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domingo, 22 de junho de 2014

A Copa vista de Berlin (pela TV)

A Copa começou e a cidade meio que mudou. Durante o dia, todo mundo normal, saindo para trabalhar. Mas, à noite... À noite, a cidade é outra.
- Não tem um bar ou restaurante que não tenha uma televisão ou telão.
- Pessoas vestindo camisa da Alemanha, Brasil, Argentina, França mesmo sem ser dia de jogo deles.
- Lei do silêncio que começava às 22h, principalmente para os bares com mesas na calçada, pronlogada para à meia-noite, por conta do horário dos jogos no Brasil.
- Comentaristas na sacada de um hotel em Copacabana, tirando onda da localização, bebendo água de côco ao vivo e falando das maravilhas do Brasil.
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https://twitter.com/MOpdenhoevel
- Claro que, uma vez ou outra mostram reportagens sobre pobreza, violência ou manifestações, mas nada que tire o brilho do evento.
- Tem repórter brasileira e ex-jogador brasileiro na TV.
https://twitter.com/MOpdenhoevel
Fernanda Brandão
- Tem alemão, inglês, italiano, croata e brasileiro na sala da minha casa assistindo aos jogos e vibrando junto.
- Tem alemão que nem quer saber de ter janela, só quer saber de mostrar que está torcendo para a sua seleção.

- E enquanto a seleção alemã está na Bahia curtindo


- Tem eu, que fico aqui, à distância, querendo estar lá. :)

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Sumi e não estou conseguindo voltar...

Mais de 10 dias sem uma postagem e ninguém reclamou?

É... estou mesmo perdendo a notoriedade que um dia eu já tive. Vou usar a mesma tática que usei com uma mocinha outro dia: assim, vou cortar os pulsos com bolacha maria, tá?

Difícil vai ser achar a bolacha, mas, enfim... :)

Últimos dias foram de balanço, de muito trabalho, de mudança de pensamentos e de novos planos. Nunca pensei que ia voltar a atuar na minha área aqui na Alemanha. Precisei, por acaso, encontrar alguém (a presidente da ONG) para que as coisas começassem a acontecer. E como ímã, pessoas me procuram, projetos chegam e eu me sinto cada vez mais no caminho certo.

Eu tenho algumas histórias pra contar, mas, olha, serei sincera: criatividade sumiu. Passo o dia ou na frente do micro ou falando em alemão que chego em casa e quero fazer outras coisas. Mas, eu volto. Prometo.

Então, pedirei com carinho:

Aguardem no local. Já já, tia Eve está no pedaço novamente!

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Mundo pequeno

Lembra desse texto, em que o menininho fofo paralisou por saber que tinha uma brasileira ao lado? Pois. Dessa vez, fui eu quem paralisou.

Estava num café com o colega do tandem (ele querendo aprender português e eu, melhorando o inglês). Conversa vai, conversa vem, um cara sentado no canto, com o laptop aberto e parecendo estar trabalhando, fala:

- Olha, se você ensinar errado eu vou perceber, viu?

Lógico que ele falou em português. Lógico que eu tomei um susto.

- Ah, porque você falou isso? Agora eu fiquei com vergonha.

E me encolhi toda na cadeira, me escondendo atrás do meu lenço. Parecia uma criança.

Ele:

- Imagina, estava só brincando. De onde você é?
- Bahia. E você?
- São Paulo.

Pronto, ficamos por aí e eu tentei me concentrar no português sem me preocupar em estar falando besteira.

Cuidado! Pode ter um brasileiro agora, aí do seu lado! :)

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Palhacinho

Pessoa sai pra aproveitar um dia de sol com marido e vai passear no cantinho preferido dela. Lá, além de restaurantes, tem uma Häagen-Dazs (que nome é esse?) e eles resolveram que poderiam aproveitar melhor o restinho do dia tomando um sorvete.

Pessoa entra com o marido na loja e fica meio perdida com tantos sabores exóticos e apaixonantes. Até que dá de cara com um "Strawberry Cheesecake" e quase grita:
-Ah, eu quero esse!!! (Crianças, por favor, não façam isso)

Marido da pessoa faz o pedido e na hora:
- Por favor, uma bola de Käsekuchen pra ela.

Pessoa ria e a atendente olhava pra ele meio que perdida. Aí, pra evitar mal entendidos, pessoa falou:
- Strawberry Cheesecake, por favor.

Saem da loja rindo e marido:
- Como pode a atendente alemã não entender alemão?

Para quem não entendeu: Käsekuchen é a versão alemã gorda do Cheesecake. :)

Palhacinho ele, né? E acho que a atendente não entendeu a piada até agora.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Tem gente que não colabora

Estava no quarto lendo à noite, quando escuto a campanhia da porta tocar. Dois minutos depois, entra marido no quarto e diz que, aparentemente, tinha um apartamento pegando fogo no prédio.

Vizinho de cima veio bater na nossa porta para avisar e saber se não era o nosso. Saí no corredor e tinha uma fumaça escura e fedorenta acumulada. Vizinho fofo já tinha batido em todos os apartamentos para saber se era em algum e não era. Só que havia dois apartamentos fechados e ficamos imaginando que pudesse ser neles. Um dos apartamentos era o do vizinho do nosso andar.

Resolvemos chamar os bombeiros. Aí, né, para uma suspeita de incêndio chegam, fechando a rua: três carros de bombeiros, uma ambulância e dois carros da polícia. Berlin, minha gente.

Bombeiros fizeram a mesma coisa: passaram em cada apartamento e perguntaram se estava tudo ok. Só que tinha esses dois fechados, né? A fumaça, nesse meio tempo, já tinha se disperçado. A gente acreditava que alguém deixou a comida queimar no fogo e agora era o gás que estava escapando.

Bombeiros desesperados para saber o que estava acontecendo, tiveram que arrombar as portas dos dois apartamentos fechados.

Coisas que aprendi com isso:
- Posso ficar tranquila em fechar a porta do meu apartamento e sair pra viajar. O trabalho que deu para eles conseguirem abrir a porta não está no gibi. Foi necessário desmanchar a fechadura. Além de ter feito muito barulho.
- Bombeiros não são sempre lindos e maravilhosos.
- Mas, são super bem humorados. Depois que eles abriram o apartamento do meu vizinho e viram que não era lá, eles chamaram o policial e o chefe da ação disse rindo: "Aí ó, arrombamos e agora o trabalho é de vocês, se vira aí.".
- A polícia colocou fechaduras novas e as chaves tinham que ser recolhidas pelo morador na delegacia.
- Tem gente que acha que paga a conta caso os bombeiros sejam chamados. Porque só isso justifica, segundo o chefe, o fidamãe do vizinho do segundo andar não ter admitido que o problema tinha sido na casa dele.

Se ele tivesse dito logo, os bombeiros não teriam tido trabalho nenhum, nem o nosso vizinho passaria pelo estresse de encontrar, à noite, seu apartamento arrombado e ainda ter que ir à delegacia.

Aliás, nem teria sido necessário chamar os bombeiros, se o cara do segundo andar tivesse dito logo pro nosso vizinho que estava tudo sob controle, que tinha sido só uma bendita panela.

Tem gente que eu não sei não, viu?

segunda-feira, 31 de março de 2014

A volta da minha magrela

Enfim, depois de mais de dois anos, apareceram as "condições" corretas para eu tirar a magrelinha do porão. Ela já estava há tanto tempo guardada, que eu tinha até esquecido que a cor dela é verde. E as florizinhas ainda estão lá, da época que veio enfeitada como presente de casamento. :)
Dei um banho caprichado nela e essa semana ainda a levarei numa oficina. Tanto tempo guardada faz com que ela precise, pelo menos, de uma revisão.

Aí vocês perguntam: mas Eve, porque só agora?

Primeiro: só agora está fazendo uma temperatura que me dá coragem de tomar vento na cara andando de bicicleta. É a primavera!! Uhuu!! Então, de qualquer forma, no inverno, o lugar dela é no porão mesmo.

Segundo: as minhas condições físicas nos verões de 2012 e 2013 não eram favoráveis a passeios. O que me deixa muito feliz de ter podido tirá-la daquele lugar escuro e sujo. Pois significa que o um bom futuro está muito mais perto do que o passado "recente", um dia, já foi.

Prometo fazer muito quilômetros com ela até o próximo inverno. Meus passeios de verão já estão programados.

Só espero não pagar mico de bicicleta, né? Cair de perna aberta não dá, gente!

P.S. Na Bahia, chamamos bicicleta de magrela. E aí aonde você mora, como é?