Na quarta, fui ao dermatologista buscar o remédio para o tratamento que vou fazer (porque antes tinha que ter o atestado da gineco dizendo que não estou grávida). Tudo tranquilo, peguei metrô, caminhei um bom pedaço, fui bem atendida no consultório, na farmácia... Só que caminhar me faz pensar, refletir.
Fiquei pensando na minha vida, nas coisas que eu queria fazer, na primeira tentativa frustrada de conseguir um trabalho voluntário e estava me sentindo mal, reclamando de mim mesma e fiquei triste.
No retorno, desci na Nordbahnhof para ir para casa, ela fica ao lado do Mauer Denkmal. Lá, é possível encontrar muita história do muro e suas vítimas. Caminhando, parei em um memorial que nunca tinha lido. A história de uma das vítimas que morreram ao tentar pular o muro, Ernst Mundt.
Em resumo: ele tinha 40 anos quando tentou atravessar do leste, "protegido" pelos russos, para o oeste, aonde morava a sua mãe. Eles só podiam se comunicar por cartas. Numa tarde de setembro de 62, no ano seguinte à construção do muro, ele decidiu que seu lugar era no oeste, mesmo que fosse proibido sair da Berlin Leste. Chegou até as cercas de bicicleta e tentou chegar até o muro, foi parado por dois soldados que patrulhavam a área e começou-se uma discussão. Nesse tempo, ele tentou fugir novamente. Ele já estava quase conseguindo, quando um carro com oficiais do exército se aproximava, eles viram sua tentativa de fuga e atiraram direto em sua cabeça. Caiu morto ainda do lado leste. Os soldados que o mataram ganharam medalha de honra por "proteger a fronteira". E a mãe ficou sem o filho...
Essa não é mais a história de Berlin. Mas, ela ainda pode ser muita viva, tanto para lembrar e informar quanto para ensinar. Eu aprendi.
Aprendi que a minha vida é muito boa.
Agora, de volta à nossa programação normal.
sábado, 30 de outubro de 2010
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
O tempo da eletrostática
Se o inverno para uns já é um tormento, imagina quando acompanhado de eletrostática?
O que é isso, pelamordedeus, menina? Come com pão? Não!
Simples. Sabe quando você anda de meias pela casa, ou acaba de tirar um casaco e pega na maçaneta da porta? É isso.
É esse choque que eu tomo toda vez que desço do carro, trem, metrô... porque friccionei/atritei a roupa de lã na pele, criei um campo de eletrostática e depois peguei numa superfície metálica. É o literal: CHOQUEI, minha gente!
Para melhorar o conjunto da obra, tenha um marido que usa barba e bigode. Tente beijá-lo assim que tirar o seu casaco, ou ele tirar o dele. Isso é que é uma relação eletrizante, não é mesmo?
Que nada!
Se me perguntarem qual a parte do inverno que eu menos gosto, direi de boca cheia: eletrostática. Depois do vento gelado no rosto, claro.
O que é isso, pelamordedeus, menina? Come com pão? Não!
Simples. Sabe quando você anda de meias pela casa, ou acaba de tirar um casaco e pega na maçaneta da porta? É isso.
É esse choque que eu tomo toda vez que desço do carro, trem, metrô... porque friccionei/atritei a roupa de lã na pele, criei um campo de eletrostática e depois peguei numa superfície metálica. É o literal: CHOQUEI, minha gente!
Para melhorar o conjunto da obra, tenha um marido que usa barba e bigode. Tente beijá-lo assim que tirar o seu casaco, ou ele tirar o dele. Isso é que é uma relação eletrizante, não é mesmo?
Que nada!
Se me perguntarem qual a parte do inverno que eu menos gosto, direi de boca cheia: eletrostática. Depois do vento gelado no rosto, claro.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
O problema com os espelhos
Eu não sou baixinha. Claro, depende da perspectiva.
Se estou perto de marido, sou sim. Porque ele tem 1,85m.
Se estou perto da minha mãe, sou alta. Porque ela tem 1,54m.
Se estou entre colegas, sou mediana. Porque quase todas tem alturas parecidas.
E também não me acho fora do padrão alemão.
Nem todas as mulheres são tão altas aqui.
Ok, eu confesso, eu tenho só 1,61m de altura.
Mas, eu nunca me incomodei. Até porque, qualquer salto me deixa com uma postura legal.
E eles não passam de 8cm, porque não sou boa em malabarismos. =P
O problema, na maioria das vezes, é quando estou em frente a espelhos.
Seja em bares, restaurantes, na casa de amigos alemães...
Desde que o espelho não seja aquele de corpo inteiro, a única coisa que consigo enxergar é a minha testa.
Aí eu fico me perguntando se a mulher da casa é tão alta assim, ou se o homem que pendurou o espelho resolveu não considerar que existem pessoas mais baixas do que ele.
Porque, né? Bora pensar nos outros?
Aconteceu recentemente. Fui no banheiro de um restaurante, queria também checar a cabeleira e o que vejo? Só os arrepiados do cabelo. Imaginem a cena: a moça aqui pulando dentro do banheiro para enxergar alguma coisa... Micão.
Humpf! Mundo injusto.
Se estou perto de marido, sou sim. Porque ele tem 1,85m.
Se estou perto da minha mãe, sou alta. Porque ela tem 1,54m.
Se estou entre colegas, sou mediana. Porque quase todas tem alturas parecidas.
E também não me acho fora do padrão alemão.
Nem todas as mulheres são tão altas aqui.
Ok, eu confesso, eu tenho só 1,61m de altura.
Mas, eu nunca me incomodei. Até porque, qualquer salto me deixa com uma postura legal.
E eles não passam de 8cm, porque não sou boa em malabarismos. =P
O problema, na maioria das vezes, é quando estou em frente a espelhos.
Seja em bares, restaurantes, na casa de amigos alemães...
Desde que o espelho não seja aquele de corpo inteiro, a única coisa que consigo enxergar é a minha testa.
Aí eu fico me perguntando se a mulher da casa é tão alta assim, ou se o homem que pendurou o espelho resolveu não considerar que existem pessoas mais baixas do que ele.
Porque, né? Bora pensar nos outros?
Aconteceu recentemente. Fui no banheiro de um restaurante, queria também checar a cabeleira e o que vejo? Só os arrepiados do cabelo. Imaginem a cena: a moça aqui pulando dentro do banheiro para enxergar alguma coisa... Micão.
Humpf! Mundo injusto.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Para não esquecer
Já é constrangedor ter que ir ao ginecologista pra fazer "você sabe que tipo de exame" numa médica que você nunca viu na vida e que não te oferece nenhum vinho para relaxar, ainda mais numa língua que você não domina.
Imagina, então, ter que ir com o marido? Duas vezes mais constrangedor.
Marido ficar fazendo piadas durante a consulta e querer que você entenda e sorria quando, na verdade, você só quer que aquilo tudo acabe o mais rápido possível antes de você sair correndo da sala, é fazer com que o seu constrangimento seja elevado ao quadrado.
Posso dizer que minha resignação para aprender alemão aumentou? Pois é.
Imagina, então, ter que ir com o marido? Duas vezes mais constrangedor.
Marido ficar fazendo piadas durante a consulta e querer que você entenda e sorria quando, na verdade, você só quer que aquilo tudo acabe o mais rápido possível antes de você sair correndo da sala, é fazer com que o seu constrangimento seja elevado ao quadrado.
Posso dizer que minha resignação para aprender alemão aumentou? Pois é.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Meme do 4
Esse foi a Tânia há tempos e a Gisley que me passou ontem. Então, tenho a obrigação dupla de responder. rsrs
Trabalhos que tive na vida:
1. Estagiária
2. Escriturária
3. Administradora
4. Consultora
Lugares em que vivi:
1. Londrina/PR
2. Interior da Bahia (que não vou dizer qual)
3. Recife
4. Berlin
Programas de TV que assistia quando criança:
1. Castelo Rá-tim-bum
2. Arquivo X
3. Tom e Jerry
4. Pica-pau
Programas de TV que assisto
1. Tartort (série policial alemã)
2. Bob Esponja (pra treinar o alemão e porque eu gosto mesmo)
3. Filmes
4. O que tiver passando de interessante na hora que ligo a TV
Quatro lugares que estive e voltaria:
1. Península de Maraú - Bahia
2. Lübeck - norte da Alemanha
3. Rio de Janeiro
4. Bodensee (lago no sul da Alemanha)
Formas diferentes que me chamam:
1. Eve
2. Vey
3. Amarela (pq será?)
4. Minha bela (mas esse é só marido)
Quatro comidas favoritas:
1. Qualquer moqueca (menos a de siri mole)
2. Grega
3. Dönner (sanduíche turco)
4. Pizza
Quatro lugares que desejaria estar agora:
1. Minha cama para curar esssa torcicolo (ao invés de estar aqui escrevendo)
2. Na casa dos meus pais (que poderia ser em qualquer lugar do mundo)
3. Num escritório, trabalhando e recebendo para isso.
4. Aqui mesmo, em Berlin.
Espero que este ano eu possa:
1. Arrumar um trabalho voluntário para treinar o alemão.
2. Receber a boa nota do teste que fiz.
3. Ganhar muitos presentes de aniversário (viu? viu?)
4. Continuar satisfeita.
Como sempre faço, deixo aqui pra quem quiser roubar.
Trabalhos que tive na vida:
1. Estagiária
2. Escriturária
3. Administradora
4. Consultora
Lugares em que vivi:
1. Londrina/PR
2. Interior da Bahia (que não vou dizer qual)
3. Recife
4. Berlin
Programas de TV que assistia quando criança:
1. Castelo Rá-tim-bum
2. Arquivo X
3. Tom e Jerry
4. Pica-pau
Programas de TV que assisto
1. Tartort (série policial alemã)
2. Bob Esponja (pra treinar o alemão e porque eu gosto mesmo)
3. Filmes
4. O que tiver passando de interessante na hora que ligo a TV
Quatro lugares que estive e voltaria:
1. Península de Maraú - Bahia
2. Lübeck - norte da Alemanha
3. Rio de Janeiro
4. Bodensee (lago no sul da Alemanha)
Formas diferentes que me chamam:
1. Eve
2. Vey
3. Amarela (pq será?)
4. Minha bela (mas esse é só marido)
Quatro comidas favoritas:
1. Qualquer moqueca (menos a de siri mole)
2. Grega
3. Dönner (sanduíche turco)
4. Pizza
Quatro lugares que desejaria estar agora:
1. Minha cama para curar esssa torcicolo (ao invés de estar aqui escrevendo)
2. Na casa dos meus pais (que poderia ser em qualquer lugar do mundo)
3. Num escritório, trabalhando e recebendo para isso.
4. Aqui mesmo, em Berlin.
Espero que este ano eu possa:
1. Arrumar um trabalho voluntário para treinar o alemão.
2. Receber a boa nota do teste que fiz.
3. Ganhar muitos presentes de aniversário (viu? viu?)
4. Continuar satisfeita.
Como sempre faço, deixo aqui pra quem quiser roubar.
Vingancinha
Esse post é dedicado a todas a senhoras e senhoritas que têm postado textos sobre dietas/regimes/atividades físicas para evitar as gordurinhas indesejadas de inverno e que me fizeram lembrar/pensar/refletir que EU tenho que me preocupar com isso também.
Para vocês, minha mais nova e deliciosa descoberta.
Detalhe: foi marido que me deu.
Detalhe 2: é gostoso pra burro isso aí, meu povo! Um brigadeiro com chocolate dos mais finos que você já comeu.
Eu sou má. Eu já disse isso aqui.
Para vocês, minha mais nova e deliciosa descoberta.
Detalhe: foi marido que me deu.
Detalhe 2: é gostoso pra burro isso aí, meu povo! Um brigadeiro com chocolate dos mais finos que você já comeu.
Eu sou má. Eu já disse isso aqui.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Para onde foi o meu inglês?
Estou eu, linda, loira e serelepe (oi?), caminhando em direção ao curso (isso foi na semana passada), quando sou parada por três turistas. Pausa para uma explicação: o caminho que eu faço fazia é perto do Mauer Denkmal e do Mauer Park, dois pontos turísticos relacionados ao Muro de Berlim. Fim da pausa. A moça me para e me pergunta se eu sabia falar inglês. Eu juro que eu levei uns três segundos para mudar a língua no meu cérebro, mas ainda assim não funcionou.
Eu disse: "a little bit", mas o início da frase foi para dizer "ein Bisschen", em alemão.
Aí, ela me pergunta onde é o "Wall"
Eu queria responder "300 metros à frente", e o bicho pegou de vez. Porque 300 metros em alemão é "drei hundert meter", em inglês "three hundred meters". Eu falei "three hundert meters" e apontei na direção. Ela fez outra pergunta em inglês, que era para eu responder "talvez" e respondi "vielleicht", depois pedi desculpas, corrigi e disse "maybe".
Os turistas agradecem e saem falando em ESPANHOL.
Eu suei pra conversar com eles e poderia ter resolvido com "em 300 metros". Cacilda!!!!
Alguém aí explica o que acontece com meu cérebro? Obrigada!
Eu disse: "a little bit", mas o início da frase foi para dizer "ein Bisschen", em alemão.
Aí, ela me pergunta onde é o "Wall"
Eu queria responder "300 metros à frente", e o bicho pegou de vez. Porque 300 metros em alemão é "drei hundert meter", em inglês "three hundred meters". Eu falei "three hundert meters" e apontei na direção. Ela fez outra pergunta em inglês, que era para eu responder "talvez" e respondi "vielleicht", depois pedi desculpas, corrigi e disse "maybe".
Os turistas agradecem e saem falando em ESPANHOL.
Eu suei pra conversar com eles e poderia ter resolvido com "em 300 metros". Cacilda!!!!
Alguém aí explica o que acontece com meu cérebro? Obrigada!
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