Estava na ONG aonde estou trabalhando e, como tínhamos uma reunião, resolvi que ia fazer café para as meninas que estavam lá comigo.
Água, filtro, pó e liga a máquina. Check!
Tempo passa, café fica pronto e a colega vai servir a gente. No meio do processo, percebo que ela também colocou água pra ferver e pensei: "Ora bolinhas, ela vai tomar chá e café? "
Só que o que eu não sabia, era que ela só estava sendo discreta. A reação da outra foi mais ou menos assim: "Booooo!!! Impossível tomar esse café!"
A colega discreta ia botar água no café pra diluir. Vejam vocês.
Já a indiscreta pegou a garrafa com o café e jogou o conteúdo fora. Elas fizeram um novo.
Problema foi que eu fiz um café brasileiro. Ou seja, forte! O pessoal por aqui bebe chafé e aí o meu foi rejeitado.
Mas né? Tinha que jogar fora? Eu teria bebido todinho.
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segunda-feira, 12 de maio de 2014
domingo, 23 de março de 2014
Too much German
Ou "das coisas que eu ainda não aprendi a gostar na Alemanha". Para mim, entram na categoria "alemão demais".
Eu estou aqui e continuo não gostando dos aspargos, mas meu paladar já mudou muito em relação a eles. Já tem outras coisas que, meu povo, não dá, mesmo que tenha tentado.
Abre parêntesis: O que citarei não são coisas exclusivas da Alemanha, mas muito consumidas por aqui. E que vocês, leitores, podem consumir também. ;). Fecha parêntesis.
Vejamos:

O nome no pacote já diz: Batatas de Marzipan. São doces apenas. De Marzipan (uma pasta de amêndoas). Não gosto, não como, me enjoa. Muito alemão pra mim.

Sauerkraut, ou o famoso chucrute. Eu até como. Mas só duas garfadas para não fazer desfeita para o marido ou para quem cozinhou. Muito ácido pra mim.
Eisbein, o famoso joelho de porco, e nessa foto ainda com chucrute. Gente, não desce de jeito nenhum. Prefiro uma salada. Muita gordura pra mim.
Lakritz. Tipo, sério? Esse negócio tem gosto de xarope, é feito da seiva de uma raiz, se não estou enganada. Muito, mas muito alemão mesmo.
E agora, vou perder amizades em 3, 2, 1... (Nat, Vivian e Joyce que me perdoem!)
A bendita Nutella. Eu como, mas não morro de amores. Até evito, se puder. A verdade é que não sou muito fã de amêndoas e AVELÃ! (Editado para não apanhar mais. hahahahah). Olha lá minha birra com o marzipan. É igual a amendoim, como cozido, como assado, mas não como a paçoca. Vai entender, né?
Agora vocês podem me chamar de fresca! :)
Eu estou aqui e continuo não gostando dos aspargos, mas meu paladar já mudou muito em relação a eles. Já tem outras coisas que, meu povo, não dá, mesmo que tenha tentado.
Abre parêntesis: O que citarei não são coisas exclusivas da Alemanha, mas muito consumidas por aqui. E que vocês, leitores, podem consumir também. ;). Fecha parêntesis.
Vejamos:
O nome no pacote já diz: Batatas de Marzipan. São doces apenas. De Marzipan (uma pasta de amêndoas). Não gosto, não como, me enjoa. Muito alemão pra mim.
Sauerkraut, ou o famoso chucrute. Eu até como. Mas só duas garfadas para não fazer desfeita para o marido ou para quem cozinhou. Muito ácido pra mim.
Eisbein, o famoso joelho de porco, e nessa foto ainda com chucrute. Gente, não desce de jeito nenhum. Prefiro uma salada. Muita gordura pra mim.
Lakritz. Tipo, sério? Esse negócio tem gosto de xarope, é feito da seiva de uma raiz, se não estou enganada. Muito, mas muito alemão mesmo.
E agora, vou perder amizades em 3, 2, 1... (Nat, Vivian e Joyce que me perdoem!)
A bendita Nutella. Eu como, mas não morro de amores. Até evito, se puder. A verdade é que não sou muito fã de amêndoas e AVELÃ! (Editado para não apanhar mais. hahahahah). Olha lá minha birra com o marzipan. É igual a amendoim, como cozido, como assado, mas não como a paçoca. Vai entender, né?
Agora vocês podem me chamar de fresca! :)
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
FAQ. 27 - Alemães são mesmo pontuais?
Olha, não sei os alemães, mas os berlinenses...
Alguém me disse uma vez que, na Inglaterra, a pontualidade é germânica. Enquanto para nós, brasileiros, é britânica. Então, dá para imaginar que a alemã é ainda mais precisa, certo? Errado.
Constumo dizer que minha sina aqui em Berlin é conseguir ser ainda mais pontual que os berlinenses. Marcou comigo? Se eu não me perder no meio do caminho (acontece...), chego no horário marcado. Eu já perdi a conta de quantas vezes fiquei esperando. Mas, né? Não é aquela espera de "oh meu Deus! meia hora!". É coisa de 10 ou 15 minutos.
Claro que em caso de compromissos profissionais, reuniões marcadas para começarem às 10h45, irão começar às 10h45. Também ninguém é louco de chegar atrasado numa entrevista de emprego, né? Acho eu.
Já no dia a dia... hehehehe
Uma vez, conversando com marido sobre isso, cheguei à conclusão que aqueles 10 ou 15 minutos de atraso significam uma demonstração de rebeldia. Sério.
É que o sistema é tão correto, tão exato (há controvérsias), que atravessar a rua com o sinal vermelho ou chegar atrasado vira "anarquia".
Agora imaginem vocês se minha teoria está correta e a rebeldia berlinense se resume a coisas desse tipo? Uma geração perdida, coitados!
Alguém me disse uma vez que, na Inglaterra, a pontualidade é germânica. Enquanto para nós, brasileiros, é britânica. Então, dá para imaginar que a alemã é ainda mais precisa, certo? Errado.
Constumo dizer que minha sina aqui em Berlin é conseguir ser ainda mais pontual que os berlinenses. Marcou comigo? Se eu não me perder no meio do caminho (acontece...), chego no horário marcado. Eu já perdi a conta de quantas vezes fiquei esperando. Mas, né? Não é aquela espera de "oh meu Deus! meia hora!". É coisa de 10 ou 15 minutos.
Claro que em caso de compromissos profissionais, reuniões marcadas para começarem às 10h45, irão começar às 10h45. Também ninguém é louco de chegar atrasado numa entrevista de emprego, né? Acho eu.
Já no dia a dia... hehehehe
Uma vez, conversando com marido sobre isso, cheguei à conclusão que aqueles 10 ou 15 minutos de atraso significam uma demonstração de rebeldia. Sério.
É que o sistema é tão correto, tão exato (há controvérsias), que atravessar a rua com o sinal vermelho ou chegar atrasado vira "anarquia".
Agora imaginem vocês se minha teoria está correta e a rebeldia berlinense se resume a coisas desse tipo? Uma geração perdida, coitados!
sábado, 11 de janeiro de 2014
Dois minutos
Então que esse inverno está uma merreca. Sem temperaturas negativas, que dirá neve. Mas, não vou "elogiar" muito não, porque senão, daqui a pouco estraga. rsrs
Negócio é que continua escuro. E a escuridão entristece qualquer alma. Ou não? Pois...
Porém, depois de quase 4 anos nessa terra, já aprendi um truque que os alemães tanto gostam de usar: contar os minutos a menos de escuridão, quando começa o inverno. Explico.
Vocês já ouviram falar em solistício, né? Tem o de verão e o de inverno. No de verão, que geralmente é no dia 21 de junho, temos o dia mais longo do ano. No de inverno (hellooooow! estou no hemisfério norte, não esqueçam!), que geralmente é no dia 21.12, temos a noite mais longa do ano. O que separa um solistício do outro são dois minutos. Dois minutos por dia, claro. Tem a ver com o posicionamento da Terra em relação ao sol. Deu preguiça de procurar um link pra vocês, Sr. Google está aí pra ajudá-los, caso queiram.
Assim, quando chega oficialmente o inverno, os alemães começam a contar menos dois minutos de escuridão, ou mais dois minutos de claridade por dia. Não parece, mas isso dá um efeito psicológico positivo. Porque ao invés de pensarmos que ainda está escuro, sabemos que está perto de acabar. Aí, quando a primavera chega, já temos um pouco mais de claridade. Aí, vem o horário de verão e "ganhamos" mais uma hora de sol. Aí, chega o verão...
Não é legal pensar assim? Uma visão otimista. hehehehe
Negócio é que continua escuro. E a escuridão entristece qualquer alma. Ou não? Pois...
Porém, depois de quase 4 anos nessa terra, já aprendi um truque que os alemães tanto gostam de usar: contar os minutos a menos de escuridão, quando começa o inverno. Explico.
Vocês já ouviram falar em solistício, né? Tem o de verão e o de inverno. No de verão, que geralmente é no dia 21 de junho, temos o dia mais longo do ano. No de inverno (hellooooow! estou no hemisfério norte, não esqueçam!), que geralmente é no dia 21.12, temos a noite mais longa do ano. O que separa um solistício do outro são dois minutos. Dois minutos por dia, claro. Tem a ver com o posicionamento da Terra em relação ao sol. Deu preguiça de procurar um link pra vocês, Sr. Google está aí pra ajudá-los, caso queiram.
Assim, quando chega oficialmente o inverno, os alemães começam a contar menos dois minutos de escuridão, ou mais dois minutos de claridade por dia. Não parece, mas isso dá um efeito psicológico positivo. Porque ao invés de pensarmos que ainda está escuro, sabemos que está perto de acabar. Aí, quando a primavera chega, já temos um pouco mais de claridade. Aí, vem o horário de verão e "ganhamos" mais uma hora de sol. Aí, chega o verão...
Não é legal pensar assim? Uma visão otimista. hehehehe
domingo, 20 de outubro de 2013
Sobre as rosas
Daí você faz aniversário de casamento, né? Se bem que, bom, peraí, não é bem casamento. Nós moramos juntos há mais de dez anos. Só que, desde sempre, chamo marido de marido e, pra mim, sempre foi casamento.
Ocasamento oficial mesmo, só aconteceu em 2010. Outra história.
Não era sobre isso que eu queria falar, como geralmente eu faço com os meus arrodeios... Eu tinha esquecido o que significavam as bodas de 10 anos e fui procurar. Pedi para marido procurar em alemão também. Aí, descubro que na Alemanha, algumas bodas são diferentes das brasileiras.
Vejam só vocês, as bodas de quatro anos no Brasil, chamamos de Bodas de Frutas, Flores ou Cera. Na Alemanha, de Seda. E eles ainda marcam alguns meios anos, como o 12 anos e meio, que é o Bodas de "Salsa" (momento risos). Entre outras que não vou ficar citando aqui pra não ficar grande demais o post e não chegar aonde quero chegar. Opa, pronto, parei!
Claro que se o de dez anos não fosse também diferente, eu não teria motivo para escrever aqui, né? Pois.
No Brasil, eles chamam de Boda de Zinco ou Estanho. Na Alemanha, Bodas de Rosas. Olha que coisa mais fofa???? Fico com a versão alemã.
E o melhor: o marido deve presentear a "marida" com 10 rosas no dia.
Agora eu pergunto ocês: ganhei alguma rosa no nosso dia? Nada, nothing, nichts!
Justo isso? Não, né? Então, cês dão licença que estou indo ali cobrar com juros, tá?
Ocasamento oficial mesmo, só aconteceu em 2010. Outra história.
Não era sobre isso que eu queria falar, como geralmente eu faço com os meus arrodeios... Eu tinha esquecido o que significavam as bodas de 10 anos e fui procurar. Pedi para marido procurar em alemão também. Aí, descubro que na Alemanha, algumas bodas são diferentes das brasileiras.
Vejam só vocês, as bodas de quatro anos no Brasil, chamamos de Bodas de Frutas, Flores ou Cera. Na Alemanha, de Seda. E eles ainda marcam alguns meios anos, como o 12 anos e meio, que é o Bodas de "Salsa" (momento risos). Entre outras que não vou ficar citando aqui pra não ficar grande demais o post e não chegar aonde quero chegar. Opa, pronto, parei!
Claro que se o de dez anos não fosse também diferente, eu não teria motivo para escrever aqui, né? Pois.
No Brasil, eles chamam de Boda de Zinco ou Estanho. Na Alemanha, Bodas de Rosas. Olha que coisa mais fofa???? Fico com a versão alemã.
E o melhor: o marido deve presentear a "marida" com 10 rosas no dia.
Agora eu pergunto ocês: ganhei alguma rosa no nosso dia? Nada, nothing, nichts!
Justo isso? Não, né? Então, cês dão licença que estou indo ali cobrar com juros, tá?
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Problemas da vida moderna: água quente
Então que a pessoa tem que ir para o curso e acorda cedo porque a viagem de trem leva quase 40 minutos até o local da aula. Acordar cedo no outono significa acordar com temperaturas ainda baixas, sabe-se lá, 5 graus.
Então que a pessoa quer sair para o curso cheirosinha e "acordada" depois de um banho.
Então que a pessoa entra no banheiro, tira a roupa (não pensem bobagens, meninos!) e abre o chuveiro.
Ai a pessoa espera. Espera... Espera... Nada da água começar a esquentar.
Até que ela desiste, né? Está frio, ela está pelada e a água não esquenta. Problema é que ela quer um banho de qualquer jeito.
Para não perder tempo, o que ela faz? Recorre ao modo alemão de higienização: a bendita toalhinha.
Sai de casa se sentindo incompleta.
Quando volta, à noite, vai direto verificar se a água quente já voltou. E toma aquele banho gostoso, só de vingança, super quente de 20 minutos.
E vai dormir feliz!
Então que a pessoa quer sair para o curso cheirosinha e "acordada" depois de um banho.
Então que a pessoa entra no banheiro, tira a roupa (não pensem bobagens, meninos!) e abre o chuveiro.
Ai a pessoa espera. Espera... Espera... Nada da água começar a esquentar.
Até que ela desiste, né? Está frio, ela está pelada e a água não esquenta. Problema é que ela quer um banho de qualquer jeito.
Para não perder tempo, o que ela faz? Recorre ao modo alemão de higienização: a bendita toalhinha.
Sai de casa se sentindo incompleta.
Quando volta, à noite, vai direto verificar se a água quente já voltou. E toma aquele banho gostoso, só de vingança, super quente de 20 minutos.
E vai dormir feliz!
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Bons amigos, boas ideias!
Então que esse final de semana estive num casamento alemão. O primeiro em que vou. A sobrinha de marido casou oficialmente no início do ano e fez a cerimônia religiosa e a festa agora pra poder reunir todo mundo. Porque, claro, ela não podia só casar, ela tinha que convidar família e amigos para o fim de mundo aonde ela mora. Sete horas de carro daqui de Berlin, óia só e ainda na Alemanha.
À princípio, estávamos meio "assim-assim", achando que ia ser uma coisa brega, porque, segundo as más línguas, casamento alemão é meio chato e marido já conhecia outros de outros carnavais. Como eu nunca tinha ido em um, não poderia dizer nada.
Casamentos alemães são famosos pelas brincadeiras que fazem com os noivos ou que os noivos fazem com os convidados. Não tinham bricandeiras nesse, mas boas ideias.
Como a da árvore de desejos, que eu já conhecia, aonde você escreve desejos para os noivos e pendura numa árvore de verdade. Ou numa muda, no caso deles. Essa árvore deve crescer com eles, dentro de casa ou no jardim. E quando eu escrevo árvore, pense em um arbusto, uma palmeira ou coisa assim. Não pensem numa jaqueira ou numa castanheira, façam-me o favor. :)
Outra boa ideia foi o coração de gelo. Os noivos desejaram dinheiro. Aí, os amigos juntaram um monte de moedas e colocaram pra congelar em forma de um coração. Numa estrutura, penduraram o coração e colocaram velas embaixo, para que, no decorrer da festa, o coração fosse derretendo e as moedas caíssem num balde. Representando uma "constante prosperidade".
Mas, a mais legal na minha opinião foi a ideia dos cartões postais. Os amigos juntaram 52 cartões postais, escreveram o endereço do casal e marcaram em qual semana determinado cartão deveria ser mandado. Caberia aos convidados apenas colocar uma mensagem. Assim, no decorrer de um ano, uma vez por semana, o casal receberá um cartão postal com uma mensagem amiga que o fará lembrar de um dia especial em suas vidas. Espero que todos mandem. Eu, claro, peguei o meu.
A festa foi simples, com comida gostosa, um bom ambiente, para cerca de 100 pessoas. Saí de lá bem leve, com a certeza que quem tem amigos criativos e presentes assim, não precisa de muito mais coisas na vida.
Cheers!
À princípio, estávamos meio "assim-assim", achando que ia ser uma coisa brega, porque, segundo as más línguas, casamento alemão é meio chato e marido já conhecia outros de outros carnavais. Como eu nunca tinha ido em um, não poderia dizer nada.
Casamentos alemães são famosos pelas brincadeiras que fazem com os noivos ou que os noivos fazem com os convidados. Não tinham bricandeiras nesse, mas boas ideias.
Como a da árvore de desejos, que eu já conhecia, aonde você escreve desejos para os noivos e pendura numa árvore de verdade. Ou numa muda, no caso deles. Essa árvore deve crescer com eles, dentro de casa ou no jardim. E quando eu escrevo árvore, pense em um arbusto, uma palmeira ou coisa assim. Não pensem numa jaqueira ou numa castanheira, façam-me o favor. :)
Outra boa ideia foi o coração de gelo. Os noivos desejaram dinheiro. Aí, os amigos juntaram um monte de moedas e colocaram pra congelar em forma de um coração. Numa estrutura, penduraram o coração e colocaram velas embaixo, para que, no decorrer da festa, o coração fosse derretendo e as moedas caíssem num balde. Representando uma "constante prosperidade".
Mas, a mais legal na minha opinião foi a ideia dos cartões postais. Os amigos juntaram 52 cartões postais, escreveram o endereço do casal e marcaram em qual semana determinado cartão deveria ser mandado. Caberia aos convidados apenas colocar uma mensagem. Assim, no decorrer de um ano, uma vez por semana, o casal receberá um cartão postal com uma mensagem amiga que o fará lembrar de um dia especial em suas vidas. Espero que todos mandem. Eu, claro, peguei o meu.
A festa foi simples, com comida gostosa, um bom ambiente, para cerca de 100 pessoas. Saí de lá bem leve, com a certeza que quem tem amigos criativos e presentes assim, não precisa de muito mais coisas na vida.
Cheers!
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
E quem disse que aqui não tem disso?
Vivendo e aprendendo nessa terra de meu Deus...
Em três anos e meio, posso contar nos dedos a quantidade de vezes que passei por isso. Mas, dessa vez, foi a mais "pedreira" de ser. hahahaha Já devem imaginar o que aconteceu, né? Pois...
Pense num médico. Em um de qualquer especialidade: dentista, ginecologista, proctologista. Ok, peguei pesado, eu sei. A verdade é que, exceto para receber boa notícia, não somos muito fãs de ir ao médico, certo. Eu menos ainda.
E quando eu vou ou volto do médico, sempre tenho a mesma cara. Essa aqui:
Eu diria que é aquela cara que minha mãe chama também de "cara de quem comeu e não gostou.".
Aí, imagine você, uma pessoa com essa cara andando pelas ruas e passa um senhor de bicicleta por ela. Entre ele e ela, só o espaço da bicicleta, porque ele a empurrava na calçada.
Ele passa por essa pessoa e solta um:
- tsc, tsc, süß.... (algo como: ui, ui, docinho)
Véeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeiiiiii!?!?!?!?! Na boa?
Eu nem olhei pra ele diretamente. Mas, se olhasse, ela teria visto que a cara lá de cima mudou para uma careta de desprezo que ele não ia gostar, com certeza.
Nada contra receber elogios na rua. Depende do quê e de como, né? Nesse caso, posso dizer que não rolou química.=P
Em três anos e meio, posso contar nos dedos a quantidade de vezes que passei por isso. Mas, dessa vez, foi a mais "pedreira" de ser. hahahaha Já devem imaginar o que aconteceu, né? Pois...
Pense num médico. Em um de qualquer especialidade: dentista, ginecologista, proctologista. Ok, peguei pesado, eu sei. A verdade é que, exceto para receber boa notícia, não somos muito fãs de ir ao médico, certo. Eu menos ainda.
E quando eu vou ou volto do médico, sempre tenho a mesma cara. Essa aqui:
Eu diria que é aquela cara que minha mãe chama também de "cara de quem comeu e não gostou.".
Aí, imagine você, uma pessoa com essa cara andando pelas ruas e passa um senhor de bicicleta por ela. Entre ele e ela, só o espaço da bicicleta, porque ele a empurrava na calçada.
Ele passa por essa pessoa e solta um:
- tsc, tsc, süß.... (algo como: ui, ui, docinho)
Véeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeiiiiii!?!?!?!?! Na boa?
Eu nem olhei pra ele diretamente. Mas, se olhasse, ela teria visto que a cara lá de cima mudou para uma careta de desprezo que ele não ia gostar, com certeza.
Nada contra receber elogios na rua. Depende do quê e de como, né? Nesse caso, posso dizer que não rolou química.=P
sábado, 7 de setembro de 2013
Pão e sal
É muito provável que eu não tenha contado essa história aqui, porque eu não me lembro e porque eu já procurei nos arquivos e não achei. Então, lá vai:
Quando nos mudamos pra cá, nos idos de janeiro de 2010 e entramos no nosso apartamento, uma das primeiras visitas que recebemos foi a de cunhado. De presente de "boas vindas", ele nos deu pão e sal.
Aí vocês pensam: "What!? Que presente mais doido! O que se faz com pão e sal?" Mas, nãooooo. Explico:
Provavelmente não só na Alemanha, como em outros países europeus (estou chutando pra ver se faço gol), essa tradição existe: quando se visita alguém que acabou de casar ou de se mudar para uma casa nova, costuma-se levar pão e sal. Eu digo "costuma-se", porque meu cunhado foi o único que fez isso conosco e nunca vi em outras ocasiões acontecendo também. Devo ressaltar que cunhado também é um cara conservador? Pois é.
E o que significa ganhar pão e sal? Significa desejar, para as pessoas que recebem, prosperidade e fartura. Legal, né?
Agora, porque será que estou contando essa história mais de três anos depois?
Simples. Porque resolvi ir ali entregar a minha porção de prosperidade e fartura pra essa mocinha aqui e seu marido. Sejam bem vindos na Batatolândia!
Seré que eu alemanizei? :)
Quando nos mudamos pra cá, nos idos de janeiro de 2010 e entramos no nosso apartamento, uma das primeiras visitas que recebemos foi a de cunhado. De presente de "boas vindas", ele nos deu pão e sal.
Aí vocês pensam: "What!? Que presente mais doido! O que se faz com pão e sal?" Mas, nãooooo. Explico:
Provavelmente não só na Alemanha, como em outros países europeus (estou chutando pra ver se faço gol), essa tradição existe: quando se visita alguém que acabou de casar ou de se mudar para uma casa nova, costuma-se levar pão e sal. Eu digo "costuma-se", porque meu cunhado foi o único que fez isso conosco e nunca vi em outras ocasiões acontecendo também. Devo ressaltar que cunhado também é um cara conservador? Pois é.
E o que significa ganhar pão e sal? Significa desejar, para as pessoas que recebem, prosperidade e fartura. Legal, né?
Agora, porque será que estou contando essa história mais de três anos depois?
Simples. Porque resolvi ir ali entregar a minha porção de prosperidade e fartura pra essa mocinha aqui e seu marido. Sejam bem vindos na Batatolândia!
Seré que eu alemanizei? :)
domingo, 26 de maio de 2013
Gentileza
Marido já veio me visitar duas vezes. Toda vez que ele vem, a gente vai pra um bar que descobrimos na cidadezinha. É o bar local, aonde se encontram os amigos e a cerveja custa 1,20, um prato custa a partir de 4,50. Pois é. Interior.
E eu percebi um hábito maravilhoso dos locais. Eles entram no bar e cumprimentam mesa por mesa, batendo nela, fazendo um "toc toc". Eu nunca vi isso em lugar nenhum. Fiquei muito surpresa. Achei de uma gentileza tão grande.
Não é uma coisa que eles fazem só com os conhecidos, nem com uma mesa só. Eles fazem em todas as mesas por onde eles passam, fizeram na nossa mesa. Jovens, adultos e mais velhos. Entravam no bar e nos cumprimentavam. Saíam, nos cumprimentavam.
E eu lá, com um sorriso mais besta na cara, achando o máximo a forma que eles criaram de dizer: "oi, eu te vi, você existe pra mim." Tá, ok, foi assim que eu interpretei.
Na hora de sair, fizemos o mesmo, batemos na mesa no nosso caminho e o pessoal lá sentado sorriu pra gente de volta.
Um ato simples, uma lição pra mim.
Marido disse que isso não é coisa só da cidade, que é da região. Alguém que já passou por isso pode confirmar? Estou numa cidadezinha entre Weimar e Jena.
E eu percebi um hábito maravilhoso dos locais. Eles entram no bar e cumprimentam mesa por mesa, batendo nela, fazendo um "toc toc". Eu nunca vi isso em lugar nenhum. Fiquei muito surpresa. Achei de uma gentileza tão grande.
Não é uma coisa que eles fazem só com os conhecidos, nem com uma mesa só. Eles fazem em todas as mesas por onde eles passam, fizeram na nossa mesa. Jovens, adultos e mais velhos. Entravam no bar e nos cumprimentavam. Saíam, nos cumprimentavam.
E eu lá, com um sorriso mais besta na cara, achando o máximo a forma que eles criaram de dizer: "oi, eu te vi, você existe pra mim." Tá, ok, foi assim que eu interpretei.
Na hora de sair, fizemos o mesmo, batemos na mesa no nosso caminho e o pessoal lá sentado sorriu pra gente de volta.
Um ato simples, uma lição pra mim.
Marido disse que isso não é coisa só da cidade, que é da região. Alguém que já passou por isso pode confirmar? Estou numa cidadezinha entre Weimar e Jena.
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Curiosidades sobre a Alemanha - a minha versão
Depois do textos do francês, alguns brasileiros que moram em outros países estão fazendo a mesma lista. Li uma lista de um brasileiro na Alemanha e como acho que posso contribuir com outros pontos, estou fazendo a minha versão.
Ao contrário do que muitos vão pensar, não é uma comparação do tipo certo ou errado, melhor ou pior. É claro que, com base na minha visão brasileira, consigo perceber o que é diferente na cultura alemã. Tomem esse texto como um relato de fatos e observações minhas nesses mais de três anos na Alemanha. E como toda lista, há muita generalização.
Ao contrário do que muitos vão pensar, não é uma comparação do tipo certo ou errado, melhor ou pior. É claro que, com base na minha visão brasileira, consigo perceber o que é diferente na cultura alemã. Tomem esse texto como um relato de fatos e observações minhas nesses mais de três anos na Alemanha. E como toda lista, há muita generalização.
- Aqui na Alemanha se gosta muito de esporte. Gostam de futebol, basquete, hóquei... Mas, o esporte preferido mesmo é o de reclamar. Reclamam se o tempo está ruim, se está bom, se o trem atrasa 5 minutos, se você faz uma paradinha estratégica no meio da rua...
- Aqui na Alemanha se assoa o nariz em qualquer lugar, inclusive, à mesa. E eles não são nada discretos. Não se assuste se estiver tranquilamente sentado num banco de praça e alguém passar por você e fizer sons nada agradáveis num lenço de papel.
- Por falar em lenço de papel, aqui na Alemanha, eles sempre têm lenços de papel nos bolsos, nas bolsas... Podem ser usados, do inverno passado, ou novinhos, ainda no pacote.
- Aqui na Alemanha, não existe o hábito de se tomar banhos várias vezes ao dia. E muitos nem tomam todo dia. Isso também no verão. Eles dizem que gastam a pele e o hábito é perceptível no ar, nessa estação.
- Aqui na Alemanha, existem milhares de quilômetros de ciclovias por todo o país. Os ciclistas andam para todos os lugares e, muitas vezes, em qualquer tempo. Inclusive embaixo de temperaturas negativas.
- Aqui na Alemanha, pedestre sempre tem prioridade. Os carros param para você atravessar. A menos que o pedestre esteja, por distração, ocupando a ciclovia. Aí, ele vai ouvir a buzina ou os gritos de ciclistas mais estressados para sair do caminho deles.
- Aqui na Alemanha, existem inúmeros parques. Bonitos, organizados e bem cuidados, tanto pela prefeitura quanto pelos moradores.
- Aqui na Alemanha, existem inúmeros parques. Aqueles em que se pode fazer churrasco, aquele em que se pode deixar o cachorro solto e aqueles em que terá uma mulher fazendo topless e cinco metros depois, uma de burca.
- Aqui na Alemanha, no verão, cada metro quadrado de grama nos parques ou praças é disputado. Os alemães parecem lagartixas se expondo ao sol, depois de meses de inverno e escuridão. (Thiago, essa é pra você!)
- Aqui na Alemanha, tem as quatros estações bem definidas. Assim como as estações mudam, o humor também muda. Coitados de nós quando o inverno é longo....
- Aqui na Alemanha, ser gay é ok. O prefeito de Berlin é gay. No seu discurso de posse, ele disse: "eu sou gay, e está bom assim!".
- Aqui na Alemanha, existem todos os tipos de moda. Você pode encontrá-las todas num único dia nas ruas. Ou numa única pessoa.
- Aqui na Alemanha, você pode sair com um moicano (o corte de cabelo) verde, azul ou lilás, uma roupa rasgada e ninguém vai apontar o dedo te criticando. Eles vão olhar, mas vai ficar só no olhar.
- Aqui na Alemanha, pode-se encontrar pessoas bebendo cerveja às 10h da manhã. Alguns já estão bêbadas nesse horário.
- Aqui na Alemanha, é normal encontrar pessoas peladas nos parques durante o verão. Principalmente, em estados da antiga DDR. Eles ainda acham estranho quando os brasileiros estranham esse comportamento.
- Aqui na Alemanha, existem saunas mistas. As pessoas ficam peladas lá, mulheres e homens. E estranham se brasileiros não aderem a esse comportamento.
- Aqui na Alemanha, ser machista está fora de moda. Mas, ainda existe muito sexismo. Muito.
- Aqui na Alemanha, o transporte público é integrado e, relativamente, pontual. O ônibus vai chegar a poucos minutos da partida do metrô, do bonde ou do trem. Com a mesma passagem, você pode andar em todos eles, na mesma cidade.
- Aqui na Alemanha, não tem cobrador ou catraca nos metrôs, trens ou bondes. Mas, existe fiscalização regular. Caso você seja pego sem passagem, a multa é de 40 euros. Nos ônibus, o cobrador é o motorista.
- Aqui na Alemanha, ainda existe nazismo e um partido político neo-nazista. Porém, quando essas pessoas organizam uma passeata em determinada cidade, aonde 200 neo-nazistas estarão presentes, 2000 civis estarão na mesma rua para impedir essa manifestação e mais 3000 policiais estarão nas ruas para impedir surtos de violência. (Números meramente ilustrativos)
- Aqui na Alemanha, pobreza não é passar fome, mas não participar da sociedade.
- Aqui na Alemanha, pelo menos em Berlin, vivem cerca de 140 nacionalidades diferentes.
- Aqui na Alemanha, um estrangeiro nascido na Alemanha, com passaporte alemão, continua, frequentemente, sendo tratado como estrangeiro, fazendo parte da população com "história de migração".
- Aqui na Alemanha, os caixas automáticos ficam expostos nas ruas.
- Aqui na Alemanha, é mais fácil um carro dormir na rua aberto e, no dia seguinte, continuar no mesmo lugar, do que uma bicicleta. Melhor não arriscar nem uma coisa nem outra.
- Aqui na Alemanha, existe o "bairrismo". Berlinenses acham que Berlin é melhor que Hamburg, os de Hamburg acham que Hamburg é melhor que Berlin. E o muniquenses acham que Munique é melhor que o resto da Alemanha. :)
- Aqui na Alemanha, quando se visita alguém em sua casa, costuma-se tirar os sapatos e deixar na entrada. Você vai entender isso num dia de muita neve e lama, caso alguém entre na sua casa e esqueça de tirar os sapatos. Principalmente, se seu chão for encarpetado.
- Aqui na Alemanha, quando se visita alguém em casa pela primeira vez, costuma-se levar algum "mimo". Pode ser um vinho, flores, chocolate...
- Aqui na Alemanha, alemães gostam muito de viajar. Viajam pelo próprio país, pela Europa, África, Áméricas... Por isso, eles podem te olhar de cara feia se você disser que nunca esteve na Amazônia.
- Aqui na Alemanha, os alemães acham meia hora para chegar de um lugar ao outro dentro de uma cidade, muito tempo. 200km é muito longe.
- Aqui na Alemanha, toma-se sorvete em qualquer época do ano. Quase.
- Aqui na Alemanha, também existe o chá ou café da tarde, com bolo ou biscoitos.
- Aqui na Alemanha, vinho é muito barato. Até o chileno.
- Aqui na Alemanha, homem faz xixi sentado quase sempre. O que dá pra entender, se levar em consideração que quem limpa mesmo o banheiro é ele.
- Aqui na Alemanha, não existe empregada doméstica. Só os muito ricos têm. Mas, existe faxineira. Que são, muitas vezes, estrangeiros ou estudantes universitários precisando de renda extra.
- Aqui na Alemanha, muito mais em Berlin, as marcas das guerras ainda são visíveis, principalmente quando se anda nas ruas e se vê no chão uma plaquinha dourada em frente a alguns prédios: "nessa casa morou a família Y, enviada para o Campo de Concentração na data X e morta na data Z"
- Aqui na Alemanha, remédio só é obtido com receita médica, é "gratuito". Porém, dependendo do remédio, pode-se pagar uma taxa de 5 ou 10 euros. Mas, xaropes, vitaminas e analgésicos comuns, por exemplo, podem ser comprados sem receita.
- Aqui na Alemanha, existe corrupção, sonegação de imposto e "jeitinhos". Como o caso de plágio da tese de doutorado do ministro. Por conta disso, ele teve que renunciar ao caso. Ou o antigo presidente, que foi acusado de tráfico de influência e também saiu. E as contas na Suíça dos ricos alemães dizem muita coisa.
- Aqui na Alemanha, a última categoria de estrangeiros é a dos refugiados. Ninguém quer e muitos fingem que nem existem. Contudo, por conta do seu histórico de guerra, a Alemanha não nega a entrada. Só dificulta a permanência.
- Aqui na Alemanha, muita coisa é "Do it yourself", porque mão de obra é muito cara. Pintar a casa e montar os móveis é responsabilidade dos moradores.
- Aqui na Alemanha, em 99% das casas de classe média pode-se encontrar móveis da IKEA. Não só porque são mais em conta, como porque são fáceis de montar.
- Aqui na Alemanha, os alemães fazem o número 3 com a mão usando o polegar, indicador e dedo médio. Lembram da cena de Inglorious Bastards?
- Aqui na Alemanha, garçons e atendentes de lojas falam inglês nas grandes cidades. Mesmo que seja macarrônico.
- Aqui na Alemanha, o rival no futebol é a Holanda. Na economia e cultura, a França.
- Aqui na Alemanha, em muitos lugares, como restaurantes ou prédios residenciais, cachorros são mais bem vindos do que crianças pequenas.
- Aqui na Alemanha, os cachorros são bem educados, quase não precisam de coleiras.
- Aqui na Alemanha, os estrangeiros têm mais crianças que os alemães.
- Aqui na Alemanha, estudante universitário recebe ajuda financeira para estudar. Entra na universidade por mérito de nota.
- Aqui na Alemanha, nas escolas, a nota mais baixa é o 6 e a mais alta é o 1.
- Aqui na Alemanha, economicamente, o muro que dividia a Alemanha Ocidental da Oriental ainda existe.
- Aqui na Alemanha, internet é rápida e barata. Existem planos de telefonia que incluem o telefone fixo, celular e a internet num mesmo pacote, num mesmo preço.
- Aqui na Alemanha, tem muito feriado. No Natal, por exemplo, dia 26 é feriado. Na páscoa, a sexta e a segunda.
- Aqui na Alemanha, o ano letivo começa em julho/agosto. As férias escolares são: 6 semanas no verão, 2 semanas no outono, 10 dias no Natal e Ano Novo, 1 semana no inverno, 2 semanas na Páscoa. As datas variam de estado para estado.
- Aqui na Alemanha, não se fala abertamente de dinheiro, salário etc. Os funcionários são proibidos de falar quanto ganham para os colegas de trabalho, por existir a "livre concorrência".
- Aqui na Alemanha, existe uma palavra para cada tipo de "amigo". Colega de trabalho, colega de república, colega de escola, colega de faculdade, amig@/namorad@.
- Aqui na Alemanha, é o aniversariante que leva o bolo para os colegas de escola/faculdade/trabalho.
- Aqui na Alemanha, é importante olhar a previsão do tempo antes de sair. Pode estar fazendo sol, mas estará frio. Pode estar um céu azul lindo, mas vai chover no fim do dia. E pode nevar em pleno mês de abril.
- Aqui na Alemanha, batata é o feijão com arroz de todo dia. Trazida pro país há 300 anos, salvou a fome dos alemães em muitos períodos por resistir ao frio e poder ser armazenada por muito tempo.
- Aqui na Alemanha, você não pode chamar alguém com "Psiu!", "psiu!" é para cachorro.
- Aqui na Alemanha, tem praia. Tanto no mar, quanto em rios ou lagos (áreas de banho). Só que sem coqueiro. Pessoas vão de sunga ou biquinis. Ou trocam de roupa lá, na sua frente. Ou ficam pelados mesmo.
- Se eu não parar agora, a lista não teria fim.
terça-feira, 9 de abril de 2013
Os alemães e o Brezel. O Brezel e eu.
na verdade "a" Brezel. Mas, ó, não dá, só falo em português no masculino.
Acho que todo mundo que mora na Alemanha já descobriu que Brezel (ou Bretzel) é um lanchinho básico e rápido super famoso por aqui. Nos Biergärten é o que mais tem para acompanhar a cerveja.
Pra ser sincera, não achava muita graça. Não tem sabor de coisa alguma, a não ser as pedrinhas de sal ou sementes que eles colocam por cima. Claro, até eu descobri que com manteiga ou queijo fica gostosinho e minha opinão mudou.
O que seria do mundo se eu não mudasse minha opinião, né? O fim. :)
Aí, estava à caminho de um compromisso e lembrei que não tinha comido nada. Passei rapidinho numa padaria e pedi um com manteiga. A atendente foi lá dentro passar a manteiga, enquanto isso, outra atendente, que não tinha me visto pedir, me pergunta se quero fazer um pedido. Eu respondo que já tinha feito e estava aguardando. Dois clientes foram atendidos e eu aguardava ainda. Zzzzzz...
A segunda atendente olha pra minha cara e vai lá dentro. Tempos depois volta com o Brezel na mão, me diz o valor, eu pago e ela coloca-o numa sacolinha de papel para eu ir comendo no caminho.
Na hora de me entregar, diz:
- Demorou porque a moça cortou o dedo.
- Autsch! (ai!)
Peguei meu pacotinho e fui embora.
Depois que já estava na metade foi que dei um estalo:
- Sangue!!! Será que respingou sangue no meu Brezel!?!?!? Ahhhhh, eu quero a minha mãe! Eu vou morrer!!!! Chéssus! Chéssus!
Quem disse que eu consegui terminar de comer?
Doida, eu sei.
Acho que todo mundo que mora na Alemanha já descobriu que Brezel (ou Bretzel) é um lanchinho básico e rápido super famoso por aqui. Nos Biergärten é o que mais tem para acompanhar a cerveja.
Pra ser sincera, não achava muita graça. Não tem sabor de coisa alguma, a não ser as pedrinhas de sal ou sementes que eles colocam por cima. Claro, até eu descobri que com manteiga ou queijo fica gostosinho e minha opinão mudou.
O que seria do mundo se eu não mudasse minha opinião, né? O fim. :)
Aí, estava à caminho de um compromisso e lembrei que não tinha comido nada. Passei rapidinho numa padaria e pedi um com manteiga. A atendente foi lá dentro passar a manteiga, enquanto isso, outra atendente, que não tinha me visto pedir, me pergunta se quero fazer um pedido. Eu respondo que já tinha feito e estava aguardando. Dois clientes foram atendidos e eu aguardava ainda. Zzzzzz...
A segunda atendente olha pra minha cara e vai lá dentro. Tempos depois volta com o Brezel na mão, me diz o valor, eu pago e ela coloca-o numa sacolinha de papel para eu ir comendo no caminho.
Na hora de me entregar, diz:
- Demorou porque a moça cortou o dedo.
- Autsch! (ai!)
Peguei meu pacotinho e fui embora.
Depois que já estava na metade foi que dei um estalo:
- Sangue!!! Será que respingou sangue no meu Brezel!?!?!? Ahhhhh, eu quero a minha mãe! Eu vou morrer!!!! Chéssus! Chéssus!
Quem disse que eu consegui terminar de comer?
Doida, eu sei.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
FAQ. 25 - Como é o contato físico entre alemães?
Não vou dizer que é nulo, porque estaria mentindo.
Nesses mais de três anos de Alemanha já vi muita coisa. Já vi casal se beijando em festa, andando de mãos dadas no parque, trocando carinhos na minha sala durante um jantar, se agarrando no metrô (adolescentes)...
Uma amiga alemã abraçou outra amiga alemã e só largou depois que a outra se acalmou. A mocinha tinha levado um pé na bunda. Entre familiares, abraços e carinhos também são bem comuns.
Mas, preciso confessar que é diferente. É mais raro do que no Brasil. Se um casal sai com amigos, eles não trocam carinhos na frente dos amigos, porque eles saíram com os amigos e não pra namorar, certo? Lógica alemã.
Acontece que, no Brasil, o povo é, digamos assim, mais quente. O que não significa que o alemão seja totalmente frio. Chamemos de discrição. Não tocar, não acariciar não é tabu. Eles só não fazem do jeito como a gente faz.
Sem falar que, no inverno, nem eu ando de mãos dadas com marido. É a mão na luva e no bolso. :)
Independente de como eles agem, eu não deixo de agir do meu jeito "brasileiro". Se eu sou apresentada a alguém, ofereço o aperto de mão. Depois de um bom papo e algumas coisas em comuns, ou se eu fui com a cara do cidadão/cidadã, na hora de me despedir, olho nos olhos da pessoa, digo: "jeito brasileiro" e parto pro abraço.
Alemão nenhum nunca negou um abraço meu. Nunca me senti rejeitada. O que eu percebo é que eles abraçam de volta, até mais apertado. E de uma segunda ou terceira vez que nos encontramos, eles não têm mais cerimônia e oferecem o abraço.
Se fosse o caso de não gostar, eles me chamariam de louca e iam querer distância de mim. O que mostra também uma certa flexibilidade. Eu quebro o gelo, eles amolecem. :)
Nesses mais de três anos de Alemanha já vi muita coisa. Já vi casal se beijando em festa, andando de mãos dadas no parque, trocando carinhos na minha sala durante um jantar, se agarrando no metrô (adolescentes)...
Uma amiga alemã abraçou outra amiga alemã e só largou depois que a outra se acalmou. A mocinha tinha levado um pé na bunda. Entre familiares, abraços e carinhos também são bem comuns.
Mas, preciso confessar que é diferente. É mais raro do que no Brasil. Se um casal sai com amigos, eles não trocam carinhos na frente dos amigos, porque eles saíram com os amigos e não pra namorar, certo? Lógica alemã.
Acontece que, no Brasil, o povo é, digamos assim, mais quente. O que não significa que o alemão seja totalmente frio. Chamemos de discrição. Não tocar, não acariciar não é tabu. Eles só não fazem do jeito como a gente faz.
Sem falar que, no inverno, nem eu ando de mãos dadas com marido. É a mão na luva e no bolso. :)
Independente de como eles agem, eu não deixo de agir do meu jeito "brasileiro". Se eu sou apresentada a alguém, ofereço o aperto de mão. Depois de um bom papo e algumas coisas em comuns, ou se eu fui com a cara do cidadão/cidadã, na hora de me despedir, olho nos olhos da pessoa, digo: "jeito brasileiro" e parto pro abraço.
Alemão nenhum nunca negou um abraço meu. Nunca me senti rejeitada. O que eu percebo é que eles abraçam de volta, até mais apertado. E de uma segunda ou terceira vez que nos encontramos, eles não têm mais cerimônia e oferecem o abraço.
Se fosse o caso de não gostar, eles me chamariam de louca e iam querer distância de mim. O que mostra também uma certa flexibilidade. Eu quebro o gelo, eles amolecem. :)
domingo, 9 de dezembro de 2012
Regrinhas básicas
Eu sei que um monte de gente já falou isso de diversas maneiras em diversos blogs, mas, como tem um tempo que eu não falo sobre os hábitos alemães, resolvi escrever também. Claro, aproveitando que por conta das festas de final de ano e do inverno, as visitas aumentam consideravelmente. Então, quando você visitar a casa de um alemão ou de alguém que mora aqui e já "alemanizou", não se esqueça de:
- Levar algo para o anfitrião. Vinho, flores, chocolate, torta, biscoitos... Qualquer coisa. Principalmente, se for a primeira vez que você está indo à casa dessa pessoa.
- Caso não saiba o que levar, pergunte. E se o anfitrião responder: um champagne francês caríssimo. Rá. Vai ter que levar. Mentira, pode mandar ele catar coquinho e levar um barato mesmo.
- Tire os sapatos. Na casa alemã, sempre há lugar para se pendurar o casaco e colocar os sapatos, principalmente, se o chão da casa for encapertado e você não quiser sujar a casa do outro com a lama da neve. Porque neve é linda e tal, mas vira um lama no final. (Rimou!). Então, é casaco no cabide e pés descalços. Se esqueceu desse detalhe e tiver com uma meia furada, pergunte, educamente, se você pode manter os sapatos. Mas, o mais normal é tirar mesmo. : )
- Se for uma festa grande, com muitos convidados, não aguarde que o anfitrião te sirva o tempo todo. Vá lá e pegue. Abra a geladeira. Pegue o prato. Sinta-se em casa. Se vire. Deu pra entender?
- Se quiser fazer uma visita, ligue e pergunte a disponibilidade. Muitos alemães não gostam de receber surpresas. A não ser que seja um amigo de longa data. Ou ele saiba que você é brasileiro e adora ser "espontâneo". Hihihihi
Alguns extras:
- Eles não acham estranho ligar pra sua casa nas horas das refeições, ou tarde da noite. Não fique chateado se isso acontecer com você. Caso esteja almoçando ou jantando, é só dizer: "Fulano, estou almoçano agora, posso ligar depois?" Eles irão entender. Ou nunca mais te ligar. Só que aí, foi o cara que não deu na noite anterior. Não é pessoal. hahahahaha
- Os festejos de Natal começam no primeiro advento, que é o primeiro domingo de dezembro e seguem os seguintes até o dia de Natal. Dia 26, aqui, ainda é Natal.
- Alguns adoram marcar encontros nos Mercados de Natal. Aguentem o frio, coloquem uma roupa bem quente e se joguem no Glühwein (quentão)!
E bora para as festas, que a gente merece!
- Levar algo para o anfitrião. Vinho, flores, chocolate, torta, biscoitos... Qualquer coisa. Principalmente, se for a primeira vez que você está indo à casa dessa pessoa.
- Caso não saiba o que levar, pergunte. E se o anfitrião responder: um champagne francês caríssimo. Rá. Vai ter que levar. Mentira, pode mandar ele catar coquinho e levar um barato mesmo.
- Tire os sapatos. Na casa alemã, sempre há lugar para se pendurar o casaco e colocar os sapatos, principalmente, se o chão da casa for encapertado e você não quiser sujar a casa do outro com a lama da neve. Porque neve é linda e tal, mas vira um lama no final. (Rimou!). Então, é casaco no cabide e pés descalços. Se esqueceu desse detalhe e tiver com uma meia furada, pergunte, educamente, se você pode manter os sapatos. Mas, o mais normal é tirar mesmo. : )
- Se for uma festa grande, com muitos convidados, não aguarde que o anfitrião te sirva o tempo todo. Vá lá e pegue. Abra a geladeira. Pegue o prato. Sinta-se em casa. Se vire. Deu pra entender?
- Se quiser fazer uma visita, ligue e pergunte a disponibilidade. Muitos alemães não gostam de receber surpresas. A não ser que seja um amigo de longa data. Ou ele saiba que você é brasileiro e adora ser "espontâneo". Hihihihi
Alguns extras:
- Eles não acham estranho ligar pra sua casa nas horas das refeições, ou tarde da noite. Não fique chateado se isso acontecer com você. Caso esteja almoçando ou jantando, é só dizer: "Fulano, estou almoçano agora, posso ligar depois?" Eles irão entender. Ou nunca mais te ligar. Só que aí, foi o cara que não deu na noite anterior. Não é pessoal. hahahahaha
- Os festejos de Natal começam no primeiro advento, que é o primeiro domingo de dezembro e seguem os seguintes até o dia de Natal. Dia 26, aqui, ainda é Natal.
- Alguns adoram marcar encontros nos Mercados de Natal. Aguentem o frio, coloquem uma roupa bem quente e se joguem no Glühwein (quentão)!
E bora para as festas, que a gente merece!
terça-feira, 13 de novembro de 2012
A saga do casaco
Aí que, mesmo não sendo inverno, já está frio pra carambola e você precisa sair de casaco, né? É o início da estação cebola: cheia de camadas!
Está frio, mas você não deixa de sair, certo? Certo. Ainda mais se você gosta muito de ir a restaurantes encontrar amigos/familiares/bichinhos de pelúcia, ops, quem quer que seja, certo? Certo².
Os restaurantes oferecem cabides pra você colocar seu casaco lindo e preferido lá. Claro, sempre pode haver um jeito pra colocar no encosto da cadeira, por exemplo. Mas, como tudo é possível, vai que a cadeira não tem encosto, porque ela passou no Pai de Santo primeiro? Opa, nada disso, não tem encosto porque é um banco mesmo, né? Ora pois.
Aí você vai lá, meio incrédula, e pendura seu casaco no cabide. E fica naquela: um olho no garçon, outro no cabide; um olho no cardápio, outro no cabide... Porque, de repente, não mais que de repente, o restaurante inventa de ficar cheio e todo mundo quer usar o mesmo cabide.
Aí você vê o seu casaco lindo e preferido sumir no meio dos outros. E se pergunta: será que eu vou conseguir achar esse casaco na hora de ir embora? Ou pior!!! Será que eu vou pegar o casaco CORRETO? Porque, óbvio, o seu casaco lindo e preferido é comum, é igual a todos os outros nessa época: marrom/preto, de lã ou enchimento. Estou errada?
E se os outros estão pensando a mesma coisa? E se eles pegarem o seu casaco por engano? E se você tiver esquecido algo de valor no bolso do casaco? Nossa Senhora! Aquela mulher ali está mexendo no seu casaco? Não é o seu? Você jura que é o seu e.... opa, não era.
O tempo passa, você fica vigiando o casaco, com um olho no cabide, outro na movimentação das pessoas. Aí se dá conta que garçon já passou, você já fez o pedido no automático, comida já chegou e...
esfriou.
Tudo porque você não queria perder de vista o casaco.
Aí te pergunto: você foi acompanhada(o) ao restaurante com quem mesmo? Só com o casaco?
p.s. não se preocupe, acontece nas melhores famílias. :)
p.s. do p.s.: uma hora você se acostuma.
p.s. do p.s. do p.s.: "você" não é meu alter ego. Juro.
Está frio, mas você não deixa de sair, certo? Certo. Ainda mais se você gosta muito de ir a restaurantes encontrar amigos/familiares/bichinhos de pelúcia, ops, quem quer que seja, certo? Certo².
Os restaurantes oferecem cabides pra você colocar seu casaco lindo e preferido lá. Claro, sempre pode haver um jeito pra colocar no encosto da cadeira, por exemplo. Mas, como tudo é possível, vai que a cadeira não tem encosto, porque ela passou no Pai de Santo primeiro? Opa, nada disso, não tem encosto porque é um banco mesmo, né? Ora pois.
Aí você vai lá, meio incrédula, e pendura seu casaco no cabide. E fica naquela: um olho no garçon, outro no cabide; um olho no cardápio, outro no cabide... Porque, de repente, não mais que de repente, o restaurante inventa de ficar cheio e todo mundo quer usar o mesmo cabide.
Aí você vê o seu casaco lindo e preferido sumir no meio dos outros. E se pergunta: será que eu vou conseguir achar esse casaco na hora de ir embora? Ou pior!!! Será que eu vou pegar o casaco CORRETO? Porque, óbvio, o seu casaco lindo e preferido é comum, é igual a todos os outros nessa época: marrom/preto, de lã ou enchimento. Estou errada?
E se os outros estão pensando a mesma coisa? E se eles pegarem o seu casaco por engano? E se você tiver esquecido algo de valor no bolso do casaco? Nossa Senhora! Aquela mulher ali está mexendo no seu casaco? Não é o seu? Você jura que é o seu e.... opa, não era.
O tempo passa, você fica vigiando o casaco, com um olho no cabide, outro na movimentação das pessoas. Aí se dá conta que garçon já passou, você já fez o pedido no automático, comida já chegou e...
esfriou.
Tudo porque você não queria perder de vista o casaco.
Aí te pergunto: você foi acompanhada(o) ao restaurante com quem mesmo? Só com o casaco?
p.s. não se preocupe, acontece nas melhores famílias. :)
p.s. do p.s.: uma hora você se acostuma.
p.s. do p.s. do p.s.: "você" não é meu alter ego. Juro.
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Filmes por aqui
Olha, demorou, mas até que já me acostumei: aqui quase não tem filme legendado nos cinemas! Os filmes são dublados. E uma dublagem capenga. Os dubladores brasileiros fariam sucesso por aqui. Opinião minha, claro. Eu morro, porque adorava assistir a filmes legendados. Já deixei de ver muito filme no Brasil quando só tinham a versão dublada no cinema da cidade.
Existem cinemas que passam filmes em versão original. Aqui em Berlin, conheço uns quatro apenas.
Aí, resolvemos falar sobre isso no curso de alemão. É, estou fazendo curso de novo. =D E eu descobri o cúmulo dos cúmulos.
Falávamos sobre como é o cinema nos nossos países de origem, quando uma colega polonesa fala:
- Lá na Polônia, só passa as versões originais dos filmes.
E a gente:
- Ahn?
E ela:
- É. Mas, um narrador lê as falas traduzidas para o polonês.
A gente:
- Cuma?
O professor:
- Sem interpretar? Uma única voz pra todos?
Ela:
- Sim, ele só lê.
A gente:
- Ok, então. Ficamos com a dublagem daqui mesmo.
Curioso, né?
Existem cinemas que passam filmes em versão original. Aqui em Berlin, conheço uns quatro apenas.
Aí, resolvemos falar sobre isso no curso de alemão. É, estou fazendo curso de novo. =D E eu descobri o cúmulo dos cúmulos.
Falávamos sobre como é o cinema nos nossos países de origem, quando uma colega polonesa fala:
- Lá na Polônia, só passa as versões originais dos filmes.
E a gente:
- Ahn?
E ela:
- É. Mas, um narrador lê as falas traduzidas para o polonês.
A gente:
- Cuma?
O professor:
- Sem interpretar? Uma única voz pra todos?
Ela:
- Sim, ele só lê.
A gente:
- Ok, então. Ficamos com a dublagem daqui mesmo.
Curioso, né?
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Coleguinha
Tenho uma coleguinha no estágio meio "suspeita".
Eu, na minha santa inocência, achava que os alemães eram mais discretos. Ou, eles são mesmo e é essa coleguinha que é a exceção da regra. Porque, meu povo, tudo tem limite.
Começou com um casaquinho. Apareci para uma reunião com um casaquinho preto e ela lá. Percebi que ela ficava me olhando. Ao final, não resistiu e comentou: "Que casaquinho lindo!". "Obrigada.", respondi. "Comprou aonde?". Epa! Discrição chegou aí e parou, né? "H&M". "Foi caro?" Epa²! Discrição, minha gente, discrição! "Comprei na promoção". A besta ainda responde, né?
Depois foi com um colar. Mesma cena acima. Diferença que o colar comprei na C&A. Sou chic e phyna, tá?
A última e mais extravagante foi com uma bolsa que eu já tenho há séculos. Saímos para almoçar juntas e levei a bolsa, claro. Daqui a pouco ela solta: "Que bolsa chique! Deve ter sido cara." Como eu já esperava, respondi logo. "Que nada! Comprei na Tchibo, na promoção, foi 15 euros (e foi mesmo, já disse que sou phyna), há mais de um ano." "Ah, mas é muito bonita, parece com bolsa cara. A minha que tem cara de bolsa comum. Mas também, comprei na C&A mesmo." E eu com um sorriso amarelo na cara.
Detalhe: a criatura fala isso, veneno da inveja correndo solto pelo canto da boca e com um Ray-Ban pendurado no nariz. Eu que não tenho nem um de camelô...
Posso com isso? Se eu ainda desse motivos REAIS, né mesmo?
Eu, na minha santa inocência, achava que os alemães eram mais discretos. Ou, eles são mesmo e é essa coleguinha que é a exceção da regra. Porque, meu povo, tudo tem limite.
Começou com um casaquinho. Apareci para uma reunião com um casaquinho preto e ela lá. Percebi que ela ficava me olhando. Ao final, não resistiu e comentou: "Que casaquinho lindo!". "Obrigada.", respondi. "Comprou aonde?". Epa! Discrição chegou aí e parou, né? "H&M". "Foi caro?" Epa²! Discrição, minha gente, discrição! "Comprei na promoção". A besta ainda responde, né?
Depois foi com um colar. Mesma cena acima. Diferença que o colar comprei na C&A. Sou chic e phyna, tá?
A última e mais extravagante foi com uma bolsa que eu já tenho há séculos. Saímos para almoçar juntas e levei a bolsa, claro. Daqui a pouco ela solta: "Que bolsa chique! Deve ter sido cara." Como eu já esperava, respondi logo. "Que nada! Comprei na Tchibo, na promoção, foi 15 euros (e foi mesmo, já disse que sou phyna), há mais de um ano." "Ah, mas é muito bonita, parece com bolsa cara. A minha que tem cara de bolsa comum. Mas também, comprei na C&A mesmo." E eu com um sorriso amarelo na cara.
Detalhe: a criatura fala isso, veneno da inveja correndo solto pelo canto da boca e com um Ray-Ban pendurado no nariz. Eu que não tenho nem um de camelô...
Posso com isso? Se eu ainda desse motivos REAIS, né mesmo?
sábado, 28 de abril de 2012
Feriadões na Alemanha
Eita que o mês de maio promete. Cheio de feriados. Três, pra falar a verdade.
E pra quem achava que alemão não "emenda" feriado, se enganou. Dia primeiro é terça e é feriado, né? Você vai trabalhar segunda? Porque os professores não. E muitos funcionários, que tem férias/folga pra tirar, claro, também não.
A diferença é apenas que a segunda será tirada das férias e não, como no serviço público no Brasil, que entra no calendário "normal" (tô errada?) ou como "ponto facultativo" (sei...).
Aí que, como eu sou brasileira e alemanizo um pouco a cada dia (traduzindo: não sou besta): emendei! E fiz meu feriadão. Rá!
Os próximos feriadões de Berlin (porque também varia de estado pra estado) são: ascensão de cristo, no dia 17, quinta-feira (hohohoho) e pentencostes, 28, segunda-feira (hohohoho 50x).
Resumindo 1: é nóis, negada!
Resumindo 2: Berlin vai estar entupida de turista. Fica a dica.
Em compensação, o próximo feriado é só dia 03 de outubro, quarta-feira. Todos chora.
E pra quem achava que alemão não "emenda" feriado, se enganou. Dia primeiro é terça e é feriado, né? Você vai trabalhar segunda? Porque os professores não. E muitos funcionários, que tem férias/folga pra tirar, claro, também não.
A diferença é apenas que a segunda será tirada das férias e não, como no serviço público no Brasil, que entra no calendário "normal" (tô errada?) ou como "ponto facultativo" (sei...).
Aí que, como eu sou brasileira e alemanizo um pouco a cada dia (traduzindo: não sou besta): emendei! E fiz meu feriadão. Rá!
Os próximos feriadões de Berlin (porque também varia de estado pra estado) são: ascensão de cristo, no dia 17, quinta-feira (hohohoho) e pentencostes, 28, segunda-feira (hohohoho 50x).
Resumindo 1: é nóis, negada!
Resumindo 2: Berlin vai estar entupida de turista. Fica a dica.
Em compensação, o próximo feriado é só dia 03 de outubro, quarta-feira. Todos chora.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Um novo sentido para "lavar as mãos"
Eu não sei como é aí, querid@ leitor(a), na sua casa, região ou país.
Eu só sei que lá na empresa, "lavar as mãos" tem um sentido diferente.
Vamos começar uma reunião e a colega:
- Um momento, vou ali lavar às mãos.
Chefe liga para o celular de um colega:
- Estou indo lavar as mãos.
Vamos sair para algum lugar:
- Antes tenho que ir lavar as mãos.
Com certeza, já entenderam o truque. Lá, "lavar as mãos" é o velho e conhecido "tirar água do joelho", "dar uma aliviada". rsrs
Ninguém fala: "Vou ao toilette". Não precisa. Lavar as mãos basta. ;)
E como é por aí?
Vamos começar uma reunião e a colega:
- Um momento, vou ali lavar às mãos.
Chefe liga para o celular de um colega:
- Estou indo lavar as mãos.
Vamos sair para algum lugar:
- Antes tenho que ir lavar as mãos.
Com certeza, já entenderam o truque. Lá, "lavar as mãos" é o velho e conhecido "tirar água do joelho", "dar uma aliviada". rsrs
Ninguém fala: "Vou ao toilette". Não precisa. Lavar as mãos basta. ;)
E como é por aí?
domingo, 15 de abril de 2012
Alemães e dinheiro
Alemães não falam sobre dinheiro. Em geral, claro.
Eles não falam abertamente sobre o tema.
Você, dificilmente, vai ouvir um alemão reclamando de sua situação financeira, que gastou muito na última compra ou estorou o cartão na viagem de férias.
Sobre salário, então!? Vixe! Assunto tabu! Primeiro, que eles são proibidos de falar sobre seus salários na empresa aonde trabalham. Tá lá no contrato. Não pode.
Aqui, é diferente do Brasil. No Brasil, existe a isonomia de direito: você exerce a mesma função do seu colega, tem o mesmo cargo e descrição, tem que ganhar a mesma coisa que ele.
Aqui, é livre concorrência. Não importa se você é recém-formado ou doutor em sei lá o quê. Se o recém-formado consegue se vender por X e o doutor por X,2, problema é do doutor que não se valorizou direito. Independente do cara ser estagiário e o outro ser gerente. Ou terem a mesma função. Pior ainda se o recém-formado conseguiu 2X, né? Azar do doutor.
Por isso, fica tudo em segredo.
Quando você está pesquisando o mercado de trabalho, fica perdidinho, sem saber aonde pegar dicas ou mesmo sem saber a quem perguntar. Até porque, é a empresa que pergunta quanto você quer ganhar. Não é ela que diz quanto está disposta a pagar. A não ser, claro, que a sua proposta seja estratosférica.
Alemão vai desconversar.
Brasileiro fala, reclama. Se me perguntarem (e veja bem, for meu amigo, certo?), eu vou responder. Sem problemas. Se eu comento com um alemão, ele olha pra baixo, MUDA de assunto...
Eu tenho uma amiga que é diretora de RH numa empresa. Já tentei tirar dela milhões de vezes algumas dicas e ela só responde: "bate", "está de acordo". Mas, porrraaaaa, não me dá uma informação concreta.
Mais uma coisa pra entender...
Eles não falam abertamente sobre o tema.
Você, dificilmente, vai ouvir um alemão reclamando de sua situação financeira, que gastou muito na última compra ou estorou o cartão na viagem de férias.
Sobre salário, então!? Vixe! Assunto tabu! Primeiro, que eles são proibidos de falar sobre seus salários na empresa aonde trabalham. Tá lá no contrato. Não pode.
Aqui, é diferente do Brasil. No Brasil, existe a isonomia de direito: você exerce a mesma função do seu colega, tem o mesmo cargo e descrição, tem que ganhar a mesma coisa que ele.
Aqui, é livre concorrência. Não importa se você é recém-formado ou doutor em sei lá o quê. Se o recém-formado consegue se vender por X e o doutor por X,2, problema é do doutor que não se valorizou direito. Independente do cara ser estagiário e o outro ser gerente. Ou terem a mesma função. Pior ainda se o recém-formado conseguiu 2X, né? Azar do doutor.
Por isso, fica tudo em segredo.
Quando você está pesquisando o mercado de trabalho, fica perdidinho, sem saber aonde pegar dicas ou mesmo sem saber a quem perguntar. Até porque, é a empresa que pergunta quanto você quer ganhar. Não é ela que diz quanto está disposta a pagar. A não ser, claro, que a sua proposta seja estratosférica.
Alemão vai desconversar.
Brasileiro fala, reclama. Se me perguntarem (e veja bem, for meu amigo, certo?), eu vou responder. Sem problemas. Se eu comento com um alemão, ele olha pra baixo, MUDA de assunto...
Eu tenho uma amiga que é diretora de RH numa empresa. Já tentei tirar dela milhões de vezes algumas dicas e ela só responde: "bate", "está de acordo". Mas, porrraaaaa, não me dá uma informação concreta.
Mais uma coisa pra entender...
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