bem pq eu vou lá cumpro meu dever, recebo meu dinheiro (duas ou três vezes) o salário que eu ganhava no Brasil com pós e viajava muito e era muito feliz... Descobri que ser feliz é ser feliz com qualquer coisa que te satisfaça, desde trabalhar com o que vc se formou, até uma outra coisa qualquer, mas que te deixe bem.

    Kisu!

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