domingo, 28 de fevereiro de 2010

Emocionante e triste!

Para saber do que eu estou falando, gostaria, primeiro, que vissem esse vídeo aqui.

Depois, só depois, continuem lendo o que escrevi.
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Agora eu pergunto: Você ficou emocionado por causa do cachorro?

Eu fiquei emocionada. Eu chorei.

Mas não por causa do cachorro.

Eu fiquei pensando no rapaz.
Em quem ele era.
O que ele fazia.
O que ele fez.
Que futuro ele teria.
Das pessoas que o amavam e sofriam por sua morte.
Fiquei pensando como é ter o corpo de um ente querido jogado no chão por tantas horas.
Não importa se ele era bandido ou vítima. (esse é um erro do nosso sistema e não uma escolha de vida em 99,99% das vezes)
Se o seu cachorro ficou horas ao lado dele, era porque era amado.
Se era amado, o morto tinha um coração e também amava o cachorro.
Amava outras pessoas.
Quantas pessoas ele amaria na vida?

E sabe o que me deixou mais emocionada e triste?

Saber que é tão normal ser assassinado no meu país, que a dor de um cachorro se torna mais importante a ponto de ofuscar o crime, a crueldade, o destino triste da vida de um ser-humano.

Pronto, falei!

P.S. Eu adoro cachorros. Mas, adoro mais ainda a perspectiva de poder viver num mundo de paz, onde a dignidade do ser humano não é só o primeiro artigo da constituição, mas uma REALIDADE.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Miséria? Na Alemanha? Só se for na África

Desde que cheguei aqui, vejo muitos cartazes e outdoors com campanhas de doação para crianças na África. Se não são africanas, pelo menos, as fotos usadas são sempre de crianças negras com lágrimas nos olhos e nariz escorrendo.

Não sei se é porque sou brasileira e já vi muitas crianças dessas de perto ou se é porque, de tanto usarem essas imagens, já não surtem mais o efeito que deveria surtir.

Contudo, porém, todavia, entretanto, passei por uma situação inusitada que nunca imaginei passar vivendo na Alemanha.

Tudo bem que tivemos uma crise que, em comparação a outros países, no Brasil foi, sim, uma marolinha e muitas pessoas perderam seus empregos e blá, blá, blá. Mas, eu não esperava ver a miséria que eu vi diante do meu nariz, passando por mim.

Fui jogar o lixo fora, que no meu prédio é separado em 457 latas diferentes - papel, plástico, orgânico, lixo comum (hein?), eletrônicos (juro), metal, vidro e lá vai coisa – quando passa por mim uma senhora, devia ter uns 50 ou 60 anos, totalmente maltrapilha.

Antes de sair, verifiquei no termômetro a temperatura externa e estava -4 graus. Eu fiquei pensando o quanto frio não estava embaixo daqueles trapos. Ela passou direto por mim e para onde foi? Diretamente para as latas de lixo. Eu nunca imaginei (pode ser ingenuidade minha) que esbarraria com uma catadora de lixo na Alemanha. Segui meu caminho e ela o dela.

Quando cheguei em casa, quase me matei de ódio! Porque lembrei que tinha separado algumas roupas de frio que ganhei que não cabiam em mim para doar (jogar fora por aqui, tem caixas de coleta próprias - muitas da Cruz Vermelha, para ir pra onde? África e agora, provavelmente, Haiti.). Ainda voltei na varanda para ver se encontrava a senhora e já era tarde.

Fiquei eu com a consciência pesada e a senhora, com a sacola vazia.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Conheci uma beijoqueira!

A Jane, do Beijo de Pracinha, que mora aqui em Berlin. Mais perto de mim do que imaginava. Eu a encontrei no blog da Liza, visitei e deixei comentários no seu blog, depois trocamos e-mails que me renderam valiosas dicas, até marcarmos um café aqui em casa.

O café evoluiu para um jantar - feito por marido - e uma conversa bem longa e gostosa. Levamos a "bichinha" (como se diz na Bahia) em casa quase à 01h da madrugada. Nem imagino como ela foi trabalhar hoje depois de tanto vinho. ;)

Ela é linda, simpática, inteligente, engraçada e com um chapeuzinho vermelho bem estiloso. Valeu a pena conhecê-la. Espero que nos encontremos várias vezes.

Paulo disse que ela é fofa. Viu, Jane? rsrsrs

Agora só falta conhecer vocês!!!! Vamos marcar?

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Os anjos berlinenses

Nem bem o casamento foi anunciado, a notícia correu e nós já ganhamos um presente.

Dessa vez, de três “anjas” amigas. Uma delas será a madrinha e nem sabe ainda.

Baseando-se no fato de que não temos muito dinheiro, resolveram, assim, de bom grado (gern) que nos dariam a festa de casamento de presente.

O que eu disse? “Amém!”

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Primeiro dia do curso de alemão

Ontem foi o primeiro dia do meu curso de alemão. Entrei na penúltima semana do curso nível A1 para entrar no ritmo pro A2 que começa dia 08.03 (Os níveis são A1, A2, B1, B2, C1 e C2, e os C's já são considerados como os de proficiência, digamos assim)

Os níveis têm duração de dois meses, o que significa que até o verão estarei no nível B1. =D

Eu fui sozinha para o curso, caminhando, pois são só 2km do meu apartamento pra lá. O caminho foi fácil, é tranquilo caminhar em Berlin. Não preciso me preocupar com trombadinhas, os carros não passam por cima da gente, as calçadas estão livres para os pedestres e o tempo estava bom. Venta muito nas ruas da cidade e ontem não ventou.

Com a caminhada, a chegada na escola, conseguir me comunicar antes, durante e depois da aula me deu uma sensação de liberdade que poucas vezes senti. Acho que só quem consegue se comunicar em outra língua e em outro país sabe do que falo.

A turma tem 3 coreanas, 2 japoneses, 2 italianos, 1 espanhola e 1 israelense. Por isso, a segunda língua é inglês. Acho interessante, porque, geralmente, quando estou estudando alemão, meu inglês trava. Desse jeito, não irá travar. Mas, o inglês só é usado em último caso, quando a professora precisa se fazer entender.

Vendo os asiáticos no esforço para aprender alemão (para escrever e falar), percebo o quanto é mais fácil para mim. (Oh, maldade!)

Comecei bem e espero continuar assim. Para o alto e avante! ;)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Momento mulherzinha fail

Marido faz carinho no meu rosto e digo:
“Amor, gosto tanto quando você me toca... Parece que todos os males vão embora só com o toque da sua mão na minha pele.”
Ele olha pra mim, com os olhos brilhando, os lábios entreabertos e diz:
“Alguns me chamam de Jesus.”

Clima? Que clima?
Uma sonora gargalhada depois dessa heresia!

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Gorda!?

Dia desses, em uma de nossas andanças, paramos numa lanchonete turca para almoçar/lanchar/o que quer que se possa fazer às 15h. Eu pedi currywurst e marido pediu um döner.

O atendente foi preparar os pratos e entregou na nossa mesa. Na hora, ele me entregou o döner e passou o currywurst para Paulo. Quem conhece o bendito sanduíche turco (pão turco/árabe/sei lá, salada, queijo branco e carne) sabe que ele é muito mais saudável do que um prato com lingüiça, curry, catchup, batata frita e maionese.

Será que o atendente me achou gorda e me passou uma mensagem subliminar? Ou ele achou que uma mulher fina como eu (oi?) não poderia nunca, jamais, em tempo algum comer currywurst?

Fico com a segunda opção.