Domingo foi dia de ligar pra casa. Dessa vez, resolvi ligar primeiro para a casa da minha avó paterna, única que ainda vive. Depois ligaria para meus pais e meu irmão.
Justo nesse dia, foi um dia de almoço em família por lá. Não só encontrei a minha avó, como meus pais e o resto dos tios em casa. Passei um tempão conversando com eles e dando boas risadas.
Até que um tio, que já tinha falado comigo ao telefone, toma-o da mão de meu pai e pergunta:
- E o cara lá fez a cirurgia?
Pausa. Esse meu tio fez uma cirurgia de próstata para retirar o que era o princípio de um câncer e eu tive um amigo alemão com o mesmo problema que conversou com ele sobre a cirurgia. Desde então, ele sempre perguntou pelo "cara lá". Fim da Pausa.
- Meu pai não te contou? Eu disse para te avisar. Ele fez a cirurgia há uns quatro meses.
- E está bom?
- Está sim, já voltou a trabalhar e tudo.
- Eu pergunto se está "levantando".
- Ahhhh tio, isso eu não sei, não dá pra perguntar.
- Tá ou não tá?
- Ai, não sei mesmo. Pelo menos, a mulher dele não está reclamando. hahahahaha!
- Hahahahaha! Porque aqui está levantando sim. Tudo certinho.
- Hahahahahaahaha! Eu não precisava ouvir isso!
E o pessoal atrás dele, inclusive o meu pai que esperava o telefone, se acabando de rir! Nas gargalhadas mesmo.
O que umas doses de cerveja não fazem com um homem!
terça-feira, 7 de setembro de 2010
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
FAQ - 14. Você não vai procurar trabalho, preguiça?
Eu vou procurar. Só não sei se vou achar. ;)
Está chegando a hora de começar a procurar um emprego aqui em Berlin. Não só pelo tempo que se passou, mas pelo alemão que já aprendi, pelo dinheiro que preciso ganhar e pelas experiências que preciso adquirir.
Neste momento, principalmente, o emprego servirá para ter experiência no mercado daqui e para melhorar o meu alemão. Porque eu preciso ter contato com as pessoas, ora bolas, para que isso aconteça.
Não adianta ir para o curso, assistir quatro horas de aula todo dia e chegar em casa falando português. Assim, nunca vou ter um bom alemão.
Já estou fazendo o B2 e, segundo as minhas pesquisas, é o nível de alemão que começa a ser aceito em algumas empresas. No final de outubro farei a prova para o certificado.
Mas, eu tenho quase certeza que não irei arrumar diretamente um emprego. O que vou conseguir, se e quando conseguir, será um estágio. Aqui, está na moda contratar estagiários (não precisam estar estudando), para fazer o mesmo que o empregado faria, só que por 1/5 do que seria pago para um, ou menos ainda.
Eu já pensei em me oferecer para trabalhos voluntários, em dar aulas de português para alemães, em entrar em contato com instituições para estrangeiros, etc etc etc. Já pensei um monte de coisas, mas ainda tenho muito o que fazer antes disso. Nem o currículo em alemão tenho ainda.
Para mim, o que importa nesse momento é quebrar barreiras. Antigamente, quando eu pensava que estava chegando a hora de arrumar um estágio/emprego/whatever, eu ficava morrendo de medo, angustiada, achando que não daria conta. Hoje em dia, graças a Deus, esse sentimento mudou e estou ansiosa para ter uma oportunidade.
Como já disse uma vez, tudo vem com o tempo, inclusive a segurança que eu preciso. O certo é respeitar isso, já que não tem ninguém e nenhuma circunstância me pressionando senão eu mesma.
Se souberem de algum trabalhinho pra mim (que não seja sujo. rsrs), podem me dizer. ;)
Está chegando a hora de começar a procurar um emprego aqui em Berlin. Não só pelo tempo que se passou, mas pelo alemão que já aprendi, pelo dinheiro que preciso ganhar e pelas experiências que preciso adquirir.
Neste momento, principalmente, o emprego servirá para ter experiência no mercado daqui e para melhorar o meu alemão. Porque eu preciso ter contato com as pessoas, ora bolas, para que isso aconteça.
Não adianta ir para o curso, assistir quatro horas de aula todo dia e chegar em casa falando português. Assim, nunca vou ter um bom alemão.
Já estou fazendo o B2 e, segundo as minhas pesquisas, é o nível de alemão que começa a ser aceito em algumas empresas. No final de outubro farei a prova para o certificado.
Mas, eu tenho quase certeza que não irei arrumar diretamente um emprego. O que vou conseguir, se e quando conseguir, será um estágio. Aqui, está na moda contratar estagiários (não precisam estar estudando), para fazer o mesmo que o empregado faria, só que por 1/5 do que seria pago para um, ou menos ainda.
Eu já pensei em me oferecer para trabalhos voluntários, em dar aulas de português para alemães, em entrar em contato com instituições para estrangeiros, etc etc etc. Já pensei um monte de coisas, mas ainda tenho muito o que fazer antes disso. Nem o currículo em alemão tenho ainda.
Para mim, o que importa nesse momento é quebrar barreiras. Antigamente, quando eu pensava que estava chegando a hora de arrumar um estágio/emprego/whatever, eu ficava morrendo de medo, angustiada, achando que não daria conta. Hoje em dia, graças a Deus, esse sentimento mudou e estou ansiosa para ter uma oportunidade.
Como já disse uma vez, tudo vem com o tempo, inclusive a segurança que eu preciso. O certo é respeitar isso, já que não tem ninguém e nenhuma circunstância me pressionando senão eu mesma.
Se souberem de algum trabalhinho pra mim (que não seja sujo. rsrs), podem me dizer. ;)
domingo, 5 de setembro de 2010
Leipzig
Ontem fomos conhecer Leipzig, cidade a cerca de 200 km de Berlin, em Sachsen. A cidade tem 525 mil habintantes e muita história.
Foi lá que Bach regeu um coral.
Foi lá que a resistência à época da DDR deu início, na Thomas Kirche.
E foi lá que aconteceu a maior batalha do século 19 na Europa, com direito a um monumento de 91 metros em sua homenagem. O maior da Europa, e arrisco, o mais bonito.
O mumento se chama Völkerschlachtdenkmal (Monumento à Batalha dos Povos), sua construção foi concluída em 1913, no centenário da batalha, que ocorreu entre os dias 16 e 19 de outubro de 1813, envolveu 500 mil soldados, numa luta corpo a corpo, matou 110 mil e outras dezenas de milhares depois, nos hospitais.
A Batalha ocorreu porque a Suécia, Prússia (Alemanha ainda não era Alemanha na época), Rússia e Áustria se juntaram para lutar contra o avanço das tropas de Napoleão. E os povos venceram, mandando Napoleão de volta à França.
Mas, o monumento é mais que isso. Chamou a minha atenção pelo que ele significa. No topo e dentro, existem 16 guerreiros de cabeça baixa, representando a tristeza e o respeito pelas perdas na guerra, 8 máscaras funerárias, representando a dor da morte ou "o morrer" e 4 estátuas, representando as virtudes dos povos.
Tapferkeit: Bravura.
Glaubenstärken: A força da crença
Völkeskraft: O poder do povo
Opferbereit: Disposição ao sacrifício.
É claro que tanto os nazistas quanto os russos (DDR) usaram muito o significado do monumento para promoção política. Pensem apenas nos povos. Só neles, como uma coisa só.
Recomendo muito a visita.
Foi lá que Bach regeu um coral.
Foi lá que a resistência à época da DDR deu início, na Thomas Kirche.
E foi lá que aconteceu a maior batalha do século 19 na Europa, com direito a um monumento de 91 metros em sua homenagem. O maior da Europa, e arrisco, o mais bonito.
O mumento se chama Völkerschlachtdenkmal (Monumento à Batalha dos Povos), sua construção foi concluída em 1913, no centenário da batalha, que ocorreu entre os dias 16 e 19 de outubro de 1813, envolveu 500 mil soldados, numa luta corpo a corpo, matou 110 mil e outras dezenas de milhares depois, nos hospitais.
A Batalha ocorreu porque a Suécia, Prússia (Alemanha ainda não era Alemanha na época), Rússia e Áustria se juntaram para lutar contra o avanço das tropas de Napoleão. E os povos venceram, mandando Napoleão de volta à França.
Mas, o monumento é mais que isso. Chamou a minha atenção pelo que ele significa. No topo e dentro, existem 16 guerreiros de cabeça baixa, representando a tristeza e o respeito pelas perdas na guerra, 8 máscaras funerárias, representando a dor da morte ou "o morrer" e 4 estátuas, representando as virtudes dos povos.
Tapferkeit: Bravura.
Glaubenstärken: A força da crença
Völkeskraft: O poder do povo
Opferbereit: Disposição ao sacrifício.
É claro que tanto os nazistas quanto os russos (DDR) usaram muito o significado do monumento para promoção política. Pensem apenas nos povos. Só neles, como uma coisa só.
Recomendo muito a visita.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Nem só eu pago mico ou Tudojuntomisturado
Estava no intervalo da turma de alemão - pausa. Ihhh, agora que as aulas começaram, vocês vão encher o saco de tanto ler sobre isso. Fim da Pausa - conversando com os colegas latinos do curso e uma mexicana estava falando sobre o seu novo trabalho (ela é cientista, tá?) e uma proposta que ela tinha que escrever, quando uma colega pergunta quanto tempo ela ia precisar. E ela responde:
- Pero no mucho because ich muss arbeiten.
Vocês vão ler a frase duas vezes que eu sei.
Perguntamos de novo e ela deu a mesma resposta.
- Fulana, você está falando três línguas ao mesmo tempo.
- Ah é....
E continuou a conversa em espanhol. Melhor ficar segura na língua materna, né? ;)
Como eu sou uma pessoa poliglota (cof! cof! cof!), traduzo o que ela quis dizer: Mas não muito, porque eu tenho que trabalhar.
- Pero no mucho because ich muss arbeiten.
Vocês vão ler a frase duas vezes que eu sei.
Perguntamos de novo e ela deu a mesma resposta.
- Fulana, você está falando três línguas ao mesmo tempo.
- Ah é....
E continuou a conversa em espanhol. Melhor ficar segura na língua materna, né? ;)
Como eu sou uma pessoa poliglota (cof! cof! cof!), traduzo o que ela quis dizer: Mas não muito, porque eu tenho que trabalhar.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Duas vezes - Blog Day!

Fui indicada para o Blog Day duas vezes, pela Garota Enxaqueca e pela Jane. Obrigada, meninas!
O Blog Day foi dia 31/08 e os selos deveriam ser postados e entregues nesse dia. Mas, como nem tudo na Internet é rápido, recebi e estou postando com um certo atraso.
Eu tenho que escolher 5 blogs para quem vou entregar o sele e justificar a minha escolha. Não gosto muito de indicar, mas como eu preciso explicar a indicação, é bom que vocês ficam sabendo alguns motivos para eu ler determinados blogs.
Querido Deus, obg por me exportar: porque a mulher é poderosa, sempre escreve de forma divertida, com gírias que só ela usa e ainda brinca na edição de uns vídeos bem legais.
Crônicas Urbanas: quando eu crescer, quero ser como a Mônica. Ela fala sobre o que dá vontade, de um jeito tão claro e humorado, que se ela fosse me dar uma bronca, agradeceria. rs
Arte da Flor: não preciso dizer muita coisa, leiam o último post dela e vocês irão entender.
Ela é americana... da América do Sul: pensamos parecido em muitas coisas e ela sempre escreve como eu gostaria de escrever e meu jeito "curto e grosso" não deixa.
E o quinto lugar vai para todos os outros blogs que leio e estão ali do lado. Eu leio porque gosto como escrevem, me identifico com algumas histórias e alguns já são grandes amigos.
Produtos de limpeza
Se você é uma pessoa preguiçosa, sem tempo ou o oposto, adora fazer a limpeza da sua casa, o melhor lugar para você é a Alemanha.
Aqui tem produto para todo tipo de sujeira. Eu faço parte do grupo dos preguiçosos e não tenho puztfrau. Óbvio. Então, ter descoberto isso fez meus dias mais felizes! =P
Além dos produtos básicos como desinfetante e desengordurantes de todos os jeitos que você pode imaginar e amaciante para todo tipo de tecido (ok, não é produto de limpeza, mas vale a lembrança), existem tantos outros que, ao menos eu, não sabia que existia.
Antimofo para a cortina do banheiro? Tem.
Limpador específico para azulejos do banheiro? Tem.
Limpador do rejunte (me senti um pedreiro agora) do azulejo? Tem.
Pano para aplicação de cada produto: com microfibra, de alto poder de absorção, específico para pó e outras coisas? Tem.
Produto para limpar vidro das janelas? Tem.
Para tirar restos de tinta? Tem.
Deixou suco cair no carpete e fez aquela mancha? Tem uma espuminha mágica que você passa, deixa secar e PUFF! a mancha sumiu.
Para tirar manchas de qualquer tipo, inclusive sangue e outra coisa que fiquei com vergonha de escrever? Tem. (Gente, eu sou uma menina recatada, tá?)
E mais uma infinidade que eu lembrava, mas que, escrevendo o texto, me esqueci. Ah sim, eu sou uma pessoa esquecida também.
Quem sou eu?
Aqui tem produto para todo tipo de sujeira. Eu faço parte do grupo dos preguiçosos e não tenho puztfrau. Óbvio. Então, ter descoberto isso fez meus dias mais felizes! =P
Além dos produtos básicos como desinfetante e desengordurantes de todos os jeitos que você pode imaginar e amaciante para todo tipo de tecido (ok, não é produto de limpeza, mas vale a lembrança), existem tantos outros que, ao menos eu, não sabia que existia.
Antimofo para a cortina do banheiro? Tem.
Limpador específico para azulejos do banheiro? Tem.
Limpador do rejunte (me senti um pedreiro agora) do azulejo? Tem.
Pano para aplicação de cada produto: com microfibra, de alto poder de absorção, específico para pó e outras coisas? Tem.
Produto para limpar vidro das janelas? Tem.
Para tirar restos de tinta? Tem.
Deixou suco cair no carpete e fez aquela mancha? Tem uma espuminha mágica que você passa, deixa secar e PUFF! a mancha sumiu.
Para tirar manchas de qualquer tipo, inclusive sangue e outra coisa que fiquei com vergonha de escrever? Tem. (Gente, eu sou uma menina recatada, tá?)
E mais uma infinidade que eu lembrava, mas que, escrevendo o texto, me esqueci. Ah sim, eu sou uma pessoa esquecida também.
Quem sou eu?
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Alguns hábitos são estranhos
Um hábito estranho que eu sempre notei mas que, também estranhamente, nunca havia comentado aqui é o hábito que algumas pessoas têm em assoar o nariz em público.
É claro que, com o tempo frio, você está caminhando na rua ou numa sala com outras pessoas, sente a necessidade de assoar o nariz. Não precisa estar resfriado para isso. E como é constante, as pessoas se acostumaram a fazer isso na frente de outras. Eu faço, só que não como vou relatar a partir de agora.
Na turma de alemão tem um espanhol que está resfriado. Consequentemente, ele estava com "problemas" no nariz e tinha que assoá-lo mais vezes do que uma pessoa normal submetida a baixas temperaturas.
Só que ele assoava o nariz com tanta força, tão alto e tão frequente que começou a incomodar a turma.
Imagina você numa aula de alemão, a professora passando uma informação importante e no momento da resposta:
- FOOONNNNNNNNNN!!!
- O que, professora?
- FONNNNNNN!
- Esquece, deixa pra lá.
Era mais ou menos assim.
E querem saber mais? Ele abria o lenço o tempo todo para achar um "cantinho" seco. E a gente lá, tendo que conviver com aquela vista... o lenço branco, todo amarelado. "Eca!" - vocês pensaram. Eca mesmo!
Para isso existem os lenços de papel! (Ambientalistas, vocês não leram isso.)
É claro que, com o tempo frio, você está caminhando na rua ou numa sala com outras pessoas, sente a necessidade de assoar o nariz. Não precisa estar resfriado para isso. E como é constante, as pessoas se acostumaram a fazer isso na frente de outras. Eu faço, só que não como vou relatar a partir de agora.
Na turma de alemão tem um espanhol que está resfriado. Consequentemente, ele estava com "problemas" no nariz e tinha que assoá-lo mais vezes do que uma pessoa normal submetida a baixas temperaturas.
Só que ele assoava o nariz com tanta força, tão alto e tão frequente que começou a incomodar a turma.
Imagina você numa aula de alemão, a professora passando uma informação importante e no momento da resposta:
- FOOONNNNNNNNNN!!!
- O que, professora?
- FONNNNNNN!
- Esquece, deixa pra lá.
Era mais ou menos assim.
E querem saber mais? Ele abria o lenço o tempo todo para achar um "cantinho" seco. E a gente lá, tendo que conviver com aquela vista... o lenço branco, todo amarelado. "Eca!" - vocês pensaram. Eca mesmo!
Para isso existem os lenços de papel! (Ambientalistas, vocês não leram isso.)
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