quarta-feira, 31 de março de 2010

Por que brasileiros, em geral, não falam inglês?

Pensei sobre isso quando comecei meu curso de alemão. Brasileiros, geralmente, não falam uma segunda língua. Acredito que existam duas razões principais.

A primeira é que a matéria/cadeira/disciplina inglês nas escolas (inclusive algumas particulares) é deficiente, fazendo com que muitos busquem escolas de idiomas. Só que a maioria dos brasileiros não tem renda para pagar um bom curso. Daí surge a segunda razão: curso de línguas são caros e demorados. (As professoras de línguas que frequentam o blog podem dizer).

Do que eu conheço sobre cursos no nordeste é que para chegar a um nível avançado é necessário três anos. As mensalidades giram em torno de 180 e 250 reais em escolas médias, com quatro horas de aula semanais.

Aqui na Alemanha, faço 80 horas por mês pagando 250 euros, pouco mais de 3 euros por aula, como 11 alunos, no máximo. Considerando, por exemplo, que eu ganho 1000 reais no Brasil e 1000 euros na Alemanha (proporção de 1 pra 1), eu pago uma merreca por um curso aqui e, em menos de um ano, estou falando outra língua com certa fluência (tá bom, que alemão é um aprendizado eterno. rsrsrs).

Aí vocês vão dizer que o curso é diurno, que eu tenho tempo de estudar porque não estou trabalhando etc etc etc. Tem cursos noturnos com a mesma quantidade de horas e quando eu fazia faculdade à noite, trabalhava o dia todo...

E a mão de obra aqui é mais cara que no Brasil.

Só não descobri a fórmula para isso ser possível. Alguém explica?

terça-feira, 30 de março de 2010

E por falar em reinvenção...

Sandra, a Mineirinha, estará em Berlin no dia 08 de abril para apresentar seu livro nA Livraria, que fica na Torstr. 19, pertinho daqui de casa. Dá para ir andando. =P

Eu já disse que moro no centro e meu apto é ponto de referência para chegar em muitos bons lugares? Sortuda!

Estaremos lá, marido e eu. Marido falará um pouco sobre o livro na ótica de um alemão.

Vai ser legal!

segunda-feira, 29 de março de 2010

Eu acho digno

Desde que mudei pra Alemanha, tenho pensado muito no que fazer com a minha profissão, com as coisas que eu gosto de fazer e com a minha reinvenção enquanto pessoa por estar buscando um caminho tão diferente daquele que eu estava acostumada.

Pensando nessa reinvenção, fico muito feliz e me sinto estimulada quando percebo que pessoas que, como eu, mudaram completamente a vida por um propósito, se redescobriram e agora vivem para aquilo que gostam com marido, família e um trabalho.

As duas pessoas em questão são:
A Dona Flor, que mesmo num dorf pra lá de pequeno, está conseguindo achar seu caminho e agora desenha e faz outras pessoas felizes. E já tive o prazer de dizer isso pessoalmente.
E a Ciça que descobriu o prazer da fotografia e agora divulga seu trabalho como fotógrafa profissonal aqui.

Enquanto isso, vou procurando a melhor forma de me reinventar...

domingo, 28 de março de 2010

Adeus "I'm sorry"

"Eu tô feliz, eu tô alto-astral! Tô sorrindo à toa, vivendo numa boa, vou liberar geral!"

Alguém me interna, faz favor?!?!? Acabo de cantar e ESCREVER uma música da Xuxa. Das duas uma: ou eu estou velha ou virei criança de novo.

Bom, mas, de acordo com o post "De volta à alfabetização" infatilizei legal!!!

Contudo, não é sobre isso que quero falar/escrever agora. O motivo de lembrar e cantar (ecati!) a música é que eu abandonei de vez o "I'm sorry" que dizia pra evitar tentativas de contato.

Por duas vezes já fui parada para me pedirem informação. A primeira vez foi na estação de Potsdam, quando visitei o coral do meu cunhado. Um cara me perguntou se aquela era mesmo a estação central e eu respondi! (A gente desse no túnel e tem que subir para a parte das lojas, é assim na maioria das estações) A outra foi essa semana voltando do curso. Uma mulher me parou para perguntar onde ficava um consultório médico e eu respondi que não sabia, o que era verdade.

Foi uma reação tão espontânea que até eu me surpreendi!

Desbloqueei! Desbloqueei!! =D

sexta-feira, 26 de março de 2010

Primavera!

Que a primavera começou no hemisfério de cá todo mundo já sabe.

O que eu não sabia é, apesar de muitas pessoas terem me dito, como a primavera afeta a vida das pessoas. Por exemplo:

Pela primeira vez, em semanas, estou vendo gente bonita. O povo tirou os casacos, os corpos apareceram, os cabelos estão viçosos e o fashion circula pelas ruas.

Os restaurantes e cafés colocam as mesas nas largas calçadas da cidade e o pessoal senta para comer, beber e conversar. Fica um ambiente tão informal e gostoso que, quando passo por lugares assim, dá vontade de sentar à mesa e ficar conversando com o pessoal.

E as flores começam a aparecer. Essa cidade é cheia de parques e flores e fica linda na primavera (eu já vi!).

Até eu estou inspirada e pensando em como posso fazer parte disso tudo!

quinta-feira, 25 de março de 2010

Momento mulherzinha (dele!)

Fomos hoje à tarde no Bürgeramt (o cartório) para fazer meu registro no país. Esperamos quase uma hora para sermos atendidos, mas valeu pois, agora eu tenho um endereço.

O dia estava lindo, 20 graus, sol, gente bonita na rua, sorvete...

Voltando para o estacionamento, parados no sinal, marido me abraça e diz:
"Não parece, mas eu te amo, viu?"
Eu, fazendo chantagem:
"Ah, como vou saber se você não se declara?"

E o que ele faz?

Ajoelha na rua, com todo mundo olhando e diz:
"Eu te amo!"

Eu o levantei e fiquei morta de vergonha, devo ter ficado roxa, azul, vermelha, fuccia, violeta, anil... todas as cores possíveis e imagináveis. Mas, sorri, sorri e sorri!

O amor pode fazer a gente ser muito besta, né?

Não me batam

A Dona Flor está de prova.

Toda vez que quero falar Brasil, falo Alemanha. E toda vez que quero falar Alemanha, falo Brasil.

Segundo ela, estou me sentindo tão à vontade aqui, que já estou trocando as "casas".

Será?