Para a minha família no Brasil, mudei para a Alemanha, torço automaticamente para a seleção alemã. Minha mãe ainda me perguntou se iria torcer para o Brasil, caso jogasse contra a Alemanha. O.o
Claro, né? Meu coração é verde e amarelo.
Para os alemães que convivem comigo é assim:
- E seu Brasil, hein?
Depois do primeiro jogo do Brasil, encontrei umas pessoas num evento que não me conheciam, mas quando souberam que eu era brasileira...
Eles me parabenizaram!!
Ou seja:
Para os alemães, sempre serei brasileira.
Para os brasileiros, já sou alemã.
quinta-feira, 26 de junho de 2014
domingo, 22 de junho de 2014
A Copa vista de Berlin (pela TV)
A Copa começou e a cidade meio que mudou. Durante o dia, todo mundo normal, saindo para trabalhar. Mas, à noite... À noite, a cidade é outra.
- Não tem um bar ou restaurante que não tenha uma televisão ou telão.
- Pessoas vestindo camisa da Alemanha, Brasil, Argentina, França mesmo sem ser dia de jogo deles.
- Lei do silêncio que começava às 22h, principalmente para os bares com mesas na calçada, pronlogada para à meia-noite, por conta do horário dos jogos no Brasil.
- Comentaristas na sacada de um hotel em Copacabana, tirando onda da localização, bebendo água de côco ao vivo e falando das maravilhas do Brasil.
- Claro que, uma vez ou outra mostram reportagens sobre pobreza, violência ou manifestações, mas nada que tire o brilho do evento.
- Tem repórter brasileira e ex-jogador brasileiro na TV.
- Tem alemão, inglês, italiano, croata e brasileiro na sala da minha casa assistindo aos jogos e vibrando junto.
- Tem alemão que nem quer saber de ter janela, só quer saber de mostrar que está torcendo para a sua seleção.
- E enquanto a seleção alemã está na Bahia curtindo
- Tem eu, que fico aqui, à distância, querendo estar lá. :)
- Não tem um bar ou restaurante que não tenha uma televisão ou telão.
- Pessoas vestindo camisa da Alemanha, Brasil, Argentina, França mesmo sem ser dia de jogo deles.
- Lei do silêncio que começava às 22h, principalmente para os bares com mesas na calçada, pronlogada para à meia-noite, por conta do horário dos jogos no Brasil.
- Comentaristas na sacada de um hotel em Copacabana, tirando onda da localização, bebendo água de côco ao vivo e falando das maravilhas do Brasil.
![]() |
| https://twitter.com/MOpdenhoevel |
- Tem repórter brasileira e ex-jogador brasileiro na TV.
![]() |
| https://twitter.com/MOpdenhoevel Fernanda Brandão |
- Tem alemão que nem quer saber de ter janela, só quer saber de mostrar que está torcendo para a sua seleção.
- E enquanto a seleção alemã está na Bahia curtindo
- Tem eu, que fico aqui, à distância, querendo estar lá. :)
quarta-feira, 18 de junho de 2014
Quando as coisas têm que dar certo...
Então que viajei. Fui na terça-feira ali em Genebra, bate e volta.
Eu me preparei duas semanas para esse dia. Eu fiquei ansiosa, porque eu teria uma reunião para um projeto que eu gostaria muito de trabalhar, discutir estratégias e, in the meantime, também uma entrevista de emprego. Em inglês.
Quem acompanha meu blog desde o início, sabe que depois que eu comecei a aprender alemão, meu inglês travou completamente. Tem mais de dois anos que faço aulas particulares de inglês. Um dinheiro muito bem investido, diga-se. Professora-amiga até já chorou de emoção...
Para quem acompanha o blog há dois anos, também sabe que eu estive muito doente. Do tipo: muito. Por conta disso, também entrei em contato com pessoas que eu não teria, caso tivesse permanecido saudável. Ou seja, Genebra só porque fiquei doente.
O projeto é de cunho social (a minha área, para a pessoa que perguntou no outro post, é gestão de projetos sociais. Amo!) com uma ligação com o Brasil.
Fui com o coração na mão. Entrei no avião quase chorando. Não, não era nervosismo. Era emoção mesmo. Quando pensei no meu percurso, em tudo que passei para chegar àquele momento, foi difícil não me emocionar. Foi difícil não pensar nas dores e nos momentos de desespero pelos quais passei. Mas, eu estava lá, eu subi naquele avião e estava indo para Genebra.
Chego no aeroporto e pego um taxi para o meu destino. Precisava ser rápida. Pergunto para a taxista:
- German or English?
- Whatever you want.
- Could you take me to this adress, please? (estava em francês, tentar pronunciar ia ser o ó)
Taxista pega sua rota e depois de um tempo, pergunta:
- Why did you ask me what language I can speak? Where are you from?
- I'm from Berlin, but in fact I'm Brazilian.
- Que mistura! - ela diz. E começa a falar em português comigo. Eu dei uma gargalhada de alívio!
Uma espanhola que foi casada com um brasileiro e que fala português fluentemente. (Além de inglês, francês e alemão... abafa)
Chego no escritório e a diretora me recebe toda sorridente. Vestida igualzinha a mim!!! De blusa azul no mesmo tom e calça preta. Melhor sintonia, impossível. E senti que meu dia não só tinha começado bem, como iria continuar assim.
E foi!
Aquelas lágrimas que não caíram no momento em que subi no avião continuam aqui. E irão continuar. Porque faz parte do orgulho que sinto de mim nesse exato momento. Porque, quando as coisas têm que dar certo, nada consegue impedir. Só tenho o que agradecer. :)
Eu me preparei duas semanas para esse dia. Eu fiquei ansiosa, porque eu teria uma reunião para um projeto que eu gostaria muito de trabalhar, discutir estratégias e, in the meantime, também uma entrevista de emprego. Em inglês.
Quem acompanha meu blog desde o início, sabe que depois que eu comecei a aprender alemão, meu inglês travou completamente. Tem mais de dois anos que faço aulas particulares de inglês. Um dinheiro muito bem investido, diga-se. Professora-amiga até já chorou de emoção...
Para quem acompanha o blog há dois anos, também sabe que eu estive muito doente. Do tipo: muito. Por conta disso, também entrei em contato com pessoas que eu não teria, caso tivesse permanecido saudável. Ou seja, Genebra só porque fiquei doente.
O projeto é de cunho social (a minha área, para a pessoa que perguntou no outro post, é gestão de projetos sociais. Amo!) com uma ligação com o Brasil.
Fui com o coração na mão. Entrei no avião quase chorando. Não, não era nervosismo. Era emoção mesmo. Quando pensei no meu percurso, em tudo que passei para chegar àquele momento, foi difícil não me emocionar. Foi difícil não pensar nas dores e nos momentos de desespero pelos quais passei. Mas, eu estava lá, eu subi naquele avião e estava indo para Genebra.
Chego no aeroporto e pego um taxi para o meu destino. Precisava ser rápida. Pergunto para a taxista:
- German or English?
- Whatever you want.
- Could you take me to this adress, please? (estava em francês, tentar pronunciar ia ser o ó)
Taxista pega sua rota e depois de um tempo, pergunta:
- Why did you ask me what language I can speak? Where are you from?
- I'm from Berlin, but in fact I'm Brazilian.
- Que mistura! - ela diz. E começa a falar em português comigo. Eu dei uma gargalhada de alívio!
Uma espanhola que foi casada com um brasileiro e que fala português fluentemente. (Além de inglês, francês e alemão... abafa)
Chego no escritório e a diretora me recebe toda sorridente. Vestida igualzinha a mim!!! De blusa azul no mesmo tom e calça preta. Melhor sintonia, impossível. E senti que meu dia não só tinha começado bem, como iria continuar assim.
E foi!
Aquelas lágrimas que não caíram no momento em que subi no avião continuam aqui. E irão continuar. Porque faz parte do orgulho que sinto de mim nesse exato momento. Porque, quando as coisas têm que dar certo, nada consegue impedir. Só tenho o que agradecer. :)
quinta-feira, 5 de junho de 2014
Sumi e não estou conseguindo voltar...
Mais de 10 dias sem uma postagem e ninguém reclamou?
É... estou mesmo perdendo a notoriedade que um dia eu já tive. Vou usar a mesma tática que usei com uma mocinha outro dia: assim, vou cortar os pulsos com bolacha maria, tá?
Difícil vai ser achar a bolacha, mas, enfim... :)
Últimos dias foram de balanço, de muito trabalho, de mudança de pensamentos e de novos planos. Nunca pensei que ia voltar a atuar na minha área aqui na Alemanha. Precisei, por acaso, encontrar alguém (a presidente da ONG) para que as coisas começassem a acontecer. E como ímã, pessoas me procuram, projetos chegam e eu me sinto cada vez mais no caminho certo.
Eu tenho algumas histórias pra contar, mas, olha, serei sincera: criatividade sumiu. Passo o dia ou na frente do micro ou falando em alemão que chego em casa e quero fazer outras coisas. Mas, eu volto. Prometo.
Então, pedirei com carinho:
Aguardem no local. Já já, tia Eve está no pedaço novamente!
É... estou mesmo perdendo a notoriedade que um dia eu já tive. Vou usar a mesma tática que usei com uma mocinha outro dia: assim, vou cortar os pulsos com bolacha maria, tá?
Difícil vai ser achar a bolacha, mas, enfim... :)
Últimos dias foram de balanço, de muito trabalho, de mudança de pensamentos e de novos planos. Nunca pensei que ia voltar a atuar na minha área aqui na Alemanha. Precisei, por acaso, encontrar alguém (a presidente da ONG) para que as coisas começassem a acontecer. E como ímã, pessoas me procuram, projetos chegam e eu me sinto cada vez mais no caminho certo.
Eu tenho algumas histórias pra contar, mas, olha, serei sincera: criatividade sumiu. Passo o dia ou na frente do micro ou falando em alemão que chego em casa e quero fazer outras coisas. Mas, eu volto. Prometo.
Então, pedirei com carinho:
Aguardem no local. Já já, tia Eve está no pedaço novamente!
sábado, 24 de maio de 2014
As coisas simples do calor
Aí você vem morar num país com um inverno maravilhoso de longo e aprende, com a chegada da primavera e, consequentemente, de temperatutas mais altas, consideradas pelo lado de cá como "calor", a valorizar certos aspectos que antes eram desimportantes (existe isso?), por exemplo:
- Se livrar do peso das roupas.
- Poder aposentar botas e meias grossas.
- Usar meia-calça só como adereço.
- Suar!
- E, por isso, tomar dois banhos por dia sem se sentir culpada.
- Tomar sorvete com "vontade"
- Usar sandálias. Sem meia, claro.
- Usar aquele óculos escuros fashion.
- Tirar aquele vestido do guarda-roupa para usar.
- Aliás, arrumar o guarda-roupa para tirar as roupas de verão de lá do fundo e
- Oh meu Deus! Aqui está aquela blusa linda que estava procurando!
- Ver gente sorridente nas ruas.
- Andar de bicicleta sem congelar as mãos.
- E ver gente pelada nos parques. Mas, isso não é positivo dependendo da perspectiva. hohohoho
E vocês? O que tem mais para acrescentar?
sexta-feira, 16 de maio de 2014
Mundo pequeno
Lembra desse texto, em que o menininho fofo paralisou por saber que tinha uma brasileira ao lado? Pois. Dessa vez, fui eu quem paralisou.
Estava num café com o colega do tandem (ele querendo aprender português e eu, melhorando o inglês). Conversa vai, conversa vem, um cara sentado no canto, com o laptop aberto e parecendo estar trabalhando, fala:
- Olha, se você ensinar errado eu vou perceber, viu?
Lógico que ele falou em português. Lógico que eu tomei um susto.
- Ah, porque você falou isso? Agora eu fiquei com vergonha.
E me encolhi toda na cadeira, me escondendo atrás do meu lenço. Parecia uma criança.
Ele:
- Imagina, estava só brincando. De onde você é?
- Bahia. E você?
- São Paulo.
Pronto, ficamos por aí e eu tentei me concentrar no português sem me preocupar em estar falando besteira.
Cuidado! Pode ter um brasileiro agora, aí do seu lado! :)
Estava num café com o colega do tandem (ele querendo aprender português e eu, melhorando o inglês). Conversa vai, conversa vem, um cara sentado no canto, com o laptop aberto e parecendo estar trabalhando, fala:
- Olha, se você ensinar errado eu vou perceber, viu?
Lógico que ele falou em português. Lógico que eu tomei um susto.
- Ah, porque você falou isso? Agora eu fiquei com vergonha.
E me encolhi toda na cadeira, me escondendo atrás do meu lenço. Parecia uma criança.
Ele:
- Imagina, estava só brincando. De onde você é?
- Bahia. E você?
- São Paulo.
Pronto, ficamos por aí e eu tentei me concentrar no português sem me preocupar em estar falando besteira.
Cuidado! Pode ter um brasileiro agora, aí do seu lado! :)
segunda-feira, 12 de maio de 2014
Eu não faço chafé
Estava na ONG aonde estou trabalhando e, como tínhamos uma reunião, resolvi que ia fazer café para as meninas que estavam lá comigo.
Água, filtro, pó e liga a máquina. Check!
Tempo passa, café fica pronto e a colega vai servir a gente. No meio do processo, percebo que ela também colocou água pra ferver e pensei: "Ora bolinhas, ela vai tomar chá e café? "
Só que o que eu não sabia, era que ela só estava sendo discreta. A reação da outra foi mais ou menos assim: "Booooo!!! Impossível tomar esse café!"
A colega discreta ia botar água no café pra diluir. Vejam vocês.
Já a indiscreta pegou a garrafa com o café e jogou o conteúdo fora. Elas fizeram um novo.
Problema foi que eu fiz um café brasileiro. Ou seja, forte! O pessoal por aqui bebe chafé e aí o meu foi rejeitado.
Mas né? Tinha que jogar fora? Eu teria bebido todinho.
Água, filtro, pó e liga a máquina. Check!
Tempo passa, café fica pronto e a colega vai servir a gente. No meio do processo, percebo que ela também colocou água pra ferver e pensei: "Ora bolinhas, ela vai tomar chá e café? "
Só que o que eu não sabia, era que ela só estava sendo discreta. A reação da outra foi mais ou menos assim: "Booooo!!! Impossível tomar esse café!"
A colega discreta ia botar água no café pra diluir. Vejam vocês.
Já a indiscreta pegou a garrafa com o café e jogou o conteúdo fora. Elas fizeram um novo.
Problema foi que eu fiz um café brasileiro. Ou seja, forte! O pessoal por aqui bebe chafé e aí o meu foi rejeitado.
Mas né? Tinha que jogar fora? Eu teria bebido todinho.
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