Há tempos atrás, escrevi que queria escrever um livro e começaria por um de contos. Vocês me deram a maior força.
Pois, eu comecei a escrevê-lo naquela época mesmo. Escrevi doze contos. Depois parei de escrever. A inspiração acabou. Como eu sei que eu não vou continuar, decidi publicá-los aqui no blog. Um por mês, durante os próximos meses.
Alguns, confesso, não são lá essas coisas. Já tem outros que são legaizinhos. Eu não tenho estilo literário. Aliás, não tenho estilo algum. Vocês irão perceber ao lê-los como eu vou mudando a narrativa, os diálogos, as apresentações. Eu não sou boa em detalhes também. Sou quase sempre muito objetiva. E para criar uma atmosfera num conto é pouco. Mas, quem sabe vocês gostam, né? Ou de um, ou de outro.
O primeiro publicarei essa semana. Aguardem. Tenho que revisar antes, né?
Depois, é só reclamarem nos comentários caso não gostem. =P
quinta-feira, 7 de junho de 2012
domingo, 3 de junho de 2012
Das coisas do acaso
Marido e eu estávamos de carro, parados no sinal. Olhei para o lado da rua e observei uma curiosa cena:
Um senhor, aparentemente um sem-teto, passando por uma calçada, conversou algo com duas pessoas que estavam em suas mesas no café que ocupava essa mesma calçada. (Verão em Berlin, os cafés e bares colocam as mesas nas calçadas)
Eu não sei o que ele disse para essas pessoas, talvez só tenha desejado um bom dia, como já aconteceu comigo algumas vezes. Eles responderam, sorridentes, tanto quanto podiam. O senhor seguiu o seu caminho.
E os dois, homem e mulher, que, até então, não se conheciam (deduzo por estarem sentados sozinhos, em mesas separadas), começam a conversar. Pelo sorriso dos dois, a conversa estava agradável. Só não sei como ou se terminou, porque seguimos o nosso caminho.
Aí me peguei pensando: a atitude de um sem-teto pode ter aproximado duas pessoas. Melhor ainda, no espaço de apenas um minuto. Porque foi o tempo em que o sinal ficou fechado e eu pude observar a cena.
Um minuto e algo pode ter evoluído desse contato fortuito.
Um minuto.
O que você pode fazer da sua vida em um minuto? Já pensou nisso? Eu estou pensando nisso agora.
Um senhor, aparentemente um sem-teto, passando por uma calçada, conversou algo com duas pessoas que estavam em suas mesas no café que ocupava essa mesma calçada. (Verão em Berlin, os cafés e bares colocam as mesas nas calçadas)
Eu não sei o que ele disse para essas pessoas, talvez só tenha desejado um bom dia, como já aconteceu comigo algumas vezes. Eles responderam, sorridentes, tanto quanto podiam. O senhor seguiu o seu caminho.
E os dois, homem e mulher, que, até então, não se conheciam (deduzo por estarem sentados sozinhos, em mesas separadas), começam a conversar. Pelo sorriso dos dois, a conversa estava agradável. Só não sei como ou se terminou, porque seguimos o nosso caminho.
Aí me peguei pensando: a atitude de um sem-teto pode ter aproximado duas pessoas. Melhor ainda, no espaço de apenas um minuto. Porque foi o tempo em que o sinal ficou fechado e eu pude observar a cena.
Um minuto e algo pode ter evoluído desse contato fortuito.
Um minuto.
O que você pode fazer da sua vida em um minuto? Já pensou nisso? Eu estou pensando nisso agora.
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Uma questão de processo
A pessoa quer colorir e enfeitar a casa na primavera, né?
Né.
Pra isso, a pessoa, então, compra flores, certo?
Certo.
Pra fazer uma média com marido, compra as flores e dá pra ele. Lindo isso?
Lindo.
Aí, ele agradece e coloca-as num vaso.
Sim, nada demais.
Tudo maravilhoso se, ao passar na sala e olhar as flores novamente, a pessoa não percebesse que as flores estavam murchas e já estava pensando em voltar na floricultura pra reclamar por terem lhe vendido flores velhas.
Ok. Muita hora nessa calma.
Pega o vaso para analisar. E lembra do processo acima. Marido pegou as flores e colocou-as no vaso.
Faltou um processo, não? Sim, faltou.
Véio, na boa? Dá pra por água no vaso?
Né.
Pra isso, a pessoa, então, compra flores, certo?
Certo.
Pra fazer uma média com marido, compra as flores e dá pra ele. Lindo isso?
Lindo.
Aí, ele agradece e coloca-as num vaso.
Sim, nada demais.
Tudo maravilhoso se, ao passar na sala e olhar as flores novamente, a pessoa não percebesse que as flores estavam murchas e já estava pensando em voltar na floricultura pra reclamar por terem lhe vendido flores velhas.
Ok. Muita hora nessa calma.
Pega o vaso para analisar. E lembra do processo acima. Marido pegou as flores e colocou-as no vaso.
Faltou um processo, não? Sim, faltou.
Véio, na boa? Dá pra por água no vaso?
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Do stress
Voltei pra casa ontem (Iupiiii!!!!!!) decidida a eliminar o stress da minha vida. Sei que não será tarefa fácil. Fácil também não serão os próximos dias. Muitas decisões pra tomar, muitas adaptações, muitos planejamentos, muito pra se fazer e tem gente que não vai entender nada, lará, lará, mas muito também não posso/quero dizer, lerê, lerê.
Então, vou começar eliminando as coisas pequenas.
Mudei (eu não, que sou fraca, foi marido) os móveis do meu cantinho que chamo de escritório de lugar pra ter mais conforto e espaço.
Ver a casa suja me estressa. Fazer faxina também. Investirei numa Putzfrau (faxineira). Mal para o meu bolso. Bem para a minha saúde. Por isso, investimento.
Vou fazer manejamentos. Estressa? Sai daí. No lugar, algo que me traga alegria.
Flores e plantas para colorir e perfumar o ambiente.
Mais tempo pra mim. Pra não fazer nada. Ou pra fazer algo novo.
O stress não será mais vilão na minha vida.
Nem deveria ser na de ninguém.
E o mais importante
Tenho dito!
Então, vou começar eliminando as coisas pequenas.
Mudei (eu não, que sou fraca, foi marido) os móveis do meu cantinho que chamo de escritório de lugar pra ter mais conforto e espaço.
Ver a casa suja me estressa. Fazer faxina também. Investirei numa Putzfrau (faxineira). Mal para o meu bolso. Bem para a minha saúde. Por isso, investimento.
Vou fazer manejamentos. Estressa? Sai daí. No lugar, algo que me traga alegria.
Flores e plantas para colorir e perfumar o ambiente.
Mais tempo pra mim. Pra não fazer nada. Ou pra fazer algo novo.
O stress não será mais vilão na minha vida.
Nem deveria ser na de ninguém.
E o mais importante
![]() |
| De Orlando Pedroso, achei no FB |
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Tirando a poeira
Então que estou dodói de novo e novamente. Nada grave. Só mais uns diazinhos no hospícioital e não podia deixar de vir aqui e contar o que acabou de acontecer:
Entra uma senhora no meu quarto e se apresenta.
Ela diz que é de um grupo chamado as "Damas de Verde": grupo de voluntárias que ajudam pessoas que estão sozinhas em hospitais. Elas dedicam um pouco do seu tempo pra conversar com os pacientes, comprar coisas que eles precisam, estar presente, simplesmente. Porque, como ela mesma disse, tem muita gente solitária nessa cidade, precisando de companhia.
E eu achei de uma fofura tão grande. Pessoas que disponibilizam seu tempo pra fazer o bem aos outros, voluntariamente. Senhoras que poderiam estar em casa ou viajando, curtindo a sua aposentadoria e estão distribuindo doçura por aí. Sem falar que é preciso uma dose de doçura extra para se continuar doce em clima de hospital, né, meu povo?
Meu dia ficou mais doce com a visita dela.
Não que eu precise, porque ela perguntou logo se eu tinha família, então, estou fora da lista de atendimento dela. Mas, nunca se sabe, né?
Bons exemplos estão aí pra isso!
Entra uma senhora no meu quarto e se apresenta.
Ela diz que é de um grupo chamado as "Damas de Verde": grupo de voluntárias que ajudam pessoas que estão sozinhas em hospitais. Elas dedicam um pouco do seu tempo pra conversar com os pacientes, comprar coisas que eles precisam, estar presente, simplesmente. Porque, como ela mesma disse, tem muita gente solitária nessa cidade, precisando de companhia.
E eu achei de uma fofura tão grande. Pessoas que disponibilizam seu tempo pra fazer o bem aos outros, voluntariamente. Senhoras que poderiam estar em casa ou viajando, curtindo a sua aposentadoria e estão distribuindo doçura por aí. Sem falar que é preciso uma dose de doçura extra para se continuar doce em clima de hospital, né, meu povo?
Meu dia ficou mais doce com a visita dela.
Não que eu precise, porque ela perguntou logo se eu tinha família, então, estou fora da lista de atendimento dela. Mas, nunca se sabe, né?
Bons exemplos estão aí pra isso!
segunda-feira, 7 de maio de 2012
A velha sou eu
Aí você vai ali no shopping do bairro, inocentemente, pensando na morte da bezerra, quando escuta uma música árabe/oriental/coisa parecida/wie auch immer e um aglomerado de pessoas bem no meio do seu caminho.
Bom, eles estavam no seu caminho, certo? Você tinha que passar entre eles. Aí, você que nem é curiosa nem nada, para pra ver qualédemermodessamúsicaaí. E aí, a surpresa:
Um grupo de dança do ventre se apresentando.
Mas, ó, não era QUALQUER grupo de dança do ventre. Era um grupo de SENHORAS. SE-NHO-RAS. Se acabando no rebolado, de barriguinha de fora e se divertindo muito. A plateia parecia estar gostando também.
Aí, você quer tirar uma foto pra mostrar pra todo mundo como você se sentiu velha e a mais tímida das criaturas, porque aquela coragem e aquele rebolado, minha filha, você não tem.
Só que aí você treme, né? E não tem cristão que te faça tirar uma foto decente quando você está tremendo. Fica só as "sombras" pra que vocês vejam como minha estima foi lá pra baixo esse dia e as senhoras corajosas e com tudo em cima (pra idade, né?) deram um show de verdade.
Detalhe: o bairro é de maioria turca/libanesa. Pelo que eu percebi das senhoras, não tinha nenhuma do "oriente".
Bom, eles estavam no seu caminho, certo? Você tinha que passar entre eles. Aí, você que nem é curiosa nem nada, para pra ver qualédemermodessamúsicaaí. E aí, a surpresa:
Um grupo de dança do ventre se apresentando.
Mas, ó, não era QUALQUER grupo de dança do ventre. Era um grupo de SENHORAS. SE-NHO-RAS. Se acabando no rebolado, de barriguinha de fora e se divertindo muito. A plateia parecia estar gostando também.
Aí, você quer tirar uma foto pra mostrar pra todo mundo como você se sentiu velha e a mais tímida das criaturas, porque aquela coragem e aquele rebolado, minha filha, você não tem.
Só que aí você treme, né? E não tem cristão que te faça tirar uma foto decente quando você está tremendo. Fica só as "sombras" pra que vocês vejam como minha estima foi lá pra baixo esse dia e as senhoras corajosas e com tudo em cima (pra idade, né?) deram um show de verdade.
Detalhe: o bairro é de maioria turca/libanesa. Pelo que eu percebi das senhoras, não tinha nenhuma do "oriente".
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Perseguição
Outro dia, estou eu lá, linda e loira, sentadinha em frente ao computador, fazendo sei lá o que (detalhe não importante), quando entra o Country Manager da Áustria no escritório (escrevi assim, só pra vocês sentirem o drama).
Ele entra no escritório como? Cantando...
"Nossa! Nossa! Assim você me mata..."
A plenos pulmões.
Eu olho pra ele com cara de WTF e ele ri pra mim. Ainda tem a cara de pau de perguntar a tradução.
Pra completar, descubro que meu chefe tem a "dança do Kuduro" salva no Iphone.
Durma com um barulho desses...
Ele entra no escritório como? Cantando...
"Nossa! Nossa! Assim você me mata..."
A plenos pulmões.
Eu olho pra ele com cara de WTF e ele ri pra mim. Ainda tem a cara de pau de perguntar a tradução.
Pra completar, descubro que meu chefe tem a "dança do Kuduro" salva no Iphone.
Durma com um barulho desses...
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