Para a minha família no Brasil, mudei para a Alemanha, torço automaticamente para a seleção alemã. Minha mãe ainda me perguntou se iria torcer para o Brasil, caso jogasse contra a Alemanha. O.o
Claro, né? Meu coração é verde e amarelo.
Para os alemães que convivem comigo é assim:
- E seu Brasil, hein?
Depois do primeiro jogo do Brasil, encontrei umas pessoas num evento que não me conheciam, mas quando souberam que eu era brasileira...
Eles me parabenizaram!!
Ou seja:
Para os alemães, sempre serei brasileira.
Para os brasileiros, já sou alemã.
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quinta-feira, 26 de junho de 2014
domingo, 22 de junho de 2014
A Copa vista de Berlin (pela TV)
A Copa começou e a cidade meio que mudou. Durante o dia, todo mundo normal, saindo para trabalhar. Mas, à noite... À noite, a cidade é outra.
- Não tem um bar ou restaurante que não tenha uma televisão ou telão.
- Pessoas vestindo camisa da Alemanha, Brasil, Argentina, França mesmo sem ser dia de jogo deles.
- Lei do silêncio que começava às 22h, principalmente para os bares com mesas na calçada, pronlogada para à meia-noite, por conta do horário dos jogos no Brasil.
- Comentaristas na sacada de um hotel em Copacabana, tirando onda da localização, bebendo água de côco ao vivo e falando das maravilhas do Brasil.
- Claro que, uma vez ou outra mostram reportagens sobre pobreza, violência ou manifestações, mas nada que tire o brilho do evento.
- Tem repórter brasileira e ex-jogador brasileiro na TV.
- Tem alemão, inglês, italiano, croata e brasileiro na sala da minha casa assistindo aos jogos e vibrando junto.
- Tem alemão que nem quer saber de ter janela, só quer saber de mostrar que está torcendo para a sua seleção.
- E enquanto a seleção alemã está na Bahia curtindo
- Tem eu, que fico aqui, à distância, querendo estar lá. :)
- Não tem um bar ou restaurante que não tenha uma televisão ou telão.
- Pessoas vestindo camisa da Alemanha, Brasil, Argentina, França mesmo sem ser dia de jogo deles.
- Lei do silêncio que começava às 22h, principalmente para os bares com mesas na calçada, pronlogada para à meia-noite, por conta do horário dos jogos no Brasil.
- Comentaristas na sacada de um hotel em Copacabana, tirando onda da localização, bebendo água de côco ao vivo e falando das maravilhas do Brasil.
![]() |
| https://twitter.com/MOpdenhoevel |
- Tem repórter brasileira e ex-jogador brasileiro na TV.
![]() |
| https://twitter.com/MOpdenhoevel Fernanda Brandão |
- Tem alemão que nem quer saber de ter janela, só quer saber de mostrar que está torcendo para a sua seleção.
- E enquanto a seleção alemã está na Bahia curtindo
- Tem eu, que fico aqui, à distância, querendo estar lá. :)
quinta-feira, 8 de maio de 2014
Um caso para separação
História quase velha que esqueci de contar... rs
Amiga foi para o Brasil e perguntou o que eu queria que ela trouxesse para mim. Amiga é mineira e não pensei duas vezes:
- Ah, traz doce de leite em barra pra mim, daquele "de fazenda".
Amiga fofa trouxe o doce de leite. Experimentei lá na casa dela mesmo. Coisa de outro mundo. Só que ela trouxe só uma barra. Uma unicazinha.
Guardei no fundo do armário. Queria que fosse só pra mim, não ia dividir com ninguém, ora bolinhas. Sou dessas, não esqueçam.
Pois. Cada dia ia comendo um pouquinho. Até que dias depois...
- Amor, cadê meu doce de leite?
- Que doce de leite?
- O que estava no armário.
- Ah, aquilo velho que estava no armário?
- Ai, meu Deus!! O que você fez??
- Fui arrumar o armário, pensei que ninguém estivesse comendo, joguei fora.
- Como assim jogou fora? Como assim ninguém estava comendo? Como assim velho?
Sangue subiu. Quase pulei no pescoço dele, só não fiz porque eu lembrei que ele é maior e mais forte.
- Eu pensei que ninguém quisesse mais.
- Eu ganhei esse doce outro dia, que a Isa me deu!!!
- Mas, mas...
- %$§#&!%?$§#&!!!
Escrevo pra amiga:
"Marido jogou o doce de leite fora! Vou me separar!"
Era ou não era um bom motivo?
quarta-feira, 16 de abril de 2014
Uma chuva de fofura
Tava lá sentadinha no trem, esperando chegar ao meu destino, quando entra um rapaz e um menininho de uns 3 anos com essas bicicletas de criança sem pedal. Sabem como é? Pois. Eles estavam conversando em português e sentaram bem ao meu lado.
O pai colocou a bicleta encostada e o menino: "mas, não esquece ela, tá?" e, conversa vai, conversa vem, o pai começa a explicar o porquê deles estarem sentados lá, que era a área para bicicletas do trem e por aí... Achei super fofo o jeito como o pai conversava com o filho. Mas, fofo ainda foi o menino perguntando a cada estação se já podia descer, porque ele estava doido para brincar com sua "bicicletinha". Nessa hora, não aguentei. Olhei para o menino e disse:
- Estou achando o seu sotaque tão bonitinho...
O pai:
- Olha, filho, uma brasileira bem do nosso lado!
O menino:
- ...
Ele paralisou. Juro para vocês. Ele se assustou tanto em ter alguém falando em português com ele que ele não sabia como reagir. Eu não tive outro opção a não ser rir e achá-lo ainda mais fofo.
Perguntei o nome dele, aí ele respondeu. Disse que era um nome lindo, e era mesmo.
Conversei um pouco com o pai e descobri que o sotaque era uma mistura do mineiro com o goiano e que eles estavam indo comprar massa para pão de queijo. Eles desceram primeiro que eu, e o menino:
- Mas, ela não vai descer junto?
O pai:
- Não, filho, ela vai seguir viagem.
- Por quê?
- Porque ela vai para outro lugar.
- Ah, mas eu quero que ela venha juntoooooo....
E se foram.
Eu fiquei com um sorriso no rosto o dia todo. Quanta fofura!
O pai colocou a bicleta encostada e o menino: "mas, não esquece ela, tá?" e, conversa vai, conversa vem, o pai começa a explicar o porquê deles estarem sentados lá, que era a área para bicicletas do trem e por aí... Achei super fofo o jeito como o pai conversava com o filho. Mas, fofo ainda foi o menino perguntando a cada estação se já podia descer, porque ele estava doido para brincar com sua "bicicletinha". Nessa hora, não aguentei. Olhei para o menino e disse:
- Estou achando o seu sotaque tão bonitinho...
O pai:
- Olha, filho, uma brasileira bem do nosso lado!
O menino:
- ...
Ele paralisou. Juro para vocês. Ele se assustou tanto em ter alguém falando em português com ele que ele não sabia como reagir. Eu não tive outro opção a não ser rir e achá-lo ainda mais fofo.
Perguntei o nome dele, aí ele respondeu. Disse que era um nome lindo, e era mesmo.
Conversei um pouco com o pai e descobri que o sotaque era uma mistura do mineiro com o goiano e que eles estavam indo comprar massa para pão de queijo. Eles desceram primeiro que eu, e o menino:
- Mas, ela não vai descer junto?
O pai:
- Não, filho, ela vai seguir viagem.
- Por quê?
- Porque ela vai para outro lugar.
- Ah, mas eu quero que ela venha juntoooooo....
E se foram.
Eu fiquei com um sorriso no rosto o dia todo. Quanta fofura!
segunda-feira, 17 de março de 2014
Nunca pensei...
...que teria mais amigos na Alemanha do que tive quando vivia no Brasil.
E fora da Alemanha.
Fora da Europa.
Claro que muitas dessas amizades conquistei através do blog. Mas, outras, principalmente com alemães, foram por meios diferentes.
Aí me peguei pensando qual a diferença, o que mudou para que eu tenha mais amigos aqui do que tive no Brasil? As pessoas? As amizades?
No Brasil, sempre tive poucos amigos. Hoje, tenho "uma porrada" de amigos na Alemanha/Internacionais. Gente para quem eu me abro, encosto a cabecinha no ombro e choro/rio/conto piada.
Além dos amigos alemães-alemães. Esses ainda são mais especiais, porque várias barreiras foram quebradas. Foram pessoas que eu conheci porque corrí atrás. Que começaram, talvez, querendo algo de mim (ui! - aprender português, por ex.) e que hoje são meus amigos. E que fofos que são.
Tudo isso para falar que a diferença nada mais é do que eu mesma. Ter mudado de país me transformou numa pessoa mais aberta. Numa pessoa que aprendeu a valorizar e fazer contatos, as pequenas vitórias e sorri de forma mais leve, mesmo com todas os problemas que a vida de expatriada traz.
Eu rio melhor, eu converso mais, eu me preocupo mais com os outros. Como consequência, ganho amigos.
Enfim, tornei-me uma pessoa melhor. Cheers!
E fora da Alemanha.
Fora da Europa.
Claro que muitas dessas amizades conquistei através do blog. Mas, outras, principalmente com alemães, foram por meios diferentes.
Aí me peguei pensando qual a diferença, o que mudou para que eu tenha mais amigos aqui do que tive no Brasil? As pessoas? As amizades?
No Brasil, sempre tive poucos amigos. Hoje, tenho "uma porrada" de amigos na Alemanha/Internacionais. Gente para quem eu me abro, encosto a cabecinha no ombro e choro/rio/conto piada.
Além dos amigos alemães-alemães. Esses ainda são mais especiais, porque várias barreiras foram quebradas. Foram pessoas que eu conheci porque corrí atrás. Que começaram, talvez, querendo algo de mim (ui! - aprender português, por ex.) e que hoje são meus amigos. E que fofos que são.
Tudo isso para falar que a diferença nada mais é do que eu mesma. Ter mudado de país me transformou numa pessoa mais aberta. Numa pessoa que aprendeu a valorizar e fazer contatos, as pequenas vitórias e sorri de forma mais leve, mesmo com todas os problemas que a vida de expatriada traz.
Eu rio melhor, eu converso mais, eu me preocupo mais com os outros. Como consequência, ganho amigos.
Enfim, tornei-me uma pessoa melhor. Cheers!
sábado, 15 de março de 2014
Seis meses e um pouquinho de cara de pau
Estava passeando com um brasileiro (Oi Luiz!), conversando em português, claro, quando fomos abordados por um cara:
- Vocês falam português? (em português, daaahhnnn
- Sim.
- Toma aqui. Dia 22 vai ter uma festa com ritmos angolanos no lugar tal, se vocês estiverem interessados...
E eu que não perco a oportunidade:
- Você é alemão?
- Sou.
- Aonde aprendeu português assim tão bem? Na Angola?
- Não, no Brasil.
- Aonde?
- Rio de Janeiro.
- Quanto tempo ficou lá?
- Seis meses.
- Aposto que aprendeu o português que você sabe nesses seis meses que ficou lá, né?
- Ah não, fiz dois meses de curso antes.
- Você está de sacanagem, né? Eu estou aqui há quatro anos e ainda não parei de aprender alemão...
- Ahhh, mas alemão é mais difícil.
- Não vem, não, que português é difícil também.
- ... (Acho que ele ficou com medo de eu bater nele nessa hora)
E aí tínhamos 3 sotaques juntos: o paulista, a baiana e o carioca fajuto...
Seis meses, cara... que depressão...
- Vocês falam português? (em português, daaahhnnn
- Sim.
- Toma aqui. Dia 22 vai ter uma festa com ritmos angolanos no lugar tal, se vocês estiverem interessados...
E eu que não perco a oportunidade:
- Você é alemão?
- Sou.
- Aonde aprendeu português assim tão bem? Na Angola?
- Não, no Brasil.
- Aonde?
- Rio de Janeiro.
- Quanto tempo ficou lá?
- Seis meses.
- Aposto que aprendeu o português que você sabe nesses seis meses que ficou lá, né?
- Ah não, fiz dois meses de curso antes.
- Você está de sacanagem, né? Eu estou aqui há quatro anos e ainda não parei de aprender alemão...
- Ahhh, mas alemão é mais difícil.
- Não vem, não, que português é difícil também.
- ... (Acho que ele ficou com medo de eu bater nele nessa hora)
E aí tínhamos 3 sotaques juntos: o paulista, a baiana e o carioca fajuto...
Seis meses, cara... que depressão...
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
Presentinhos
Com a visita que recebemos no início do mês, ganhei um pacotinho enviado pela minha mãe com algumas coisas que pedi do Brasil.
Super simples, só pedi esmaltes, uma canga e bis. Sim, bis. Minha mãe me mandou cinco caixas de bis. Não dou nem divido com ninguém. Cheguei a esse nível de comportamento, vejam só vocês.
Os esmaltes pedi porque acho os daqui com qualidade inferior e as cores do Brasil são mais quentes. Apesar de que, nem posso reclamar muito da variedade de cores daqui, tem pra todos os gostos. O negócio é a qualidade mesmo, porque os brasileiros não descascam com tanta facilidade.
E a canga... bom, a canga é um caso à parte. Eu queria uma para deixar sempre na bolsa, já que o tecido é leve e maleável, para quando o carnaval verão chegar. É prático. Deu vontade de ir para o parque, canga estrategicamente na bolsa, senta lá na graminha e aproveita o sol.
Aí minha mãe me pergunta: "Quer uma canga que te lembre o Brasil ou a Bahia?" Eu: "Claaaaro!!".
E chega isso na minha casa:
Gente, sério, vocês acham mesmo que eu vou ter coragem de colocar essa lindeza no chão? Está quase indo para uma moldura, isso sim!
P.S. Péssima foto, eu sei.
Super simples, só pedi esmaltes, uma canga e bis. Sim, bis. Minha mãe me mandou cinco caixas de bis. Não dou nem divido com ninguém. Cheguei a esse nível de comportamento, vejam só vocês.
Os esmaltes pedi porque acho os daqui com qualidade inferior e as cores do Brasil são mais quentes. Apesar de que, nem posso reclamar muito da variedade de cores daqui, tem pra todos os gostos. O negócio é a qualidade mesmo, porque os brasileiros não descascam com tanta facilidade.
E a canga... bom, a canga é um caso à parte. Eu queria uma para deixar sempre na bolsa, já que o tecido é leve e maleável, para quando o
Aí minha mãe me pergunta: "Quer uma canga que te lembre o Brasil ou a Bahia?" Eu: "Claaaaro!!".
E chega isso na minha casa:
Gente, sério, vocês acham mesmo que eu vou ter coragem de colocar essa lindeza no chão? Está quase indo para uma moldura, isso sim!
P.S. Péssima foto, eu sei.
domingo, 16 de fevereiro de 2014
Mudando a perspectiva cultural
Vocês já repararam que nós, brasileiros, usamos expressões no nosso dia a dia que contêm "mensagens subliminares"?
Por exemplo:
Marquei com uma amiga para nos encontrarmos às 11h. Já era 11h20, ligo pra ela e ela diz: "Tô chegando!". Esse "tô chegando" custou mais 20 minutos.
Ou, encontro um conhecido na rua e ele fala: "passa lá em casa qualquer dia desses". Ele não espera realmente que eu faça isso.
E o famoso "Deixa comigo que eu resolvo"? Aí no final da semana de trabalho, o relatório está lá inacabado, porque a pessoa não conseguiu terminar, e não pensou em avisar.
Ou, tudo que termina com "inho".
- A pizza fica pronta quando?
- Ah, só mais cinco minutinhos.
- Quando o ônibus vai passar?
- Daqui a pouquinho.
E lá se foi uma eternidade...
Agora, imagina como deve ser para um estrangeiro que acabou de chegar no Brasil e tem que aprender esses "códigos"? Também não é fácil.
Por exemplo:
Marquei com uma amiga para nos encontrarmos às 11h. Já era 11h20, ligo pra ela e ela diz: "Tô chegando!". Esse "tô chegando" custou mais 20 minutos.
Ou, encontro um conhecido na rua e ele fala: "passa lá em casa qualquer dia desses". Ele não espera realmente que eu faça isso.
E o famoso "Deixa comigo que eu resolvo"? Aí no final da semana de trabalho, o relatório está lá inacabado, porque a pessoa não conseguiu terminar, e não pensou em avisar.
Ou, tudo que termina com "inho".
- A pizza fica pronta quando?
- Ah, só mais cinco minutinhos.
- Quando o ônibus vai passar?
- Daqui a pouquinho.
E lá se foi uma eternidade...
Agora, imagina como deve ser para um estrangeiro que acabou de chegar no Brasil e tem que aprender esses "códigos"? Também não é fácil.
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
Portumão x Alemaguês
Olha só a bagunça...
Quando se convive em duas línguas ou mais, chega uma hora que a cabeça entra em parafuso. Não sei vocês, mas comigo é assim.
E o que acontece com certa frequência aqui em casa, por exemplo, é eu estar falando em português e no meio da frase colocar uma palavra em alemão. Ou, estar falando alemão e falar uma palavra em português.
Quando eu uso palavras alemãs, geralmente é porque a palavra alemã é mais precisa do que a portuguesa para dizer o que quero dizer. Já no caso de usar o português, é porque, em alemão, eu não sei a palavra mesmo. Shame on me.
Aí, eu quero falar que marquei uma hora no médico e falo: Já marquei um "Termin". Mais lindo ainda fica quando eu conjugo o verbo alemão na forma portuguesa: Eu já erlediguei isso aí (erledigen: resolver, terminar). No way!
Porém, o pior mesmo é o plural no portumão. Porque no português, basicamente, é só enfiar um "s" no final e tudo beleza. No alemão não. Claro, quem disse que alemão facilita a nossa vida, né?
Aí, se eu quero dizer uma frase com Haus (casa), por exemplo, ficaria assim: Eu vi umas Hauses bonitas. Só que, GENTE, o plural de Haus é Häuser!! Dói até no meu ouvido.
Agora imagina aí eu falar Hauses, quando a frase é toda em alemão?
Tanto tempo estudando pra quê!?
Quando se convive em duas línguas ou mais, chega uma hora que a cabeça entra em parafuso. Não sei vocês, mas comigo é assim.
E o que acontece com certa frequência aqui em casa, por exemplo, é eu estar falando em português e no meio da frase colocar uma palavra em alemão. Ou, estar falando alemão e falar uma palavra em português.
Quando eu uso palavras alemãs, geralmente é porque a palavra alemã é mais precisa do que a portuguesa para dizer o que quero dizer. Já no caso de usar o português, é porque, em alemão, eu não sei a palavra mesmo. Shame on me.
Aí, eu quero falar que marquei uma hora no médico e falo: Já marquei um "Termin". Mais lindo ainda fica quando eu conjugo o verbo alemão na forma portuguesa: Eu já erlediguei isso aí (erledigen: resolver, terminar). No way!
Porém, o pior mesmo é o plural no portumão. Porque no português, basicamente, é só enfiar um "s" no final e tudo beleza. No alemão não. Claro, quem disse que alemão facilita a nossa vida, né?
Aí, se eu quero dizer uma frase com Haus (casa), por exemplo, ficaria assim: Eu vi umas Hauses bonitas. Só que, GENTE, o plural de Haus é Häuser!! Dói até no meu ouvido.
Agora imagina aí eu falar Hauses, quando a frase é toda em alemão?
Tanto tempo estudando pra quê!?
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Tipo assim: bundas
Aí você quer passar um sábado em família, no conforto do seu lar, assistindo um pouco de cultura inútil na TV e os pimpolhos enteados escolhem um programa imitação do Jackass para assistir.
Bom, se é pra entreter você com piadas inclusive preconceituosas dos apresentadores, como quando um deles falou dos gregos e fez uma relação com a crise do país, digo que o programa atendeu ao objetivo.
O programa consiste, basicamente, em levar os dois apresentadores para lugares remotos no mundo, como Nova Zelândia, Austrália e Brasil (remotos, viu?), para que lá, eles pudessem realizar tarefas nada fáceis, como jogar um anel dentro de um vulcão ativo a la Frodo. Algumas vezes eu ri, não vou mentir.
Daí que no Brasil, o cara tinha que ir não sei aonde para tomar um diaxo de uma bebida indígena. Bom, não era bem no meio da floresta que ele ia beber, mas na periferia do Rio de Janeiro. E para ele saber qual seria a atividade que ele tinha que realizar (essa que eu já contei), ele foi num show de popozudas para buscar o envelope.
Dito e feito: o cara não só levou uma surra de bunda, como uma das dançarinas ainda pulou com todo o gosto em cima das pernas dele, enquanto ele estava no chão. Eu juro que eu pensei que tinha quebrado, tamanha violência que foi.
Só que o apresentador não conseguiu realizar a tarefa e, como castigo, no palco, de volta à Alemanha, ele leva mais 30 "surras de bunda". De quem? De uma brasileira popozuda, claro. E pra variar, uma mulher fruta, a Maçã.
Morri de orgulho! Só que não. Duas vezes.
p.s. Quem quiser ver o vídeo do programa clica aqui. É só ignorar o alemão e assistir os primeiros minutos. Está tudo lá.
Apidêiti: Achei um vídeo com uns trechos do programa, mas com o foco na atividade que o cara não conseguiu realizar. Podem pular logo para o minuto 4:28 e assistam até o final para ver a entrada da Maçã (ui!)
Bom, se é pra entreter você com piadas inclusive preconceituosas dos apresentadores, como quando um deles falou dos gregos e fez uma relação com a crise do país, digo que o programa atendeu ao objetivo.
O programa consiste, basicamente, em levar os dois apresentadores para lugares remotos no mundo, como Nova Zelândia, Austrália e Brasil (remotos, viu?), para que lá, eles pudessem realizar tarefas nada fáceis, como jogar um anel dentro de um vulcão ativo a la Frodo. Algumas vezes eu ri, não vou mentir.
Daí que no Brasil, o cara tinha que ir não sei aonde para tomar um diaxo de uma bebida indígena. Bom, não era bem no meio da floresta que ele ia beber, mas na periferia do Rio de Janeiro. E para ele saber qual seria a atividade que ele tinha que realizar (essa que eu já contei), ele foi num show de popozudas para buscar o envelope.
Dito e feito: o cara não só levou uma surra de bunda, como uma das dançarinas ainda pulou com todo o gosto em cima das pernas dele, enquanto ele estava no chão. Eu juro que eu pensei que tinha quebrado, tamanha violência que foi.
Só que o apresentador não conseguiu realizar a tarefa e, como castigo, no palco, de volta à Alemanha, ele leva mais 30 "surras de bunda". De quem? De uma brasileira popozuda, claro. E pra variar, uma mulher fruta, a Maçã.
Morri de orgulho! Só que não. Duas vezes.
p.s. Quem quiser ver o vídeo do programa clica aqui. É só ignorar o alemão e assistir os primeiros minutos. Está tudo lá.
Apidêiti: Achei um vídeo com uns trechos do programa, mas com o foco na atividade que o cara não conseguiu realizar. Podem pular logo para o minuto 4:28 e assistam até o final para ver a entrada da Maçã (ui!)
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Rapidinhas
- Aquele momento em que você não sabe o que é concentração, mas precisa muito dela. Vários dias assim. Quem aguenta?
- Feliz que nem pinto no lixo: identificar um par de brincos dentre os que você tem e nunca mais tinha arriscado a usar que não inflama sua orelha. Sendo "mocinha" de novo.
- Quebrar a unha bem no meio, daquela forma que não tem conserto, só dor mesmo, no momento de ir para uma festa e o único curativo à mão é um gigante e nada chamativo.
- Seu pai fazer aniversário de 60 anos, enquanto o de casamento é 34. Duas semanas depois é a vez da sua mãe, 58 e você, mais uma vez, não está por lá pra abraçá-los. Nessas horas, a saudade aberta.
- Fazer uma entrevista toda em inglês, mais de uma hora falando e terminar se sentindo a última bala do pacote, mesmo sabendo que falou um monte de coisa errada. Falei, né? Isso que importa.
- Ter amiga mostrando Berlin pro povo com estilo. Na verdade, duas. A Bela Isa também.
- Não conseguir dormir antes de marido vir para a cama. Porque está frio e ele é meu cobertor de orelha, como diria a senhora minha mãe.
- Estar desejando um bolo de cenoura, daquele brasileiro, e ainda não ter feito por não ter liquidificador em casa. Pode isso, Arnaldo? Comprarei um. Prometo. E farei o bolo também, ora bolinhas.
- Árvores mudando de cor e eu achando tudo lindo. Como sempre. :)
- E só!
- Feliz que nem pinto no lixo: identificar um par de brincos dentre os que você tem e nunca mais tinha arriscado a usar que não inflama sua orelha. Sendo "mocinha" de novo.
- Quebrar a unha bem no meio, daquela forma que não tem conserto, só dor mesmo, no momento de ir para uma festa e o único curativo à mão é um gigante e nada chamativo.
- Seu pai fazer aniversário de 60 anos, enquanto o de casamento é 34. Duas semanas depois é a vez da sua mãe, 58 e você, mais uma vez, não está por lá pra abraçá-los. Nessas horas, a saudade aberta.
- Fazer uma entrevista toda em inglês, mais de uma hora falando e terminar se sentindo a última bala do pacote, mesmo sabendo que falou um monte de coisa errada. Falei, né? Isso que importa.
- Ter amiga mostrando Berlin pro povo com estilo. Na verdade, duas. A Bela Isa também.
- Não conseguir dormir antes de marido vir para a cama. Porque está frio e ele é meu cobertor de orelha, como diria a senhora minha mãe.
- Estar desejando um bolo de cenoura, daquele brasileiro, e ainda não ter feito por não ter liquidificador em casa. Pode isso, Arnaldo? Comprarei um. Prometo. E farei o bolo também, ora bolinhas.
- Árvores mudando de cor e eu achando tudo lindo. Como sempre. :)
- E só!
domingo, 18 de agosto de 2013
Os meus passos
Comecei o curso na quarta-feira, né? Turma legal. 7 mulheres e 1 homem. Mas, parece que no próximo módulo chegarão ainda alunos novos, então, pode mudar. Única "de marte" do grupo. Quanto a isso, sem problemas. Professor de uma parte do conteúdo é francês e não fala alemão melhor que eu. Rá!
No horário do almoço, íamos todos juntos para almoçar e conversávamos amenidades. Aí que uma colega me pergunta:
- Você dança?
- Não. Por que a pergunta?
- Porque a gente conhece os estereótipos dos países, mas é bom sempre perguntar pra se ter certeza, né?
Achei fofo, confesso.
- Ah sim, eu danço de vez em quando, mas se você quer saber se eu danço samba, respondo que não.
- Mas, você parece uma pessoa que dança bastante.
- Por quê?
- A forma com você anda. A sua postura é bonita.
Achei fofo, confesso.²
- Ah, sim, mas desde quando cheguei na Alemanha, observo isso. As mulheres brasileiras andam de forma mais sensual do que as alemães. A gente mexe mais o quadril pra andar.
- Mesmo? Que interessante.
Melhor que perguntar de cara: Você sabe sambar? E o carnaval? De quebra, ainda faz um eleogio gentil. Ponto pra coleguinha.
No horário do almoço, íamos todos juntos para almoçar e conversávamos amenidades. Aí que uma colega me pergunta:
- Você dança?
- Não. Por que a pergunta?
- Porque a gente conhece os estereótipos dos países, mas é bom sempre perguntar pra se ter certeza, né?
Achei fofo, confesso.
- Ah sim, eu danço de vez em quando, mas se você quer saber se eu danço samba, respondo que não.
- Mas, você parece uma pessoa que dança bastante.
- Por quê?
- A forma com você anda. A sua postura é bonita.
Achei fofo, confesso.²
- Ah, sim, mas desde quando cheguei na Alemanha, observo isso. As mulheres brasileiras andam de forma mais sensual do que as alemães. A gente mexe mais o quadril pra andar.
- Mesmo? Que interessante.
Melhor que perguntar de cara: Você sabe sambar? E o carnaval? De quebra, ainda faz um eleogio gentil. Ponto pra coleguinha.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Berlin, ontem: Brasil e Turquia
Ontem fomos às ruas de Berlin para, pacificamente, mostrar apoio aos movimentos no Brasil. Éramos cerca de 400 brasileiros e estrangeiros.
Desde que os movimentos começaram, mesmo tendo começado por "20 centavos" e que não permaneçaram por esse motivo, houve uma escalação, se espalharam pelo Brasil e pelo mundo. Ficou mais forte. 20 centavos foram só a gota d`água.
Como explica esse trecho da fala do sociólogo espanhol Manuel Castells: Todos estes movimentos, como todos os movimentos sociais na história, são principalmente emocionais, não são pontualmente indicativos. Em São Paulo, não é sobre o transporte. Em algum momento, há um fato que traz à tona uma indignação maior. Por isso, meu livro se chama REDES de indignação e de esperança. O fato provoca a indignação e, então, ao sentirem a possibilidade de estarem juntos, ao sentirem que muitos que pensam o mesmo fora do quadro institucional, surge a esperança de fazer algo diferente. O quê? Não se sabe, mas seguramente não é o que está aí. Porque, fundamentalmente, os cidadãos do mundo não se sentem representados pelas instituições democráticas. Não é a velha história da democracia real, não.
Aqui na Alemanha, a polícia esteve nas ruas para garantir o nosso direito de nos manifestarmos, fechando as ruas e controlando o trânsito. Na foto a seguir, vocês veem o porta-voz da polícia. Era com ele que os organizadores conversavam. Os policiais eram meros coadjuvantes.
Aí você vai dizer: "ahhh, mas no Brasil teve vandalismo". Pode até ser. Mas, não justifica a violência e a opressão contra todo uma massa de manifestantes. Pega o vândalo e leva embora. Deixa que o povo se manifeste. Se organize. Não aja com desespero. Tenha preparo profissional.
Eu vi um vídeo de uma família sendo atacada em sua própria varanda, no 7° andar do prédio, por estar filmando. O que é isso? Ditadura? Censura? Tem alguma coisa errada aí. E não podemos permitir que o Estado tome conta das nossas vidas, nos tire os direitos de liberdade de expressão e de ir e vir.
E o que eu tenho a ver com isso tudo daqui da Alemanha? Eu sou brasileira. E sinto-me orgulhosa de que agora o povo está nas ruas, enfrentando a polícia e o descaso do Estado. Uma vez que nos manifestamos aqui e mostramos como o Estado daqui nos trata, pode, além de aumentar a força do movimento, mostrar para os governantes como é mesmo que se faz democracia!
Utopia? Quem sabe. Mas, eu vou colocar a cabeça no travesseiro sabendo que eu fiz minha parte. Não vou parar. Não estarei mais nas ruas, mas meu grito vai muito mais além. Eu tenho a Internet. Você também. Espalhe a esperança de dias melhores.
P.S. Outro ponto alto das manifestações de ontem em Berlin: os turcos se juntaram a nós!! E nós a eles.
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| Em alemão: "SP: pessoas presas por terem consigo vinagre, contra o efeito das bombas de gás lacrimogênio" |
Desde que os movimentos começaram, mesmo tendo começado por "20 centavos" e que não permaneçaram por esse motivo, houve uma escalação, se espalharam pelo Brasil e pelo mundo. Ficou mais forte. 20 centavos foram só a gota d`água.
Como explica esse trecho da fala do sociólogo espanhol Manuel Castells: Todos estes movimentos, como todos os movimentos sociais na história, são principalmente emocionais, não são pontualmente indicativos. Em São Paulo, não é sobre o transporte. Em algum momento, há um fato que traz à tona uma indignação maior. Por isso, meu livro se chama REDES de indignação e de esperança. O fato provoca a indignação e, então, ao sentirem a possibilidade de estarem juntos, ao sentirem que muitos que pensam o mesmo fora do quadro institucional, surge a esperança de fazer algo diferente. O quê? Não se sabe, mas seguramente não é o que está aí. Porque, fundamentalmente, os cidadãos do mundo não se sentem representados pelas instituições democráticas. Não é a velha história da democracia real, não.
Aqui na Alemanha, a polícia esteve nas ruas para garantir o nosso direito de nos manifestarmos, fechando as ruas e controlando o trânsito. Na foto a seguir, vocês veem o porta-voz da polícia. Era com ele que os organizadores conversavam. Os policiais eram meros coadjuvantes.
Aí você vai dizer: "ahhh, mas no Brasil teve vandalismo". Pode até ser. Mas, não justifica a violência e a opressão contra todo uma massa de manifestantes. Pega o vândalo e leva embora. Deixa que o povo se manifeste. Se organize. Não aja com desespero. Tenha preparo profissional.
Eu vi um vídeo de uma família sendo atacada em sua própria varanda, no 7° andar do prédio, por estar filmando. O que é isso? Ditadura? Censura? Tem alguma coisa errada aí. E não podemos permitir que o Estado tome conta das nossas vidas, nos tire os direitos de liberdade de expressão e de ir e vir.
E o que eu tenho a ver com isso tudo daqui da Alemanha? Eu sou brasileira. E sinto-me orgulhosa de que agora o povo está nas ruas, enfrentando a polícia e o descaso do Estado. Uma vez que nos manifestamos aqui e mostramos como o Estado daqui nos trata, pode, além de aumentar a força do movimento, mostrar para os governantes como é mesmo que se faz democracia!
Utopia? Quem sabe. Mas, eu vou colocar a cabeça no travesseiro sabendo que eu fiz minha parte. Não vou parar. Não estarei mais nas ruas, mas meu grito vai muito mais além. Eu tenho a Internet. Você também. Espalhe a esperança de dias melhores.
P.S. Outro ponto alto das manifestações de ontem em Berlin: os turcos se juntaram a nós!! E nós a eles.
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| Em alemão: "Taksim é em todo lugar. Em todo lugar há resitência" |
sexta-feira, 12 de abril de 2013
Memória de elefante
Quando morava no Brasil, tinha uma ótima memória para números. Sabia CNPJ, CPF meu e de marido, RG, número de contas bancárias, as senhas. Tudo de cor.
Vim para a Alemanha e estou a, pelo menos, dois anos tentando decorar o número da minha conta bancária e nada. Fora que, automaticamente, esqueci os números do Brasil.
Os dias que passei no Brasil, aproveitei para tentar regularizar questões da previdência, já que parece que o acordo entre os países, enfim, vai sair. Veja aqui.
Aí, o milagre acontece: lembro do meu CPF e do marido como mágica sem nem precisar verificar nos documentos.
Dizem que a expressão "memória de elefante" vem do fato de que elefantes se lembram a vida inteira, apesar de nômades, do local aonde nasceram e sabem para onde devem ir quando vão morrer. Confere?
Bom, eu não sei aonde vou morrer, mas sei aonde nasci. Deve estar aí a conexão, né? Espero...
Vim para a Alemanha e estou a, pelo menos, dois anos tentando decorar o número da minha conta bancária e nada. Fora que, automaticamente, esqueci os números do Brasil.
Os dias que passei no Brasil, aproveitei para tentar regularizar questões da previdência, já que parece que o acordo entre os países, enfim, vai sair. Veja aqui.
Aí, o milagre acontece: lembro do meu CPF e do marido como mágica sem nem precisar verificar nos documentos.
Dizem que a expressão "memória de elefante" vem do fato de que elefantes se lembram a vida inteira, apesar de nômades, do local aonde nasceram e sabem para onde devem ir quando vão morrer. Confere?
Bom, eu não sei aonde vou morrer, mas sei aonde nasci. Deve estar aí a conexão, né? Espero...
sábado, 23 de março de 2013
Diálogos marotos da minha família
Pai:
- Sua mãe está gorda. Mas também, não faz uma atividade física. Parou até de caminhar.
Eu:
- Como é que faz caminhada com esse joelho podre? (Ela tem artrose)
Pai:
Ah, dá-se um jeito.
Eu:
- Você também tá gordo. Tá barrigudo.
Pai:
- Mas, eu posso. Eu sou homem.
Oi????
No caminho para o aeroporto.
Mãe:
- Quando seu marido aposentar, diga a ele que para ele voltar e comprar um sítio na praia pra gente, pra gente poder descansar.
Ok, cara pálida. Mas, me diga: quem é "a gente"??
- Sua mãe está gorda. Mas também, não faz uma atividade física. Parou até de caminhar.
Eu:
- Como é que faz caminhada com esse joelho podre? (Ela tem artrose)
Pai:
Ah, dá-se um jeito.
Eu:
- Você também tá gordo. Tá barrigudo.
Pai:
- Mas, eu posso. Eu sou homem.
Oi????
No caminho para o aeroporto.
Mãe:
- Quando seu marido aposentar, diga a ele que para ele voltar e comprar um sítio na praia pra gente, pra gente poder descansar.
Ok, cara pálida. Mas, me diga: quem é "a gente"??
quarta-feira, 20 de março de 2013
O que será que os vizinhos irão pensar?
Primeiro de tudo: voltei! Estou em Berlin desde ontónti.
Agora, o post:
Minha mãe tem uma mania: ela fala com as coisas. Pode ser bicho, planta, panelas... Conversa como se eles fossem responder. Daí que um casal de passarinhos fez um ninho no telhado da varanda, embaixo do ninho fica tudo sujo, porque os três filhotinhos já estão crescidinhos e todos fazem suas "necessidades" fora dele.
Quando passamos por perto, um dos adultos sempre ameaça nos atacar. Ameaça, claro. Eles voam por perto da gente pra avisar que estão atentos.
Eis que minha solta a pérola para o passarinho:
- Mas, como pode? Você mora de graça, come da minha comida, só faz sujeira e ainda quer me bater?
Daí meu pai:
- Mulé, não fala essas coisas muito alto, não. Daqui a pouco vão pensar que você está se referindo à mim.
Pois. Nem vou dizer que puxei à minha mãe...
Agora, o post:
Minha mãe tem uma mania: ela fala com as coisas. Pode ser bicho, planta, panelas... Conversa como se eles fossem responder. Daí que um casal de passarinhos fez um ninho no telhado da varanda, embaixo do ninho fica tudo sujo, porque os três filhotinhos já estão crescidinhos e todos fazem suas "necessidades" fora dele.
Quando passamos por perto, um dos adultos sempre ameaça nos atacar. Ameaça, claro. Eles voam por perto da gente pra avisar que estão atentos.
Eis que minha solta a pérola para o passarinho:
- Mas, como pode? Você mora de graça, come da minha comida, só faz sujeira e ainda quer me bater?
Daí meu pai:
- Mulé, não fala essas coisas muito alto, não. Daqui a pouco vão pensar que você está se referindo à mim.
Pois. Nem vou dizer que puxei à minha mãe...
quinta-feira, 7 de março de 2013
Rapidinhas do Brasil
- Esqueci que aqui em casa tem formiga. Lá se foi um bolo.
- Já matei saudade da maioria das coisas que queria. Falta a picanha. Aguardando o churrasco do fim de semana. Além da acarajé e da casquinha de siri. Anotado.
- Balas de genipapo. Alguém quer? Não dou, não divido com ninguém.
- O céu está sempre azul. Mas, o calor, me desculpem, insuportável. Só saio de casa depois das 17h. Não se esqueçam que estou no nordeste e está rolando a maior seca por aqui. Não estava esperando por isso.
- Vou tentar por o pé na praia semana que vem.
- Família me mata de orgulho. Depois explico melhor essa parte.
- Tem um post hilário pronto. Só que precisa de foto. Perguntem se eu acho o cabo USB da câmera? Pois.
Por enquanto é isso.
P.S.: tem 5 dias que estou na cidade de 20mil habitantes do meus pais. Um assassinato e um tiroteio. Isso, o que ficamos sabendo. O portões de casa ficam 24 horas trancados. Saudades da minha infância...
- Já matei saudade da maioria das coisas que queria. Falta a picanha. Aguardando o churrasco do fim de semana. Além da acarajé e da casquinha de siri. Anotado.
- Balas de genipapo. Alguém quer? Não dou, não divido com ninguém.
- O céu está sempre azul. Mas, o calor, me desculpem, insuportável. Só saio de casa depois das 17h. Não se esqueçam que estou no nordeste e está rolando a maior seca por aqui. Não estava esperando por isso.
- Vou tentar por o pé na praia semana que vem.
- Família me mata de orgulho. Depois explico melhor essa parte.
- Tem um post hilário pronto. Só que precisa de foto. Perguntem se eu acho o cabo USB da câmera? Pois.
Por enquanto é isso.
P.S.: tem 5 dias que estou na cidade de 20mil habitantes do meus pais. Um assassinato e um tiroteio. Isso, o que ficamos sabendo. O portões de casa ficam 24 horas trancados. Saudades da minha infância...
domingo, 3 de março de 2013
Atenção senhores passageiros com destino para o...
BRASIL-SIL-SIL!
Nesse momento, o avião deve estar passando por cima do Atlântico. Óia que beleza? Nessa hora, eu fecho os olhos, chamo por Deus e rumbora!
Vou ficar duas semanas. Só? Só. Era o período que fechava a promoção da passagem. A minha conta bancária não está ajudando. Hehehehe
Falando sério, passar duas semanas na casa dos meus pais, numa cidadezinha de interior do interior da Bahia está de bom tamanho, né?
Já falei que a conta bancária não ajuda? Então. Não vou viajar. Não vou fazer compras. Vou ficar em casa sendo paparicada pela minha mãe. E com saudades de casa depois do segundo dia. Porque eu vou sozinha, marido fica. Consequentemente, a saudade aperta. Depois de quase 10 anos, eu ainda sinto saudades desse moço. Já começa no aeroporto. Sintam o drama.
Vai ser tempo suficiente pra matar a saudade da família e engordar uns quilinhos comendo tapioca, batata doce e cuscus.
Não sei se volto aqui pra contar minhs aventuras (sei...) nesse período. Então, deixo aqui meu abraço, meu cheiro.
Aí, quando voltar, terei muita coisa pra contar. Tenho certeza. Porque, apesar de morar no interior, minha família é digna de pérolas só dela!
Beijos! Não sumam, não morram de saudades de mim. Eu voooooollllttttooooo!!!!
Nesse momento, o avião deve estar passando por cima do Atlântico. Óia que beleza? Nessa hora, eu fecho os olhos, chamo por Deus e rumbora!
Vou ficar duas semanas. Só? Só. Era o período que fechava a promoção da passagem. A minha conta bancária não está ajudando. Hehehehe
Falando sério, passar duas semanas na casa dos meus pais, numa cidadezinha de interior do interior da Bahia está de bom tamanho, né?
Já falei que a conta bancária não ajuda? Então. Não vou viajar. Não vou fazer compras. Vou ficar em casa sendo paparicada pela minha mãe. E com saudades de casa depois do segundo dia. Porque eu vou sozinha, marido fica. Consequentemente, a saudade aperta. Depois de quase 10 anos, eu ainda sinto saudades desse moço. Já começa no aeroporto. Sintam o drama.
Vai ser tempo suficiente pra matar a saudade da família e engordar uns quilinhos comendo tapioca, batata doce e cuscus.
Não sei se volto aqui pra contar minhs aventuras (sei...) nesse período. Então, deixo aqui meu abraço, meu cheiro.
Aí, quando voltar, terei muita coisa pra contar. Tenho certeza. Porque, apesar de morar no interior, minha família é digna de pérolas só dela!
Beijos! Não sumam, não morram de saudades de mim. Eu voooooollllttttooooo!!!!
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Uma rapidinha da minha família
Querem saber como eu faço meu pai rir?
Falando ao telefone, ele pergunta:
- E cadê o marido?
Eu respondo, com aquele ar de nobreza:
- Está na cozinha preparando o jantar. Ou (insira aqui qualquer outra atividade doméstica)
Pronto. Ele cai na gargalhada.
Por quê, né? Totalmente estranho e fora de órbita isso acontecer.
No mundo do meu pai, claro!
Falando ao telefone, ele pergunta:
- E cadê o marido?
Eu respondo, com aquele ar de nobreza:
- Está na cozinha preparando o jantar. Ou (insira aqui qualquer outra atividade doméstica)
Pronto. Ele cai na gargalhada.
Por quê, né? Totalmente estranho e fora de órbita isso acontecer.
No mundo do meu pai, claro!
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Tudo o que se quer na vida
Como bom filho que você é, tudo ou quase tudo que você quer na vida é que seus pais tenham orgulho de você, certo?
Principalmente, a partir das decisões que você toma.
Desde as mais simples, às mais complexas, como mudar de país.
Eu cortei o cabelo. Eu sai da cabeleira da Gal Costa na década de 80, só que muito mais bonita e cacheada, porque é o meu cabelo, né, para uma versão Joãozinho. A mudança não foi radical, foi necessária. Ele cai e vai continuar caindo até que todo cabelo estressado saia da minha cachola e se renove. O stress se deu à porrada de remédios que eu tomei. Acreditem, não foi pouco. Não importa agora.
Eu não queria ver fios de cabelos compridos pela casa o tempo todo. Nem ver aquela cabeleira se transformando num pingo. Cortei.
Você mostra o corte novo pra sua mãe. Ela elogia. Diz que ficou fofo e tal. Ok.
E aí, pergunta:
- Será que agora ele vai nascer bom?
Você vive 30 anos de sua vida esperando que um dia seus pais estejam satisfeitos com alguma coisa e percebe que esse tempo todo nunca foi bom o suficiente, porque, na cabeça deles, meu cabelo sempre foi "ruim" (quem nunca?).
Caguei! Porque eu adoro o meu cabelo. Curto, longo, cheio e cacheado.
30 anos depois, você aprende que isso basta. (Mentira, na verdade já sabia disso antes, mas aí o texto não faria sentido, né?)
Principalmente, a partir das decisões que você toma.
Desde as mais simples, às mais complexas, como mudar de país.
Eu cortei o cabelo. Eu sai da cabeleira da Gal Costa na década de 80, só que muito mais bonita e cacheada, porque é o meu cabelo, né, para uma versão Joãozinho. A mudança não foi radical, foi necessária. Ele cai e vai continuar caindo até que todo cabelo estressado saia da minha cachola e se renove. O stress se deu à porrada de remédios que eu tomei. Acreditem, não foi pouco. Não importa agora.
Eu não queria ver fios de cabelos compridos pela casa o tempo todo. Nem ver aquela cabeleira se transformando num pingo. Cortei.
Você mostra o corte novo pra sua mãe. Ela elogia. Diz que ficou fofo e tal. Ok.
E aí, pergunta:
- Será que agora ele vai nascer bom?
Você vive 30 anos de sua vida esperando que um dia seus pais estejam satisfeitos com alguma coisa e percebe que esse tempo todo nunca foi bom o suficiente, porque, na cabeça deles, meu cabelo sempre foi "ruim" (quem nunca?).
Caguei! Porque eu adoro o meu cabelo. Curto, longo, cheio e cacheado.
30 anos depois, você aprende que isso basta. (Mentira, na verdade já sabia disso antes, mas aí o texto não faria sentido, né?)
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| Pintei de vermelho também. Mas, já saiu, foi tonalizante. |
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