Mais de 10 dias sem uma postagem e ninguém reclamou?
É... estou mesmo perdendo a notoriedade que um dia eu já tive. Vou usar a mesma tática que usei com uma mocinha outro dia: assim, vou cortar os pulsos com bolacha maria, tá?
Difícil vai ser achar a bolacha, mas, enfim... :)
Últimos dias foram de balanço, de muito trabalho, de mudança de pensamentos e de novos planos. Nunca pensei que ia voltar a atuar na minha área aqui na Alemanha. Precisei, por acaso, encontrar alguém (a presidente da ONG) para que as coisas começassem a acontecer. E como ímã, pessoas me procuram, projetos chegam e eu me sinto cada vez mais no caminho certo.
Eu tenho algumas histórias pra contar, mas, olha, serei sincera: criatividade sumiu. Passo o dia ou na frente do micro ou falando em alemão que chego em casa e quero fazer outras coisas. Mas, eu volto. Prometo.
Então, pedirei com carinho:
Aguardem no local. Já já, tia Eve está no pedaço novamente!
quinta-feira, 5 de junho de 2014
sábado, 24 de maio de 2014
As coisas simples do calor
Aí você vem morar num país com um inverno maravilhoso de longo e aprende, com a chegada da primavera e, consequentemente, de temperatutas mais altas, consideradas pelo lado de cá como "calor", a valorizar certos aspectos que antes eram desimportantes (existe isso?), por exemplo:
- Se livrar do peso das roupas.
- Poder aposentar botas e meias grossas.
- Usar meia-calça só como adereço.
- Suar!
- E, por isso, tomar dois banhos por dia sem se sentir culpada.
- Tomar sorvete com "vontade"
- Usar sandálias. Sem meia, claro.
- Usar aquele óculos escuros fashion.
- Tirar aquele vestido do guarda-roupa para usar.
- Aliás, arrumar o guarda-roupa para tirar as roupas de verão de lá do fundo e
- Oh meu Deus! Aqui está aquela blusa linda que estava procurando!
- Ver gente sorridente nas ruas.
- Andar de bicicleta sem congelar as mãos.
- E ver gente pelada nos parques. Mas, isso não é positivo dependendo da perspectiva. hohohoho
E vocês? O que tem mais para acrescentar?
sexta-feira, 16 de maio de 2014
Mundo pequeno
Lembra desse texto, em que o menininho fofo paralisou por saber que tinha uma brasileira ao lado? Pois. Dessa vez, fui eu quem paralisou.
Estava num café com o colega do tandem (ele querendo aprender português e eu, melhorando o inglês). Conversa vai, conversa vem, um cara sentado no canto, com o laptop aberto e parecendo estar trabalhando, fala:
- Olha, se você ensinar errado eu vou perceber, viu?
Lógico que ele falou em português. Lógico que eu tomei um susto.
- Ah, porque você falou isso? Agora eu fiquei com vergonha.
E me encolhi toda na cadeira, me escondendo atrás do meu lenço. Parecia uma criança.
Ele:
- Imagina, estava só brincando. De onde você é?
- Bahia. E você?
- São Paulo.
Pronto, ficamos por aí e eu tentei me concentrar no português sem me preocupar em estar falando besteira.
Cuidado! Pode ter um brasileiro agora, aí do seu lado! :)
Estava num café com o colega do tandem (ele querendo aprender português e eu, melhorando o inglês). Conversa vai, conversa vem, um cara sentado no canto, com o laptop aberto e parecendo estar trabalhando, fala:
- Olha, se você ensinar errado eu vou perceber, viu?
Lógico que ele falou em português. Lógico que eu tomei um susto.
- Ah, porque você falou isso? Agora eu fiquei com vergonha.
E me encolhi toda na cadeira, me escondendo atrás do meu lenço. Parecia uma criança.
Ele:
- Imagina, estava só brincando. De onde você é?
- Bahia. E você?
- São Paulo.
Pronto, ficamos por aí e eu tentei me concentrar no português sem me preocupar em estar falando besteira.
Cuidado! Pode ter um brasileiro agora, aí do seu lado! :)
segunda-feira, 12 de maio de 2014
Eu não faço chafé
Estava na ONG aonde estou trabalhando e, como tínhamos uma reunião, resolvi que ia fazer café para as meninas que estavam lá comigo.
Água, filtro, pó e liga a máquina. Check!
Tempo passa, café fica pronto e a colega vai servir a gente. No meio do processo, percebo que ela também colocou água pra ferver e pensei: "Ora bolinhas, ela vai tomar chá e café? "
Só que o que eu não sabia, era que ela só estava sendo discreta. A reação da outra foi mais ou menos assim: "Booooo!!! Impossível tomar esse café!"
A colega discreta ia botar água no café pra diluir. Vejam vocês.
Já a indiscreta pegou a garrafa com o café e jogou o conteúdo fora. Elas fizeram um novo.
Problema foi que eu fiz um café brasileiro. Ou seja, forte! O pessoal por aqui bebe chafé e aí o meu foi rejeitado.
Mas né? Tinha que jogar fora? Eu teria bebido todinho.
Água, filtro, pó e liga a máquina. Check!
Tempo passa, café fica pronto e a colega vai servir a gente. No meio do processo, percebo que ela também colocou água pra ferver e pensei: "Ora bolinhas, ela vai tomar chá e café? "
Só que o que eu não sabia, era que ela só estava sendo discreta. A reação da outra foi mais ou menos assim: "Booooo!!! Impossível tomar esse café!"
A colega discreta ia botar água no café pra diluir. Vejam vocês.
Já a indiscreta pegou a garrafa com o café e jogou o conteúdo fora. Elas fizeram um novo.
Problema foi que eu fiz um café brasileiro. Ou seja, forte! O pessoal por aqui bebe chafé e aí o meu foi rejeitado.
Mas né? Tinha que jogar fora? Eu teria bebido todinho.
quinta-feira, 8 de maio de 2014
Um caso para separação
História quase velha que esqueci de contar... rs
Amiga foi para o Brasil e perguntou o que eu queria que ela trouxesse para mim. Amiga é mineira e não pensei duas vezes:
- Ah, traz doce de leite em barra pra mim, daquele "de fazenda".
Amiga fofa trouxe o doce de leite. Experimentei lá na casa dela mesmo. Coisa de outro mundo. Só que ela trouxe só uma barra. Uma unicazinha.
Guardei no fundo do armário. Queria que fosse só pra mim, não ia dividir com ninguém, ora bolinhas. Sou dessas, não esqueçam.
Pois. Cada dia ia comendo um pouquinho. Até que dias depois...
- Amor, cadê meu doce de leite?
- Que doce de leite?
- O que estava no armário.
- Ah, aquilo velho que estava no armário?
- Ai, meu Deus!! O que você fez??
- Fui arrumar o armário, pensei que ninguém estivesse comendo, joguei fora.
- Como assim jogou fora? Como assim ninguém estava comendo? Como assim velho?
Sangue subiu. Quase pulei no pescoço dele, só não fiz porque eu lembrei que ele é maior e mais forte.
- Eu pensei que ninguém quisesse mais.
- Eu ganhei esse doce outro dia, que a Isa me deu!!!
- Mas, mas...
- %$§#&!%?$§#&!!!
Escrevo pra amiga:
"Marido jogou o doce de leite fora! Vou me separar!"
Era ou não era um bom motivo?
quinta-feira, 1 de maio de 2014
Palhacinho
Pessoa sai pra aproveitar um dia de sol com marido e vai passear no cantinho preferido dela. Lá, além de restaurantes, tem uma Häagen-Dazs (que nome é esse?) e eles resolveram que poderiam aproveitar melhor o restinho do dia tomando um sorvete.
Pessoa entra com o marido na loja e fica meio perdida com tantos sabores exóticos e apaixonantes. Até que dá de cara com um "Strawberry Cheesecake" e quase grita:
-Ah, eu quero esse!!! (Crianças, por favor, não façam isso)
Marido da pessoa faz o pedido e na hora:
- Por favor, uma bola de Käsekuchen pra ela.
Pessoa ria e a atendente olhava pra ele meio que perdida. Aí, pra evitar mal entendidos, pessoa falou:
- Strawberry Cheesecake, por favor.
Saem da loja rindo e marido:
- Como pode a atendente alemã não entender alemão?
Para quem não entendeu: Käsekuchen é a versão alemã gorda do Cheesecake. :)
Palhacinho ele, né? E acho que a atendente não entendeu a piada até agora.
Pessoa entra com o marido na loja e fica meio perdida com tantos sabores exóticos e apaixonantes. Até que dá de cara com um "Strawberry Cheesecake" e quase grita:
-Ah, eu quero esse!!! (Crianças, por favor, não façam isso)
Marido da pessoa faz o pedido e na hora:
- Por favor, uma bola de Käsekuchen pra ela.
Pessoa ria e a atendente olhava pra ele meio que perdida. Aí, pra evitar mal entendidos, pessoa falou:
- Strawberry Cheesecake, por favor.
Saem da loja rindo e marido:
- Como pode a atendente alemã não entender alemão?
Para quem não entendeu: Käsekuchen é a versão alemã gorda do Cheesecake. :)
Palhacinho ele, né? E acho que a atendente não entendeu a piada até agora.
quinta-feira, 24 de abril de 2014
Tem gente que não colabora
Estava no quarto lendo à noite, quando escuto a campanhia da porta tocar. Dois minutos depois, entra marido no quarto e diz que, aparentemente, tinha um apartamento pegando fogo no prédio.
Vizinho de cima veio bater na nossa porta para avisar e saber se não era o nosso. Saí no corredor e tinha uma fumaça escura e fedorenta acumulada. Vizinho fofo já tinha batido em todos os apartamentos para saber se era em algum e não era. Só que havia dois apartamentos fechados e ficamos imaginando que pudesse ser neles. Um dos apartamentos era o do vizinho do nosso andar.
Resolvemos chamar os bombeiros. Aí, né, para uma suspeita de incêndio chegam, fechando a rua: três carros de bombeiros, uma ambulância e dois carros da polícia. Berlin, minha gente.
Bombeiros fizeram a mesma coisa: passaram em cada apartamento e perguntaram se estava tudo ok. Só que tinha esses dois fechados, né? A fumaça, nesse meio tempo, já tinha se disperçado. A gente acreditava que alguém deixou a comida queimar no fogo e agora era o gás que estava escapando.
Bombeiros desesperados para saber o que estava acontecendo, tiveram que arrombar as portas dos dois apartamentos fechados.
Coisas que aprendi com isso:
- Posso ficar tranquila em fechar a porta do meu apartamento e sair pra viajar. O trabalho que deu para eles conseguirem abrir a porta não está no gibi. Foi necessário desmanchar a fechadura. Além de ter feito muito barulho.
- Bombeiros não são sempre lindos e maravilhosos.
- Mas, são super bem humorados. Depois que eles abriram o apartamento do meu vizinho e viram que não era lá, eles chamaram o policial e o chefe da ação disse rindo: "Aí ó, arrombamos e agora o trabalho é de vocês, se vira aí.".
- A polícia colocou fechaduras novas e as chaves tinham que ser recolhidas pelo morador na delegacia.
- Tem gente que acha que paga a conta caso os bombeiros sejam chamados. Porque só isso justifica, segundo o chefe, o fidamãe do vizinho do segundo andar não ter admitido que o problema tinha sido na casa dele.
Se ele tivesse dito logo, os bombeiros não teriam tido trabalho nenhum, nem o nosso vizinho passaria pelo estresse de encontrar, à noite, seu apartamento arrombado e ainda ter que ir à delegacia.
Aliás, nem teria sido necessário chamar os bombeiros, se o cara do segundo andar tivesse dito logo pro nosso vizinho que estava tudo sob controle, que tinha sido só uma bendita panela.
Tem gente que eu não sei não, viu?
Vizinho de cima veio bater na nossa porta para avisar e saber se não era o nosso. Saí no corredor e tinha uma fumaça escura e fedorenta acumulada. Vizinho fofo já tinha batido em todos os apartamentos para saber se era em algum e não era. Só que havia dois apartamentos fechados e ficamos imaginando que pudesse ser neles. Um dos apartamentos era o do vizinho do nosso andar.
Resolvemos chamar os bombeiros. Aí, né, para uma suspeita de incêndio chegam, fechando a rua: três carros de bombeiros, uma ambulância e dois carros da polícia. Berlin, minha gente.
Bombeiros fizeram a mesma coisa: passaram em cada apartamento e perguntaram se estava tudo ok. Só que tinha esses dois fechados, né? A fumaça, nesse meio tempo, já tinha se disperçado. A gente acreditava que alguém deixou a comida queimar no fogo e agora era o gás que estava escapando.
Bombeiros desesperados para saber o que estava acontecendo, tiveram que arrombar as portas dos dois apartamentos fechados.
Coisas que aprendi com isso:
- Posso ficar tranquila em fechar a porta do meu apartamento e sair pra viajar. O trabalho que deu para eles conseguirem abrir a porta não está no gibi. Foi necessário desmanchar a fechadura. Além de ter feito muito barulho.
- Bombeiros não são sempre lindos e maravilhosos.
- Mas, são super bem humorados. Depois que eles abriram o apartamento do meu vizinho e viram que não era lá, eles chamaram o policial e o chefe da ação disse rindo: "Aí ó, arrombamos e agora o trabalho é de vocês, se vira aí.".
- A polícia colocou fechaduras novas e as chaves tinham que ser recolhidas pelo morador na delegacia.
- Tem gente que acha que paga a conta caso os bombeiros sejam chamados. Porque só isso justifica, segundo o chefe, o fidamãe do vizinho do segundo andar não ter admitido que o problema tinha sido na casa dele.
Se ele tivesse dito logo, os bombeiros não teriam tido trabalho nenhum, nem o nosso vizinho passaria pelo estresse de encontrar, à noite, seu apartamento arrombado e ainda ter que ir à delegacia.
Aliás, nem teria sido necessário chamar os bombeiros, se o cara do segundo andar tivesse dito logo pro nosso vizinho que estava tudo sob controle, que tinha sido só uma bendita panela.
Tem gente que eu não sei não, viu?
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