Pois é. Quase 5 anos de Blog (em novembro) e sinto que a proposta perdeu o sentido.O que era vida nova, não é mais. É rotina. O que seriam micos virou normalidade. As risadas estão ligadas ao dia a dia e eu nem percebo mais o que há de especial nelas para compartilhar. Não que eu tenha uma vida chata e sem graça. Só não tenho vontade de vir aqui falar do cotidiano.
Então, por isso, decidi que o Rindo será aposentado. Antes de entrarem de luto, aviso que outro Blog entrará em seu lugar, com outra proposta: opiniões e reflexões sobre o país. Afinal, são quase 5 anos. Alguma opinião tenho que ter, né? Contudo, não acho que será um Blog pra rir. Ou que seja, só não será o foco.
Quem deseja continuar acompanhando minhas escritas, favor enviar um email para que eu mande o endereço do novo.
Obrigada pelo carinho e pela companhia nesses anos.
Beijos!
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quinta-feira, 14 de agosto de 2014
quarta-feira, 18 de junho de 2014
Quando as coisas têm que dar certo...
Então que viajei. Fui na terça-feira ali em Genebra, bate e volta.
Eu me preparei duas semanas para esse dia. Eu fiquei ansiosa, porque eu teria uma reunião para um projeto que eu gostaria muito de trabalhar, discutir estratégias e, in the meantime, também uma entrevista de emprego. Em inglês.
Quem acompanha meu blog desde o início, sabe que depois que eu comecei a aprender alemão, meu inglês travou completamente. Tem mais de dois anos que faço aulas particulares de inglês. Um dinheiro muito bem investido, diga-se. Professora-amiga até já chorou de emoção...
Para quem acompanha o blog há dois anos, também sabe que eu estive muito doente. Do tipo: muito. Por conta disso, também entrei em contato com pessoas que eu não teria, caso tivesse permanecido saudável. Ou seja, Genebra só porque fiquei doente.
O projeto é de cunho social (a minha área, para a pessoa que perguntou no outro post, é gestão de projetos sociais. Amo!) com uma ligação com o Brasil.
Fui com o coração na mão. Entrei no avião quase chorando. Não, não era nervosismo. Era emoção mesmo. Quando pensei no meu percurso, em tudo que passei para chegar àquele momento, foi difícil não me emocionar. Foi difícil não pensar nas dores e nos momentos de desespero pelos quais passei. Mas, eu estava lá, eu subi naquele avião e estava indo para Genebra.
Chego no aeroporto e pego um taxi para o meu destino. Precisava ser rápida. Pergunto para a taxista:
- German or English?
- Whatever you want.
- Could you take me to this adress, please? (estava em francês, tentar pronunciar ia ser o ó)
Taxista pega sua rota e depois de um tempo, pergunta:
- Why did you ask me what language I can speak? Where are you from?
- I'm from Berlin, but in fact I'm Brazilian.
- Que mistura! - ela diz. E começa a falar em português comigo. Eu dei uma gargalhada de alívio!
Uma espanhola que foi casada com um brasileiro e que fala português fluentemente. (Além de inglês, francês e alemão... abafa)
Chego no escritório e a diretora me recebe toda sorridente. Vestida igualzinha a mim!!! De blusa azul no mesmo tom e calça preta. Melhor sintonia, impossível. E senti que meu dia não só tinha começado bem, como iria continuar assim.
E foi!
Aquelas lágrimas que não caíram no momento em que subi no avião continuam aqui. E irão continuar. Porque faz parte do orgulho que sinto de mim nesse exato momento. Porque, quando as coisas têm que dar certo, nada consegue impedir. Só tenho o que agradecer. :)
Eu me preparei duas semanas para esse dia. Eu fiquei ansiosa, porque eu teria uma reunião para um projeto que eu gostaria muito de trabalhar, discutir estratégias e, in the meantime, também uma entrevista de emprego. Em inglês.
Quem acompanha meu blog desde o início, sabe que depois que eu comecei a aprender alemão, meu inglês travou completamente. Tem mais de dois anos que faço aulas particulares de inglês. Um dinheiro muito bem investido, diga-se. Professora-amiga até já chorou de emoção...
Para quem acompanha o blog há dois anos, também sabe que eu estive muito doente. Do tipo: muito. Por conta disso, também entrei em contato com pessoas que eu não teria, caso tivesse permanecido saudável. Ou seja, Genebra só porque fiquei doente.
O projeto é de cunho social (a minha área, para a pessoa que perguntou no outro post, é gestão de projetos sociais. Amo!) com uma ligação com o Brasil.
Fui com o coração na mão. Entrei no avião quase chorando. Não, não era nervosismo. Era emoção mesmo. Quando pensei no meu percurso, em tudo que passei para chegar àquele momento, foi difícil não me emocionar. Foi difícil não pensar nas dores e nos momentos de desespero pelos quais passei. Mas, eu estava lá, eu subi naquele avião e estava indo para Genebra.
Chego no aeroporto e pego um taxi para o meu destino. Precisava ser rápida. Pergunto para a taxista:
- German or English?
- Whatever you want.
- Could you take me to this adress, please? (estava em francês, tentar pronunciar ia ser o ó)
Taxista pega sua rota e depois de um tempo, pergunta:
- Why did you ask me what language I can speak? Where are you from?
- I'm from Berlin, but in fact I'm Brazilian.
- Que mistura! - ela diz. E começa a falar em português comigo. Eu dei uma gargalhada de alívio!
Uma espanhola que foi casada com um brasileiro e que fala português fluentemente. (Além de inglês, francês e alemão... abafa)
Chego no escritório e a diretora me recebe toda sorridente. Vestida igualzinha a mim!!! De blusa azul no mesmo tom e calça preta. Melhor sintonia, impossível. E senti que meu dia não só tinha começado bem, como iria continuar assim.
E foi!
Aquelas lágrimas que não caíram no momento em que subi no avião continuam aqui. E irão continuar. Porque faz parte do orgulho que sinto de mim nesse exato momento. Porque, quando as coisas têm que dar certo, nada consegue impedir. Só tenho o que agradecer. :)
sábado, 12 de abril de 2014
Indo muito rápido. Que bom!
As últimas semanas têm sido muito intensas. Novidade atrás de novidade.
Fui a um evento aqui no bairro no "dia da mulher" e de lá para cá muita coisa aconteceu. Conheci pessoas super legais e comecei um trabalho voluntário numa ONG. Só que o que seria voluntário, pode crescer para outras direções. Porque eu sou da área, porque eu terminei um curso que vai ajudar e porque eu decidi que serei senhora do meu destino.
Não espero mais aquele emprego dos sonhos. Vou lá criar o meu. Vou fazer o que quero.
E aí, que desde que tomei essa decisão que as coisas acontecem. Muito rápido. Marido diz que é o momento certo, a hora certa. Eu também tenho essa impressão. É como se o universo, as estrelas e os planetas estivessem alinhados para que, depois de tanta espera, a minha vida começasse a entrar nos eixos.
Está sendo tudo muito dinâmico. Estou tirando o pó da minha cabeça e estou me divertindo muito.
O melhor de tudo é aquela sensação que se tem de desenvolver projetos para o bem, de trabalhar por convicção e de poder interagir com as pessoas. Aí, em meio a tantos pensamentos e acontecimentos, entro no FB e leio a seguinte frase:
Faz sentido!
Fui a um evento aqui no bairro no "dia da mulher" e de lá para cá muita coisa aconteceu. Conheci pessoas super legais e comecei um trabalho voluntário numa ONG. Só que o que seria voluntário, pode crescer para outras direções. Porque eu sou da área, porque eu terminei um curso que vai ajudar e porque eu decidi que serei senhora do meu destino.
Não espero mais aquele emprego dos sonhos. Vou lá criar o meu. Vou fazer o que quero.
E aí, que desde que tomei essa decisão que as coisas acontecem. Muito rápido. Marido diz que é o momento certo, a hora certa. Eu também tenho essa impressão. É como se o universo, as estrelas e os planetas estivessem alinhados para que, depois de tanta espera, a minha vida começasse a entrar nos eixos.
Está sendo tudo muito dinâmico. Estou tirando o pó da minha cabeça e estou me divertindo muito.
O melhor de tudo é aquela sensação que se tem de desenvolver projetos para o bem, de trabalhar por convicção e de poder interagir com as pessoas. Aí, em meio a tantos pensamentos e acontecimentos, entro no FB e leio a seguinte frase:
"Empower yourself and realise the importance of
contributing to the world by living your talent. Work on what you love.
You are responsible for the talent that has been entrusted to you." Catharina Bruns
Faz sentido!
segunda-feira, 31 de março de 2014
A volta da minha magrela
Enfim, depois de mais de dois anos, apareceram as "condições" corretas para eu tirar a magrelinha do porão. Ela já estava há tanto tempo guardada, que eu tinha até esquecido que a cor dela é verde. E as florizinhas ainda estão lá, da época que veio enfeitada como presente de casamento. :)
Dei um banho caprichado nela e essa semana ainda a levarei numa oficina. Tanto tempo guardada faz com que ela precise, pelo menos, de uma revisão.
Aí vocês perguntam: mas Eve, porque só agora?
Primeiro: só agora está fazendo uma temperatura que me dá coragem de tomar vento na cara andando de bicicleta. É a primavera!! Uhuu!! Então, de qualquer forma, no inverno, o lugar dela é no porão mesmo.
Segundo: as minhas condições físicas nos verões de 2012 e 2013 não eram favoráveis a passeios. O que me deixa muito feliz de ter podido tirá-la daquele lugar escuro e sujo. Pois significa que o um bom futuro está muito mais perto do que o passado "recente", um dia, já foi.
Prometo fazer muito quilômetros com ela até o próximo inverno. Meus passeios de verão já estão programados.
Só espero não pagar mico de bicicleta, né? Cair de perna aberta não dá, gente!
P.S. Na Bahia, chamamos bicicleta de magrela. E aí aonde você mora, como é?
Dei um banho caprichado nela e essa semana ainda a levarei numa oficina. Tanto tempo guardada faz com que ela precise, pelo menos, de uma revisão.
Aí vocês perguntam: mas Eve, porque só agora?
Primeiro: só agora está fazendo uma temperatura que me dá coragem de tomar vento na cara andando de bicicleta. É a primavera!! Uhuu!! Então, de qualquer forma, no inverno, o lugar dela é no porão mesmo.
Segundo: as minhas condições físicas nos verões de 2012 e 2013 não eram favoráveis a passeios. O que me deixa muito feliz de ter podido tirá-la daquele lugar escuro e sujo. Pois significa que o um bom futuro está muito mais perto do que o passado "recente", um dia, já foi.
Prometo fazer muito quilômetros com ela até o próximo inverno. Meus passeios de verão já estão programados.
Só espero não pagar mico de bicicleta, né? Cair de perna aberta não dá, gente!
P.S. Na Bahia, chamamos bicicleta de magrela. E aí aonde você mora, como é?
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