Outro dia, assistíamos um talk show, quando uma atriz alemã aposentada disse que tinha vivido 52 anos com o marido, até que ele faleceu.
Automaticamente, virei para marido e disse:
- A gente consegue também, né?
Ele, sem pensar:
- Claro!
E ficamos um bom tempo de mãos dadas...
Nem fizemos as contas. Só tínhamos a certeza que ficaríamos juntos. Ponto.
10 anos já foram. Faltam "só" mais 42 anos. Mas, aí, além de prometer ficarmos juntos todo esse tempo, marido também tem que prometer viver até os 99. Ou, quem sabe, 100.
Hoje, estou fazendo 32. : )
Mostrando postagens com marcador Casamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Casamento. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
domingo, 20 de outubro de 2013
Sobre as rosas
Daí você faz aniversário de casamento, né? Se bem que, bom, peraí, não é bem casamento. Nós moramos juntos há mais de dez anos. Só que, desde sempre, chamo marido de marido e, pra mim, sempre foi casamento.
Ocasamento oficial mesmo, só aconteceu em 2010. Outra história.
Não era sobre isso que eu queria falar, como geralmente eu faço com os meus arrodeios... Eu tinha esquecido o que significavam as bodas de 10 anos e fui procurar. Pedi para marido procurar em alemão também. Aí, descubro que na Alemanha, algumas bodas são diferentes das brasileiras.
Vejam só vocês, as bodas de quatro anos no Brasil, chamamos de Bodas de Frutas, Flores ou Cera. Na Alemanha, de Seda. E eles ainda marcam alguns meios anos, como o 12 anos e meio, que é o Bodas de "Salsa" (momento risos). Entre outras que não vou ficar citando aqui pra não ficar grande demais o post e não chegar aonde quero chegar. Opa, pronto, parei!
Claro que se o de dez anos não fosse também diferente, eu não teria motivo para escrever aqui, né? Pois.
No Brasil, eles chamam de Boda de Zinco ou Estanho. Na Alemanha, Bodas de Rosas. Olha que coisa mais fofa???? Fico com a versão alemã.
E o melhor: o marido deve presentear a "marida" com 10 rosas no dia.
Agora eu pergunto ocês: ganhei alguma rosa no nosso dia? Nada, nothing, nichts!
Justo isso? Não, né? Então, cês dão licença que estou indo ali cobrar com juros, tá?
Ocasamento oficial mesmo, só aconteceu em 2010. Outra história.
Não era sobre isso que eu queria falar, como geralmente eu faço com os meus arrodeios... Eu tinha esquecido o que significavam as bodas de 10 anos e fui procurar. Pedi para marido procurar em alemão também. Aí, descubro que na Alemanha, algumas bodas são diferentes das brasileiras.
Vejam só vocês, as bodas de quatro anos no Brasil, chamamos de Bodas de Frutas, Flores ou Cera. Na Alemanha, de Seda. E eles ainda marcam alguns meios anos, como o 12 anos e meio, que é o Bodas de "Salsa" (momento risos). Entre outras que não vou ficar citando aqui pra não ficar grande demais o post e não chegar aonde quero chegar. Opa, pronto, parei!
Claro que se o de dez anos não fosse também diferente, eu não teria motivo para escrever aqui, né? Pois.
No Brasil, eles chamam de Boda de Zinco ou Estanho. Na Alemanha, Bodas de Rosas. Olha que coisa mais fofa???? Fico com a versão alemã.
E o melhor: o marido deve presentear a "marida" com 10 rosas no dia.
Agora eu pergunto ocês: ganhei alguma rosa no nosso dia? Nada, nothing, nichts!
Justo isso? Não, né? Então, cês dão licença que estou indo ali cobrar com juros, tá?
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Renovação dos votos
Para comemorar 10 anos, alianças novas. Sim, senhores. Porque renovamos os votos, as juras e os sonhos. O amor é o mesmo de sempre. Depois das dificuldades, ainda mais forte. E eterno. Sem mais.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
E a alinça do marido, cadê?
O gato comeu?
A fada dos dentes levou por engano?
O ladrão roubou?
Nãããão!
A moçoila aqui sugou-a com o aspirador. Rá!
A pessoa é tão, mas tão sem talento para as "artes" da casa que até sumir com a aliança do marido, ela some.
Eu juro que foi sem querer e que na hora eu nem percebi. Deixa eu explicar? Obrigada.
É o seguinte: marido, antes de dormir, tira a aliança e coloca em cima do criado-mudo. No dia seguinte, coloca no dedo. Isto é, quando lembra, certo? Por que, nesse dia, parece que ele não lembrou, né mesmo?
Eu sei que foi num dia em que eu estava com o "espírito da faxina" no corpo (que só me faz fazer mer%$) e fui inventar de limpar a casa. (Não foi essa semana, já tem um tempo) Eu lembro que eu ouvi um barulho seco de coisa caindo no chão, procurei e não achei nada. Aí, fui tirar um tapete que temos no nosso quarto para passar o aspirador de pó. Chacoalhei o tapete no quarto mesmo. Passei o aspirador de pó.
Perto da cortina da janela, sinto que "suguei" uma coisa meio que pesada e deixo pra lá. Já tinha entrado mesmo no aspirador, não ia mudar a situação. Quem? Eu? Abrir o aspirador e meter a mão na sujeira só pra ver o que era? Má, nem morta! Fresca e preguiçosa!
O dia passou e marido chega todo sem graça dizendo que não encontrava a aliança de jeito nenhum. Aí, eu lembrei de toda a sequência já descrita e falei pra ele.
Ele, que não é fresco e preguiçoso, abriu o aspirador, tirou o saquinho - que já estava cheio, por sinal - procurou e não achou. A "procura" foi meio sem graça, mas valeu a tentativa. Saco cheio, lugar dele é no? Lixo. Exato.
Jogamos o saco fora na esperança de que a aliança fosse aparecer no dia que a gente parasse de procurá-la.
Você apareceu? Ela também não. Única explicação? O espiríto da faxina é maldito!!!!
Solução? Compramos um par novo, fajutinho, só pra preencher o lugar e minha consciência ficar menos pesada.
No futuro, compramos outras melhores, quem sabe... rsrs
A fada dos dentes levou por engano?
O ladrão roubou?
Nãããão!
A moçoila aqui sugou-a com o aspirador. Rá!
A pessoa é tão, mas tão sem talento para as "artes" da casa que até sumir com a aliança do marido, ela some.
Eu juro que foi sem querer e que na hora eu nem percebi. Deixa eu explicar? Obrigada.
É o seguinte: marido, antes de dormir, tira a aliança e coloca em cima do criado-mudo. No dia seguinte, coloca no dedo. Isto é, quando lembra, certo? Por que, nesse dia, parece que ele não lembrou, né mesmo?
Eu sei que foi num dia em que eu estava com o "espírito da faxina" no corpo (que só me faz fazer mer%$) e fui inventar de limpar a casa. (Não foi essa semana, já tem um tempo) Eu lembro que eu ouvi um barulho seco de coisa caindo no chão, procurei e não achei nada. Aí, fui tirar um tapete que temos no nosso quarto para passar o aspirador de pó. Chacoalhei o tapete no quarto mesmo. Passei o aspirador de pó.
Perto da cortina da janela, sinto que "suguei" uma coisa meio que pesada e deixo pra lá. Já tinha entrado mesmo no aspirador, não ia mudar a situação. Quem? Eu? Abrir o aspirador e meter a mão na sujeira só pra ver o que era? Má, nem morta! Fresca e preguiçosa!
O dia passou e marido chega todo sem graça dizendo que não encontrava a aliança de jeito nenhum. Aí, eu lembrei de toda a sequência já descrita e falei pra ele.
Ele, que não é fresco e preguiçoso, abriu o aspirador, tirou o saquinho - que já estava cheio, por sinal - procurou e não achou. A "procura" foi meio sem graça, mas valeu a tentativa. Saco cheio, lugar dele é no? Lixo. Exato.
Jogamos o saco fora na esperança de que a aliança fosse aparecer no dia que a gente parasse de procurá-la.
Você apareceu? Ela também não. Única explicação? O espiríto da faxina é maldito!!!!
Solução? Compramos um par novo, fajutinho, só pra preencher o lugar e minha consciência ficar menos pesada.
No futuro, compramos outras melhores, quem sabe... rsrs
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Rapidinhas
Sobre o trabalho:
- Está tudo ~lindo~ no trabalho. Desespero passou e já estou conseguindo mostrar um pouco"que não estou a passeio".
- Os colegas de trabalho são bem legais.
- A empresa tem uma "cantina" própria. Está mais pra restaurante, de tão chique que é.
- Os diretores da empresa trabalham no mesmo andar que eu. Aliás, as pessoas mais chiques trabalham no meu andar (Public Relations, por ex.). Ou seja, alguns euros pra investir em roupas "chiques" no próximo final de semana.
- Ah sim, também tem academia. Pois é. Desculpa para permanecer sedentária: não tenho mais.
- É muito fácil chegar no trabalho. Mais do que eu pensava.
Sobre a dona do blog, ora bolinhas
- Gripei no final de semana. Tinha visita em casa e festa pra ir. Assim não deu, né? Hunf. Pelo menos, já melhorei.
- E a casa estava um inferno até hoje. Até marido resolver arrumar e quando cheguei estava um brinco. Ó!
Nota mental:
- Lembrar de não se assustar toda vez que usar botas e algumas unhas reagirem como no ano passado e você tirar a meia cheia de sangue, tá? Tá.
Para pensar:
- Deve ter alguma coisa errada num casamento, quando é a mulher que chega mais tarde em casa e pergunta ao marido: vai cozinhar o que pra mim hoje? E ele responde: o que você quer comer? Sortuda!
- Está tudo ~lindo~ no trabalho. Desespero passou e já estou conseguindo mostrar um pouco"que não estou a passeio".
- Os colegas de trabalho são bem legais.
- A empresa tem uma "cantina" própria. Está mais pra restaurante, de tão chique que é.
- Os diretores da empresa trabalham no mesmo andar que eu. Aliás, as pessoas mais chiques trabalham no meu andar (Public Relations, por ex.). Ou seja, alguns euros pra investir em roupas "chiques" no próximo final de semana.
- Ah sim, também tem academia. Pois é. Desculpa para permanecer sedentária: não tenho mais.
- É muito fácil chegar no trabalho. Mais do que eu pensava.
Sobre a dona do blog, ora bolinhas
- Gripei no final de semana. Tinha visita em casa e festa pra ir. Assim não deu, né? Hunf. Pelo menos, já melhorei.
- E a casa estava um inferno até hoje. Até marido resolver arrumar e quando cheguei estava um brinco. Ó!
Nota mental:
- Lembrar de não se assustar toda vez que usar botas e algumas unhas reagirem como no ano passado e você tirar a meia cheia de sangue, tá? Tá.
Para pensar:
- Deve ter alguma coisa errada num casamento, quando é a mulher que chega mais tarde em casa e pergunta ao marido: vai cozinhar o que pra mim hoje? E ele responde: o que você quer comer? Sortuda!
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
22 de maio de 1944, bombardeio em Dortmund
"Eu desci as escadas para o porão e perguntei por você. Disseram-me que você, talvez, estivesse na Wenckerstrasse para ajudar o seu irmão. Eu corri até lá, gritei sempre "Hetti, Hetti" e te encontrei, finalmente, em um porão.
Você esteve completamente envolvida no trabalho de resgate. Quando alguém precisava, uma grande força surgia de você (...). Depois disso, você receberia, em reconhecimento pelo seu sacrifício, a 'Kriegsverdienstkreuz mit Schwertern' (honra ao mérito), uma condecoração que só soldados jogados em campos de batalha e que, raramente, voltavam ao lar, recebiam. Em Dortmund, você foi uma das sete mulheres que a recebeu. Você deveria estar orgulhosa disso. Mas no trabalho de resgate, você exigiu demais de si mesma, e quando, de repente, uma estaca em chamas caiu sobre o seu ombro, seus nervos desabaram. Te levaram a um porão, aonde te encontrei. Apesar do seu lastimável estado, estava feliz por você ainda viver.
(...) Para você se acalmar, recitei para você a bela poesia de Storm (Theodor):
Fecha-me os olhos
com as mãos amadas,
Tudo o que eu sofro
Vai para debaixo das suas mãos em paz
E como a dor,
onda a onda, se acalma,
como o agito da última batida,
você enche todo o meu coração."
Realmente, você se acalmou..."
(Relato do sogro para a sogra, sobre os primeiros anos juntos, escrito em dezembro de 1967. Toscamente traduzido por mim.)
Essa força, esse amor e essa dedicação foram passados de pais para filho. Obrigada por me permitir desfrutar tudo isso nesses oito anos que estamos juntos.
Sim, é hoje.
Você esteve completamente envolvida no trabalho de resgate. Quando alguém precisava, uma grande força surgia de você (...). Depois disso, você receberia, em reconhecimento pelo seu sacrifício, a 'Kriegsverdienstkreuz mit Schwertern' (honra ao mérito), uma condecoração que só soldados jogados em campos de batalha e que, raramente, voltavam ao lar, recebiam. Em Dortmund, você foi uma das sete mulheres que a recebeu. Você deveria estar orgulhosa disso. Mas no trabalho de resgate, você exigiu demais de si mesma, e quando, de repente, uma estaca em chamas caiu sobre o seu ombro, seus nervos desabaram. Te levaram a um porão, aonde te encontrei. Apesar do seu lastimável estado, estava feliz por você ainda viver.
(...) Para você se acalmar, recitei para você a bela poesia de Storm (Theodor):
Fecha-me os olhos
com as mãos amadas,
Tudo o que eu sofro
Vai para debaixo das suas mãos em paz
E como a dor,
onda a onda, se acalma,
como o agito da última batida,
você enche todo o meu coração."
Realmente, você se acalmou..."
(Relato do sogro para a sogra, sobre os primeiros anos juntos, escrito em dezembro de 1967. Toscamente traduzido por mim.)
Essa força, esse amor e essa dedicação foram passados de pais para filho. Obrigada por me permitir desfrutar tudo isso nesses oito anos que estamos juntos.
Sim, é hoje.
quinta-feira, 3 de março de 2011
D. Eve e seus dois maridos
Marido morou no Brasil e isso não é novidade pra vocês, ou é? Ele chegou lá em 94, através de uma organização de ação internacional para trabalhar no sertão baiano.
O nome de marido não é um nome de fácil compreensão e pronúncia para os brasileiros. Imagina, então, no sertão baiano, com sertanejos semi-analfabetos.
Para melhorar a comunicação, ele criou um nome brasileiro e esse ficou sendo o nome (apelido) dele no Brasil todo esse tempo: Paulo. Eu o conheci Paulo e por Paulo permanecerei chamando-o até que a morte nos separe, ou não. Aí começa minha vida dupla.
Para os brasileiros, eu o apresento como Paulo. Para os alemães e outros estrangeiros, com o nome alemão. Ai numa mesa com muitas pessoas, conversando ora com um alemão, ora com um brasileiro, fica parecendo que eu tenho dois maridos. Uma confusão só!
Uma vez, um alemão parou a conversa e perguntou: "Afinal, quem é Paulo?"
Tem que explicar, né?
O nome de marido não é um nome de fácil compreensão e pronúncia para os brasileiros. Imagina, então, no sertão baiano, com sertanejos semi-analfabetos.
Para melhorar a comunicação, ele criou um nome brasileiro e esse ficou sendo o nome (apelido) dele no Brasil todo esse tempo: Paulo. Eu o conheci Paulo e por Paulo permanecerei chamando-o até que a morte nos separe, ou não. Aí começa minha vida dupla.
Para os brasileiros, eu o apresento como Paulo. Para os alemães e outros estrangeiros, com o nome alemão. Ai numa mesa com muitas pessoas, conversando ora com um alemão, ora com um brasileiro, fica parecendo que eu tenho dois maridos. Uma confusão só!
Uma vez, um alemão parou a conversa e perguntou: "Afinal, quem é Paulo?"
Tem que explicar, né?
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
A pergunta que não cala
Eu sou uma mulher casada de 29 anos. Ponto. Eu tenho colegas/amigas alemãs solteiras de mais de 30. Eu não fico perguntando para elas porque elas não arrumam logo um marido pra poder ter um filho. Eu nem pergunto se estão namorando...
Por que elas têm que perguntar pra mim? Aí, quando eu respondo que não quero filhos, sempre vem um comentário depois, do tipo: "Ahhh, você não quer agora..."
Não foi diferente esse final de semana, num bar, com uma amiga alemã de 35 anos, solteira e médica. Eu vi que ela estava perguntando a marido sobre isso e fiquei só observando. Ele já sabe a resposta, claro, e foi a que deu pra ela. Aí, lá vem o comentário, típico de uma médica, aliás.
- Ahhh, mas ela ainda vai querer espalhar os genes dela por aí.
E eu dei a minha resposta, típica para uma médica, aliás:
- Quando eu quiser "espalhar meus genes por aí", eu vou doar sangue!
Ela não sabia se ria da perspicácia da moçoila aqui ou se ficava constrangida com a resposta bem dada.
Rá, minha filha, CHU-PA essa manga!
Por que elas têm que perguntar pra mim? Aí, quando eu respondo que não quero filhos, sempre vem um comentário depois, do tipo: "Ahhh, você não quer agora..."
Não foi diferente esse final de semana, num bar, com uma amiga alemã de 35 anos, solteira e médica. Eu vi que ela estava perguntando a marido sobre isso e fiquei só observando. Ele já sabe a resposta, claro, e foi a que deu pra ela. Aí, lá vem o comentário, típico de uma médica, aliás.
- Ahhh, mas ela ainda vai querer espalhar os genes dela por aí.
E eu dei a minha resposta, típica para uma médica, aliás:
- Quando eu quiser "espalhar meus genes por aí", eu vou doar sangue!
Ela não sabia se ria da perspicácia da moçoila aqui ou se ficava constrangida com a resposta bem dada.
Rá, minha filha, CHU-PA essa manga!
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Sete anos não são sete dias
Ele me acorda todos os dias me chamando de "Meu amor" e me dando um "Bom dia!" cheio de carinho.
O café já está pronto quando levanto e ele está à caminho da escola.
Ele está sempre sorrindo pra mim, mesmo que não seja comigo que esteja conversando.
Se digo que estou ocupada, cansada ou, simplesmente, com preguiça, ele cozinha, faz compras, arruma a casa...
Ele me chama pra sair porque gosta de estar comigo e eu, de estar com ele.
Nossa vida melhorou muito nesses meses e o amor só cresceu.
Sinto-me feliz com ele, por ele e para ele.
E sinto-me feliz por mim, porque ele está comigo, na torcida pelas minhas novas oportunidades.
Meu mundo não é mais como era antes.
Esse mundo novo descubro com ele.
Eu amo cada dia que passo ao seu lado.
Hoje fazem sete anos! Eu casaria de novo com você!
Para fechar, um texto que não fui eu que escrevi, mas que é perfeito para o momento:
"Explica para todo o mundo
Explica para todo o mundo a diferença que faz seu boa noite suspirado. Tenta explicar a paz que a sua respiração é capaz de me dar. Vai, descreve aí o quanto é importante o seu bom dia preguiçoso enquanto o mundo faz barulho do outro lado da janela fechada. Faz o mundo inteiro entender a diferença da sua mão apertando a minha antes dos olhos se abrirem. Descreve com jeitinho a importância na sua vida de ouvir um 'eu te amo' antes ainda do moço lá no rádio-relógio avisar que horas são. Conta direito como eu me sinto depois de rir de alguma conversa sem nem ter levantado para ver o dia já nascido, há horas, lá fora. Tenta. Tenta fazer todas as pessoas do mundo entenderem que não existe nada melhor nem mais importante do que aquela paz que faz o tempo parar enquanto você está comigo. Me ajuda. Explica pra louça de ontem que ficou pra lembrar que ainda estamos juntos, conta para o chuveiro que testemunha toda a minha saudade quando estou sem você, convence aquela luz do abajur no canto da sala que tudo que eu falo sozinha sobre você é pouco perto da realidade. Diz que é de verdade. Explica vai, ajuda cada cantinho da minha casa, que assiste a sua ausência, entender porque precisamos tanto do seu bom dia. Com aquela sua calma, com aquela paz, faz o mundo inteiro saber que sem você ele nem é mundo e nem é inteiro."
Daqui
E você prometeu viver até os 100!
O café já está pronto quando levanto e ele está à caminho da escola.
Ele está sempre sorrindo pra mim, mesmo que não seja comigo que esteja conversando.
Se digo que estou ocupada, cansada ou, simplesmente, com preguiça, ele cozinha, faz compras, arruma a casa...
Ele me chama pra sair porque gosta de estar comigo e eu, de estar com ele.
Nossa vida melhorou muito nesses meses e o amor só cresceu.
Sinto-me feliz com ele, por ele e para ele.
E sinto-me feliz por mim, porque ele está comigo, na torcida pelas minhas novas oportunidades.
Meu mundo não é mais como era antes.
Esse mundo novo descubro com ele.
Eu amo cada dia que passo ao seu lado.
Hoje fazem sete anos! Eu casaria de novo com você!
Para fechar, um texto que não fui eu que escrevi, mas que é perfeito para o momento:
"Explica para todo o mundo
Explica para todo o mundo a diferença que faz seu boa noite suspirado. Tenta explicar a paz que a sua respiração é capaz de me dar. Vai, descreve aí o quanto é importante o seu bom dia preguiçoso enquanto o mundo faz barulho do outro lado da janela fechada. Faz o mundo inteiro entender a diferença da sua mão apertando a minha antes dos olhos se abrirem. Descreve com jeitinho a importância na sua vida de ouvir um 'eu te amo' antes ainda do moço lá no rádio-relógio avisar que horas são. Conta direito como eu me sinto depois de rir de alguma conversa sem nem ter levantado para ver o dia já nascido, há horas, lá fora. Tenta. Tenta fazer todas as pessoas do mundo entenderem que não existe nada melhor nem mais importante do que aquela paz que faz o tempo parar enquanto você está comigo. Me ajuda. Explica pra louça de ontem que ficou pra lembrar que ainda estamos juntos, conta para o chuveiro que testemunha toda a minha saudade quando estou sem você, convence aquela luz do abajur no canto da sala que tudo que eu falo sozinha sobre você é pouco perto da realidade. Diz que é de verdade. Explica vai, ajuda cada cantinho da minha casa, que assiste a sua ausência, entender porque precisamos tanto do seu bom dia. Com aquela sua calma, com aquela paz, faz o mundo inteiro saber que sem você ele nem é mundo e nem é inteiro."
Daqui
E você prometeu viver até os 100!
terça-feira, 12 de outubro de 2010
As minhas vantagens
Eu tive e ainda tenho algumas vantagens em relação a muitas pessoas que moram na Alemanha. Eu não posso me comparar à Sandra, por exemplo, que veio pra cá 16 anos atrás por meio de programa internacional de estágio. Eu não posso me comparar à D. Flor, que saiu de São Paulo para um interior pra lá de provinciano e casou com seu alemão. Também não posso me comparar à Liza que veio morar aqui com o seu marido brasileiro. Posso, muito menos, me comparar à Isabela que chegou aqui por vontade própria e com seu passaporte português.
Por um simples fato, eu convivo com um alemão há 7 anos. Eu o conheci no Brasil, onde ele morava. Nós moramos juntos desde sempre, desde o início (loucura, podem dizer. rsrs) Casamos apenas aqui, mas se tivéssemos permanecido no Brasil, teríamos mantido nossa união estável.
Isso quer dizer que, mesmo sem conhecer a Alemanha, eu já tive contato com a sua cultura através de um alemão nascido e criado na sua terra. Sempre que podia, ele me contava um pouco sobre como era a vida na Alemanha e como as coisas aqui funcionavam/funcionam.
Quando nos mudamos pra cá, também com as minhas visitas anteriores - só duas, já tinha uma noção do que me esperava aqui. Não sonhei nada ou me iludi, ou mesmo, temi. Eu, simplesmente, já sabia.
Só que como marido ficou 15 anos no Brasil, 6 deles comigo, muita coisa mudou no seu país. E que grata surpresa tivemos quando descobrimos que o cenário que ele pintava pra mim de alemães carrancudos e inflexíveis se mostrou diferente. Eles ainda são carrancudos e inflexíveis, mas já sabem lidar com o "jeitinho" e aprenderam a sorrir um pouquinho mais.
E o mais importante, viemos morar em Berlin. Talvez seja a cidade mais bem preparada para receber estrangeiros (no mesmo "pacote", coloco Hamburgo). Tanto pela quantidade de estrangeiros que moram aqui, quanto pela sua cultura de tolerância adquirida com o fim da guerra e com a queda do muro.
Eu gosto muito de ajudar quem me manda emails perguntando como é isso ou aquilo por aqui, mas preciso lembrar que a forma como eu reagi a determinadas situações é totalmente diferente de como quem chega, sem um histórico parecido com o meu. Porém, isso não quer dizer que devem parar de me mandar emails. Jamais façam isso. Eu adoro recebê-los e saber que ajudo de alguma forma. =P
Eu me senti deslocada, analfabeta, boba, medrosa e outras coisas mais, mas eu tinha - e ainda tenho, oxalá - um marido alemão ao meu lado, falando fluentemente português, que conhece a vida de um "expatriado" por já ter sido um no Brasil e que está comigo há 7 anos. Isso fez com que minhas experiências fossem outras e minhas fases (as que todas passamos) viessem e fossem embora mais rápido. Apesar de achar que ainda não saí de algumas... Eu sei, virão muitas outras. Dizem que o segundo ano é ainda mais difícil.
A minha visão é diferente da sua. Mas, tenha certeza, somos parecidas. =D
P.S. Esse post é programado. Notícias sobre a viagem em breve.
P.S. 2: Relendo o texto, percebi que os exemplos que eu dei de pessoas que vieram pra cá ficou sem uma explicação para a citação. Eu as citei, porque, como veem, elas vieram pra cá em circunstâncias diferentes e, acredito, passam ou passaram por situações mais dificéis e complicadas que eu. Eu já vim prevenida de algumas coisas e para elas, eu tiro o meu chapéu.
P.S. 3: Isso quer dizer que eu cheguei.=P
Por um simples fato, eu convivo com um alemão há 7 anos. Eu o conheci no Brasil, onde ele morava. Nós moramos juntos desde sempre, desde o início (loucura, podem dizer. rsrs) Casamos apenas aqui, mas se tivéssemos permanecido no Brasil, teríamos mantido nossa união estável.
Isso quer dizer que, mesmo sem conhecer a Alemanha, eu já tive contato com a sua cultura através de um alemão nascido e criado na sua terra. Sempre que podia, ele me contava um pouco sobre como era a vida na Alemanha e como as coisas aqui funcionavam/funcionam.
Quando nos mudamos pra cá, também com as minhas visitas anteriores - só duas, já tinha uma noção do que me esperava aqui. Não sonhei nada ou me iludi, ou mesmo, temi. Eu, simplesmente, já sabia.
Só que como marido ficou 15 anos no Brasil, 6 deles comigo, muita coisa mudou no seu país. E que grata surpresa tivemos quando descobrimos que o cenário que ele pintava pra mim de alemães carrancudos e inflexíveis se mostrou diferente. Eles ainda são carrancudos e inflexíveis, mas já sabem lidar com o "jeitinho" e aprenderam a sorrir um pouquinho mais.
E o mais importante, viemos morar em Berlin. Talvez seja a cidade mais bem preparada para receber estrangeiros (no mesmo "pacote", coloco Hamburgo). Tanto pela quantidade de estrangeiros que moram aqui, quanto pela sua cultura de tolerância adquirida com o fim da guerra e com a queda do muro.
Eu gosto muito de ajudar quem me manda emails perguntando como é isso ou aquilo por aqui, mas preciso lembrar que a forma como eu reagi a determinadas situações é totalmente diferente de como quem chega, sem um histórico parecido com o meu. Porém, isso não quer dizer que devem parar de me mandar emails. Jamais façam isso. Eu adoro recebê-los e saber que ajudo de alguma forma. =P
Eu me senti deslocada, analfabeta, boba, medrosa e outras coisas mais, mas eu tinha - e ainda tenho, oxalá - um marido alemão ao meu lado, falando fluentemente português, que conhece a vida de um "expatriado" por já ter sido um no Brasil e que está comigo há 7 anos. Isso fez com que minhas experiências fossem outras e minhas fases (as que todas passamos) viessem e fossem embora mais rápido. Apesar de achar que ainda não saí de algumas... Eu sei, virão muitas outras. Dizem que o segundo ano é ainda mais difícil.
A minha visão é diferente da sua. Mas, tenha certeza, somos parecidas. =D
P.S. Esse post é programado. Notícias sobre a viagem em breve.
P.S. 2: Relendo o texto, percebi que os exemplos que eu dei de pessoas que vieram pra cá ficou sem uma explicação para a citação. Eu as citei, porque, como veem, elas vieram pra cá em circunstâncias diferentes e, acredito, passam ou passaram por situações mais dificéis e complicadas que eu. Eu já vim prevenida de algumas coisas e para elas, eu tiro o meu chapéu.
P.S. 3: Isso quer dizer que eu cheguei.=P
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Cozinha X Marido
Tem muitas coisas que eu gosto de comer que não comia há muito tempo, principalmente, qualquer coisa relacionada a carne bovina. Eu sou quase carnívora, porque um pedaço já me satisfaz.
Na semana passada, durante as compras, eu achei, sem querer querendo, fígado de boi e meus olhos brilharam para ele (Oi? Eu nunca disse que era normal, beijos.). Compramos. Eu queria preparar para o almoço.
Marido estava na rua ainda quando eu comecei a preparar. Nem lembro mais quais foram os acompanhamentos, além de batata, por um simples detalhe: eu estava lá, descascando batata, temperando a carne, quando marido chegou e ele, simplesmente, tomou conta da cozinha.
Vocês leram certo: ele tomou conta da cozinha!
Eu estava preparando a minha carne, do jeito que eu queria e ele, com a desculpa que queria me ajudar, toma conta da cozinha e termina de preparar o almoço.
Não é a primeira vez que isso acontece. Não é.
Das duas, uma: ou ele gosta muito de cozinha ou ele não confia que eu consiga fazer alguma coisa gostosa. Ou as duas, né?
A melhor parte é: eu adoro quando ele faz isso. Porque eu não gosto muito de cozinha e não confio que eu consiga fazer alguma coisa gostosa.
Homem que sabe e gosta de cozinhar era pré-requisito para acabar em casamento.
E assim vivemos felizes para sempre.
Na semana passada, durante as compras, eu achei, sem querer querendo, fígado de boi e meus olhos brilharam para ele (Oi? Eu nunca disse que era normal, beijos.). Compramos. Eu queria preparar para o almoço.
Marido estava na rua ainda quando eu comecei a preparar. Nem lembro mais quais foram os acompanhamentos, além de batata, por um simples detalhe: eu estava lá, descascando batata, temperando a carne, quando marido chegou e ele, simplesmente, tomou conta da cozinha.
Vocês leram certo: ele tomou conta da cozinha!
Eu estava preparando a minha carne, do jeito que eu queria e ele, com a desculpa que queria me ajudar, toma conta da cozinha e termina de preparar o almoço.
Não é a primeira vez que isso acontece. Não é.
Das duas, uma: ou ele gosta muito de cozinha ou ele não confia que eu consiga fazer alguma coisa gostosa. Ou as duas, né?
A melhor parte é: eu adoro quando ele faz isso. Porque eu não gosto muito de cozinha e não confio que eu consiga fazer alguma coisa gostosa.
Homem que sabe e gosta de cozinhar era pré-requisito para acabar em casamento.
E assim vivemos felizes para sempre.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Esposa exemplar
Ontem, com uma amiga no MSN:
Eve diz: olha como sou esposa exemplar: fiz uma torta (vulgo: botei no forno pra descongelar), estou com fome, mas esperando o marido acordar (que está descansando da viagem) para comermos juntos com o café que eu vou fazer. o café, eu mesma faço. rsrsrs
(tempos depois)
Eve diz: voltei
Celine diz: ja cuidou do maridão?
Eve diz: a pessoa acorda sempre com vontade de comer coisa doce. hoje, resolve que quer algo salgado
sério, assim nao dá
é por isso que os divórcios acontecem
Celine diz: kkkkkkkkkkkkkkkkk
Toda trabalhada na dedicação. É isso que dá.
Eve diz: olha como sou esposa exemplar: fiz uma torta (vulgo: botei no forno pra descongelar), estou com fome, mas esperando o marido acordar (que está descansando da viagem) para comermos juntos com o café que eu vou fazer. o café, eu mesma faço. rsrsrs
(tempos depois)
Eve diz: voltei
Celine diz: ja cuidou do maridão?
Eve diz: a pessoa acorda sempre com vontade de comer coisa doce. hoje, resolve que quer algo salgado
sério, assim nao dá
é por isso que os divórcios acontecem
Celine diz: kkkkkkkkkkkkkkkkk
Toda trabalhada na dedicação. É isso que dá.
terça-feira, 8 de junho de 2010
Fui surpreendida
A festa foi ótima!
O primeiro convidado chegou às 16h.
As 20 pessoas vieram.
Amigos de marido que não me conheciam e que o conhecem de infância, viajaram mais de 400 km para nos encontrar. (O que para um alemão é muita coisa, acreditem)
Eu não enlouqueci.
Eu não me cansei.
Eu não queria que a festa tivesse acabado.
Eu conversei em alemão, mesmo com trocentas conversas paralelas ao meu redor (coisa impossível de acontecer dois meses atrás.)
Eles ficaram impressionados com o quanto de alemão eu já consigo falar. Eu também.
Eles adoraram nosso apartamento. Eu também.
Eles não sujaram a casa. Não do jeito que era esperado que 20 pessoas fizessem. O banheiro nem parecia que tinha sido usado. Vejam só. Alemães sabem se comportar.
Um amigo de marido se apaixonou por mim. Palavras "quase" dele: "que mulher linda, legal e interessante você tem..." e não parava de olhar pra mim, além de mexer nos meus cachos para saber se eram de verdade. Marido disse que amigo pode. Até porque, ele mora longe, bem longe. Hahahaha
A minha cunhada adorou ter me conhecido "no meu ambiente". Porque estava mais solta e falante. Como marido sempre disse que eu era e como ela nunca teve a oportunidade de conhecer. Mas, não contem pra ela que eu estava bêbada já no segundo copo de champagne, por favor. ;)
Eu ganhei quilos de chocolate. Povo mais sem piedade!
O último convidado, que também foi o primeiro a chegar, saiu às 02h. O apaixonado. Viu? Ele gostou da festa! Ou não só da festa. =P
No domingo, joga tudo no lixo, na máquina de lavar, passa aspirador de pó, cadeiras no lugar e PUFF! Tudo limpo!
Eu quero outra festa!!!
P.S. Ainda estou pensando se vou colocar as fotos. Alemão é meio reservado, né? Não quero encrenca.
O primeiro convidado chegou às 16h.
As 20 pessoas vieram.
Amigos de marido que não me conheciam e que o conhecem de infância, viajaram mais de 400 km para nos encontrar. (O que para um alemão é muita coisa, acreditem)
Eu não enlouqueci.
Eu não me cansei.
Eu não queria que a festa tivesse acabado.
Eu conversei em alemão, mesmo com trocentas conversas paralelas ao meu redor (coisa impossível de acontecer dois meses atrás.)
Eles ficaram impressionados com o quanto de alemão eu já consigo falar. Eu também.
Eles adoraram nosso apartamento. Eu também.
Eles não sujaram a casa. Não do jeito que era esperado que 20 pessoas fizessem. O banheiro nem parecia que tinha sido usado. Vejam só. Alemães sabem se comportar.
Um amigo de marido se apaixonou por mim. Palavras "quase" dele: "que mulher linda, legal e interessante você tem..." e não parava de olhar pra mim, além de mexer nos meus cachos para saber se eram de verdade. Marido disse que amigo pode. Até porque, ele mora longe, bem longe. Hahahaha
A minha cunhada adorou ter me conhecido "no meu ambiente". Porque estava mais solta e falante. Como marido sempre disse que eu era e como ela nunca teve a oportunidade de conhecer. Mas, não contem pra ela que eu estava bêbada já no segundo copo de champagne, por favor. ;)
Eu ganhei quilos de chocolate. Povo mais sem piedade!
O último convidado, que também foi o primeiro a chegar, saiu às 02h. O apaixonado. Viu? Ele gostou da festa! Ou não só da festa. =P
No domingo, joga tudo no lixo, na máquina de lavar, passa aspirador de pó, cadeiras no lugar e PUFF! Tudo limpo!
Eu quero outra festa!!!
P.S. Ainda estou pensando se vou colocar as fotos. Alemão é meio reservado, né? Não quero encrenca.
sábado, 5 de junho de 2010
Hoje tem festa no apê
Vai rolar bundalelê. NOT!
Festa do casamento. 20 pessoas. Comida. MUITA cerveja e vinho. Música. Pratos. Copos. Talheres. Sujeira. Máquina de lavar. Cozinha. Chão. Carpete. MUITO alemão. Eu. Enlouquecida. Eles. Divertindo-se. Morri.
Se sobreviver, volto pra contar.
Festa do casamento. 20 pessoas. Comida. MUITA cerveja e vinho. Música. Pratos. Copos. Talheres. Sujeira. Máquina de lavar. Cozinha. Chão. Carpete. MUITO alemão. Eu. Enlouquecida. Eles. Divertindo-se. Morri.
Se sobreviver, volto pra contar.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
FAQ - 9. Você casou. E agora?
Casei. Uhuuu!
Agora é ir no Ausländerbehöder e pedir meu visto de residência. Para isso, preciso levar meu passaporte, certidão de casamento, certificados do curso de alemão, comprovante de residência e cópia traduzida do meu diploma universitário. Se irão pedir outras coisas, ainda não sei. Depois que passar por isso, conto aqui.
Marido já foi no Krankenkasse para me incluir no plano de saúde dele. Daqui a pouco recebo minha carteirinha. E a fila de médicos em que irei já está pronta... =P
Depois de conseguir o visto de residência, vou na Secretaria de Trabalho, pedir meu visto de trabalho, claro. Quem é casada(o) com alemão(ã) pode trabalhar na Alemanha.
Agora, é só colocar a mão na massa! E continuar estudando alemão. Ai...
Agora é ir no Ausländerbehöder e pedir meu visto de residência. Para isso, preciso levar meu passaporte, certidão de casamento, certificados do curso de alemão, comprovante de residência e cópia traduzida do meu diploma universitário. Se irão pedir outras coisas, ainda não sei. Depois que passar por isso, conto aqui.
Marido já foi no Krankenkasse para me incluir no plano de saúde dele. Daqui a pouco recebo minha carteirinha. E a fila de médicos em que irei já está pronta... =P
Depois de conseguir o visto de residência, vou na Secretaria de Trabalho, pedir meu visto de trabalho, claro. Quem é casada(o) com alemão(ã) pode trabalhar na Alemanha.
Agora, é só colocar a mão na massa! E continuar estudando alemão. Ai...
terça-feira, 25 de maio de 2010
Para alegrar o dia de vocês,
fotos de um dos dias mais especiais da minha vida!
O casal:

A tradutora, o padrinho e a madrinha:

Ouvindo atentamente:

Como bicicleta é artigo de luxo na Alemanha, os padrinhos resolveram nos presentear com duas (usadas, claro).

Um brinde depois do casório e antes de irmos a um restaurante (que ficou sem fotos).

E o beijo!

A felicidade é pra sempre e continua!!!!
P.S. Eu estava me sentindo a mulher mais linda do mundo. Se minha boca fosse maior, rasgava! O vestido é brasileiro, o casaquinho alemão e o buquê foi marido que escolheu e comprou, sem nem eu saber. Combinou lindamente com o vestido!
O casal:

A tradutora, o padrinho e a madrinha:

Ouvindo atentamente:

Como bicicleta é artigo de luxo na Alemanha, os padrinhos resolveram nos presentear com duas (usadas, claro).

Um brinde depois do casório e antes de irmos a um restaurante (que ficou sem fotos).

E o beijo!

A felicidade é pra sempre e continua!!!!
P.S. Eu estava me sentindo a mulher mais linda do mundo. Se minha boca fosse maior, rasgava! O vestido é brasileiro, o casaquinho alemão e o buquê foi marido que escolheu e comprou, sem nem eu saber. Combinou lindamente com o vestido!
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Meus votos
Se tem uma coisa que acho lindo em casamento é a parte em que os noivos dizem seus votos. Ok. Eu nunca vi um casamento sequer que tivesse essa parte. Mas, eu acho lindo mesmo assim.
E essa coisa de "na alegria e na tristeza, na saúde e na doença..." está muito velha pra mim. Eu sei que esse poema também. Mas, tem muito mais a ver comigo. Faz parte daquela categoria de coisas que eu gostaria de ter feito.
Meus votos:
I Carry your heart with me (E.E. Cumings)
E essa coisa de "na alegria e na tristeza, na saúde e na doença..." está muito velha pra mim. Eu sei que esse poema também. Mas, tem muito mais a ver comigo. Faz parte daquela categoria de coisas que eu gostaria de ter feito.
Meus votos:
I Carry your heart with me (E.E. Cumings)
I carry your heart with me (I carry it in my heart).
I am never without it (anywhere i go you go, my dear; and whatever is done by only me is your doing, my darling)
I fear no fate (for you are my fate, my sweet)
I want no world (for beautiful you are my world, my true)
and it’s you are whatever a moon has always meant and whatever a sun will always sing is you
here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root
and the bud of the bud and the sky of the sky of a tree called life;
which grows higher than the soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that’s keeping the stars apart
i carry your heart (i carry it in my heart)
Tradução:I am never without it (anywhere i go you go, my dear; and whatever is done by only me is your doing, my darling)
I fear no fate (for you are my fate, my sweet)
I want no world (for beautiful you are my world, my true)
and it’s you are whatever a moon has always meant and whatever a sun will always sing is you
here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root
and the bud of the bud and the sky of the sky of a tree called life;
which grows higher than the soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that’s keeping the stars apart
i carry your heart (i carry it in my heart)
“carrego seu coração comigo (eu o carrego no meu coração)
nunca estou sem ele (onde quer que eu vá, você vai, meu querido; e o que quer que eu faça é feito por você, meu querido)
não temo o destino (pois você é meu destino, minha vida)
não quero o mundo (pois você é meu mundo, minha verdade)
e você é o que a lua sempre significou e o que o sol sempre cantou
aqui está o segredo mais profundo que ninguém sabe
(aqui está a raiz da raiz, o broto do broto
e o céu do céu de uma árvore chamada vida;
que cresce mais alta do que a alma pode ansiar ou a mente pode esconder)
e aqui está o milagre que mantém as estrelas separadas
carrego seu coração (eu o carrego dentro do meu)"
nunca estou sem ele (onde quer que eu vá, você vai, meu querido; e o que quer que eu faça é feito por você, meu querido)
não temo o destino (pois você é meu destino, minha vida)
não quero o mundo (pois você é meu mundo, minha verdade)
e você é o que a lua sempre significou e o que o sol sempre cantou
aqui está o segredo mais profundo que ninguém sabe
(aqui está a raiz da raiz, o broto do broto
e o céu do céu de uma árvore chamada vida;
que cresce mais alta do que a alma pode ansiar ou a mente pode esconder)
e aqui está o milagre que mantém as estrelas separadas
carrego seu coração (eu o carrego dentro do meu)"
Nesse momento, estou ali , casando. =D
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Dias de sol
E para não dizer que só na minha família de lá tem gente engraçada...
Temos aproveitado os dias de sol aqui para passear. As quintas são os melhores dias, porque à noite (que ainda tem sol) os principais museus da cidade abrem as portas para quem quiser entrar - é free.
A região onde tem os melhores museus é conhecida por Ilha dos Museus (porque será, hein?) e, como ponto turístico, tem muita coisa para se ver. Homens, por exemplo. A maior quantidade de homem bonito por metro quadrado que eu já vi na cidade. (Amor, você não está lendo isso!)
Saímos do museu e paramos numa pizzaria para comer uma pizza, lógico. Os lugares eram disputados. Quando estávamos no cafezinho, chega um deus grego, ops, tinha cara de italiano, ops, não interessa, era bonito. E eu não consegui deter a minha língua e soltei:
"Meu Deus, parece que todos os homens bonitos da cidade resolveram sair de casa hoje."
É claro que marido ouviu!
Terminamos o cafezinho, pagamos a conta e levantamos. Quando passamos pelo cara lindo, marido vira pra ele e diz:
"Fique à vontade." - para sentar na mesa que acabávamos de esvaziar.
Eu olho pra ele e digo:
"Você é descarado! Não perdeu a oportunidade de falar com o cara!"
E o que ele responde?
"Claro! Melhor eu chegar primeiro nele do que você!"
Fui rindo até em casa.
P.S. Estranharam a postagem nessa hora do dia? Não fui para o curso. Ressaca. Ontem marcamos a data do casamento!! Dia 21 de maio. Isso mesmo, daqui a 15 dias. O mais rápido que podíamos. A festa será no dia 05 de junho. Quem quer ir? ;)
Temos aproveitado os dias de sol aqui para passear. As quintas são os melhores dias, porque à noite (que ainda tem sol) os principais museus da cidade abrem as portas para quem quiser entrar - é free.
A região onde tem os melhores museus é conhecida por Ilha dos Museus (porque será, hein?) e, como ponto turístico, tem muita coisa para se ver. Homens, por exemplo. A maior quantidade de homem bonito por metro quadrado que eu já vi na cidade. (Amor, você não está lendo isso!)
Saímos do museu e paramos numa pizzaria para comer uma pizza, lógico. Os lugares eram disputados. Quando estávamos no cafezinho, chega um deus grego, ops, tinha cara de italiano, ops, não interessa, era bonito. E eu não consegui deter a minha língua e soltei:
"Meu Deus, parece que todos os homens bonitos da cidade resolveram sair de casa hoje."
É claro que marido ouviu!
Terminamos o cafezinho, pagamos a conta e levantamos. Quando passamos pelo cara lindo, marido vira pra ele e diz:
"Fique à vontade." - para sentar na mesa que acabávamos de esvaziar.
Eu olho pra ele e digo:
"Você é descarado! Não perdeu a oportunidade de falar com o cara!"
E o que ele responde?
"Claro! Melhor eu chegar primeiro nele do que você!"
Fui rindo até em casa.
P.S. Estranharam a postagem nessa hora do dia? Não fui para o curso. Ressaca. Ontem marcamos a data do casamento!! Dia 21 de maio. Isso mesmo, daqui a 15 dias. O mais rápido que podíamos. A festa será no dia 05 de junho. Quem quer ir? ;)
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Simples assim
Eu disse aqui que demos entrada na papelada do casamento. Depois disso, tínhamos uma declaração afirmando isso e poderíamos ir no Ausländerbehörde, órgão responsável pelos migrantes, para tentar prolongar meu visto, que é de turista, até a gente ter a data do casamento, ou ter casado definitivamente.
Muitas pessoas já disseram que foram maltratadas lá, outras disseram que mais ou menos, já outras disseram que foram muito bem tratadas.
Para ser atendido é preciso marcar hora. Só que, como nós conseguimos a declaração muito em cima (falta 10 dias para o meu visto expirar), resolvemos tentar a sorte e ir ontem sem marcar mesmo. Levamos todos os documentos necessários.
Chegamos e, imediatamente, nos dirigimos à sala que distribui as senhas. Fila com quatro pessoas. A menina que nos atendeu foi super simpática, perguntou o motivo, marido explicou, mostrou a declaração de intenção de casamento, ela pediu cópia da declaração, do meu passaporte, da identidade dele e o formulário de pedido de visto preenchido. Entregamos tudo e ela nos pediu 2 horas para resolver. Até aqui, não sabíamos o que era "resolver" para ela.
Voltamos para casa, almoçamos e marido voltou lá na hora combinada. Uma hora depois ele estava em casa com meu visto prolongado para mais três meses!
Só preciso voltar lá agora quando já tiver casada!
As coisas estão ou não estao indo bem?
Muitas pessoas já disseram que foram maltratadas lá, outras disseram que mais ou menos, já outras disseram que foram muito bem tratadas.
Para ser atendido é preciso marcar hora. Só que, como nós conseguimos a declaração muito em cima (falta 10 dias para o meu visto expirar), resolvemos tentar a sorte e ir ontem sem marcar mesmo. Levamos todos os documentos necessários.
Chegamos e, imediatamente, nos dirigimos à sala que distribui as senhas. Fila com quatro pessoas. A menina que nos atendeu foi super simpática, perguntou o motivo, marido explicou, mostrou a declaração de intenção de casamento, ela pediu cópia da declaração, do meu passaporte, da identidade dele e o formulário de pedido de visto preenchido. Entregamos tudo e ela nos pediu 2 horas para resolver. Até aqui, não sabíamos o que era "resolver" para ela.
Voltamos para casa, almoçamos e marido voltou lá na hora combinada. Uma hora depois ele estava em casa com meu visto prolongado para mais três meses!
Só preciso voltar lá agora quando já tiver casada!
As coisas estão ou não estao indo bem?
terça-feira, 6 de abril de 2010
FAQ - 8. Afinal, esse casamento sai ou não sai?
Sai. E como sai.
Semana passada fomos no Standesamt (é asim, meu zeus?) para dar entrada nos papéis. Enfim, tínhamos todos os papéis em ordem e uma tradutora pra mim.
Pois é, leram certo. Precisei convidar uma amiga colombiana que mora aqui na Alemanha com seu marido alemão e que já moraram no Brasil por sete anos (que salada, né?) para me ajudar.
Chegando lá, a amiga tradutora tinha que dizer tudo o que a mulher estava fazendo no sistema para que eu soubesse o que estava acontecendo. Isso foi determinação da mulher mesmo. Depois eu tive que assinar um juramento onde eu afirmava que nunca, jamais, em hipótese alguma, já tinha me casado no Brasil ou na Alemanha. Só assim a mulher concluiu nosso pedido de casamento.
Só que agora, e porque o Brasil não emite uma certidão de aptidão para casar e por isso a Alemanha tem que fazer esse papel com todos esses documentos, teremos que esperar cerca de quatro semanas para um juiz dizer que está tudo ok e só depois podemos marcar a data.
Agora é esperar e torcer para dar tudo certo e esse casamento sair logo! Humpf!
Semana passada fomos no Standesamt (é asim, meu zeus?) para dar entrada nos papéis. Enfim, tínhamos todos os papéis em ordem e uma tradutora pra mim.
Pois é, leram certo. Precisei convidar uma amiga colombiana que mora aqui na Alemanha com seu marido alemão e que já moraram no Brasil por sete anos (que salada, né?) para me ajudar.
Chegando lá, a amiga tradutora tinha que dizer tudo o que a mulher estava fazendo no sistema para que eu soubesse o que estava acontecendo. Isso foi determinação da mulher mesmo. Depois eu tive que assinar um juramento onde eu afirmava que nunca, jamais, em hipótese alguma, já tinha me casado no Brasil ou na Alemanha. Só assim a mulher concluiu nosso pedido de casamento.
Só que agora, e porque o Brasil não emite uma certidão de aptidão para casar e por isso a Alemanha tem que fazer esse papel com todos esses documentos, teremos que esperar cerca de quatro semanas para um juiz dizer que está tudo ok e só depois podemos marcar a data.
Agora é esperar e torcer para dar tudo certo e esse casamento sair logo! Humpf!
Assinar:
Comentários (Atom)
