domingo, 12 de junho de 2011

Carnaval das Culturas

Todo ano, acontece aqui em Berlin o carnaval das Culturas (Karneval der Kulturen), num bairro "alternativo" da cidade, Kreuzberg. É sempre no verão. Esse ano está acontecendo nesse final de semana. Começou na sexta e termina com um desfile hoje. (A Bela Isa - obrigada! - me corrigiu nos comentários. A festa acaba hoje, dia 13, feriado aqui. Então, quem ainda quer curtir, pode curtir. No blog dela, tem suas impressões. Passem lá!)

É muito interessante, pois é a representação da cultura do "povo". Sim, é uma festa organizada pelos moradores do bairro. Estrangeiros e alemães se empolgam nesses dias e demonstram como Berlin é diversificada e interessante.

Eu acho o carnaval da cultura uma mistura entre o carnaval de Salvador, porque em todo canto, esquina e rua tem música de todos os tipos, gostos e gêneros, com o do Rio de Janeiro, porque eles fazem desfiles de carros alegóricos. Os carros são artesanalmente preparados para representar as diversas culturas da e na cidade. Tailandeses, angolanos, japoneses, estudantes, médicos, brasileiros, espanhóis, mulheres, gays, crianças... Uma mistura muito interessante.

Também tem as barraquinhas de comidas e bebidas de diferentes partes do mundo. Arrisco a dizer que a caipirinha ganha entre as bebidas mais consumidas nesses dias.

Esse ano ainda não apareci por lá. Acredito que ainda vamos hoje ver o desfile. Se marido terminar de passar as notas dos 400 alunos que ele tem...(fim de ano letivo pra professor nunca é moleza. rs)

Ano passado eu fui, com marido, a Li e o Gu (oi, gente!). E deixo aqui algumas fotos do ano passado.
Olha a muvuca, minha gente!

A Bahia por aqui!

E as baianas....

Isso aí é um músico de  Maracatu (Pernambuco)

Fora dos desfiles também tem festa!

Percussão...

Que tal Jazz?

Ou as tailandesas?
Depois de rever as fotos, deu vontade de ir pra lá A-GO-RA!

É ou não é legal morar em Berlin?

Mais informações aqui.

sábado, 11 de junho de 2011

A importância da TV pra mim

Fiquei as duas úlitmas semanas sem ver TV. Ou era minha tia em casa, ou a viagem que fizemos no feriado ou um livro que queria terminar de ler.

Aí essa semana voltei a assistir alguns programas que passam à noite. O que eu percebi? Que no primeiro programa eu não entendi nada do que o povo falava. NADA! Eu ficava voando nos diálogos, só entendia uma palavra e outra e eu achando que era o som da TV que estava baixo. Que nada! Era problema meu mesmo.

Daí a ficha caiu. Ficar sem assistir TV é como ficar sem praticar alemão. Porque eu estou praticando audição e, em alguns casos, leitura por causa das legendas. Tá, mas aí vocês pensam: mas, você já não passa o dia ouvindo, lendo e falando alemão no estágio? É. Sim. Verdade. Vocês tem toda a razão.

Porém, já pensaram que é mais fácil entender quem você ouve todo dia, o tempo todo?

Eu preciso me acostumar ao estranho, ao tom, à dicções diferentes. Senão, povo me para na rua e vou ficar só no "Oi?", "Quê?", fazendo cara de paisagem.

Mais uma pendência na minha semana...

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Da relatividade do tempo

Depois que eu comecei a estagiar, minha vida deu uma desorganizada básica. E com a primavera/verão, sol se pondo às 10h da "noite", sempre tenho a impressão que ainda tenho dia pra aproveitar e vou empurrando com a barriga as coisas que tenho pra fazer.

Desculpas esfarrapadas, né? Não vivo sem.

Chego em casa às 18h, um pouquinho a mais um pouquinho a menos (tá, bastava eu escrever entre 18h e 18h15, mas né, tem que se alongar!). Aí vou providenciar algo pra comer. Mentira! Marido prepara a janta pra gente. Janto. E...

Venho pra net. Leio os emails do dia e visito alguns blogs. Alguns só. Porque se fosse pra correr todas as atualizações das listas ali do lado, estava mesmo era ferrada. Desculpa aí, meu povo.

Aí vou resolver outras coisas ou simplesmente sento em frente a TV sem vontade de fazer PN. E o dia lá, passando. Quando vejo, ops, 23h! Hora de dormir.

No balanço do que sobra do meu dia, o que eu fiz? Quase nada. Uma lista de pendências pra resolver e a consciência pesada.

Está na hora de dar um jeito, hein? Ai ai.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Um fato histórico e um doce

Ich bin ein Berliner!

Essa frase, dita pelo presidente dos EUA, John F. Kennedy, quando visitava Berlin em 1963, fez história. Num discurso empolgado em inglês, para dar ênfase, falou esta frase em alemão.

A frase fez história por dois motivos. O primeiro porque ele queria dizer, no seu discurso, que se sentia como um berlinense, já que os EUA estavam ajudando a Alemanha Ocidental a se reerguer depois da Segunda Guerra Mundial. E o segundo motivo foi, simplesmente, pelo significado.

Sim, significado. Com a frase "Ich bin ein Berliner", que literalmente quer dizer "Eu sou um berlinense", ele quis dizer, na tradução local: "Eu sou um doce". Pois é. Talvez Marilyn Monroe dissesse isso sobre ele, mas nao o presidente dos EUA, né? Ele pagou esse mico...

Se ele quisesse dizer "Eu sou berlinense", ele deveria dizer "Ich bin Berliner", como se diz "Eu sou brasileiro". Pescaram?

E por que um doce?

Porque na Alemanha existe um doce chamado Berliner. Na verdade, ele não se chama Berliner, mas porque ele é de Berlin, moradores de outras regiões da Alemanha o chamam assim. O nome real é Pfannkuchen.
Oi, eu sou um Berliner. ;)

Eu gosto desse doce, porque lembra o sonho do Brasil, aquele pão doce com recheio de goiabada e coberto de acúcar. Em Berlin, o recheio é de geléia de cereja ou morango ou framboesa ou... tudo, menos goiabada. Humpf!

Gente, deu fome! Vou parar o texto aqui e ir comer um ali. Tschüss!

Texto publicado originalmente no Brasil com Z.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Sotaques alemães

No dia que eu fui buscar minha tia no aeroporto, um grupo de rapazes passou por mim. É verão e eu nunca vi tanto turista junto como tenho visto aqui em Berlin, meuzézus!

Eles falavam entre si e uma coisa me chamou a atenção. Foi uma familiaridade, algo conhecido... Eles falavam alemão. Não, não era por ter reconhecido o idioma que senti essa familiaridade. Foi o sotaque, meu povo.

Eram austríacos, segundo marido. Eu os ouvi conversando e fiquei me perguntando de onde eu já conhecia esse tom, esse jeito de falar, essa "ginga"? Eu nunca tinha ouvido austríaco tão de perto.

Aí a ficha caiu. Nossa! Não pode ser!!! Aliás, será!?

Bom, eu ainda acho que não sou doida. Mas, na dúvida, né, nunca se sabe... rs

Então, eu pesquisei na net um vídeo com o sotaque austríaco e achei um cara muito bom! O vídeo é em inglês e vocês poderão ouvir (e entender) o sotaque como eu escutei lá no aeroporto.



Dica: colquem um "tri" ou um "daí" no final de cada frase. Atenção a partir do momento 0:38.

E aí, sou doida?

Para não dizer que eu sou malvada, vejam também o de Berlin e imaginem o que eu tenho que aguentar por aqui. rsrsrs



Fantástico! ;)

P.S. Espero não ter que explicar que são caricaturas, né, meu povo? Assim como nem todo austríaco fala assim, nem todo berlinense é assim. Até porque, tem muito mais "estrangeiro" (pessoas que nasceram em outras cidades da Alemanha) do que nativos por aqui hoje em dia. ;)

domingo, 5 de junho de 2011

Não deu certo...

Não deu certo.
O casamento de 10 anos acabou.
O namoro de 4 anos foi para as cucuias.
Perdeu o emprego de 5 anos.
Voltou pra casa dos pais depois de 3 anos morando sozinho.
Voltou para o Brasil depois de 7 anos na Alemanha.
Não deu certo.

Oi? Cuma? Peraí.

O casamento durou 10 anos. O namoro, 4. O emprego, 5... e não deu certo? O que você estava fazendo durante esse tempo todo? Brincando de casinha? Escondido embaixo da mesa?

Despedi-me de uma colega brasileira que voltou para o Brasil hoje. No email (precisou que a despedida fosse virtual), escrevi que, sim, deu certo. Um ano de Alemanha não se joga fora. Um ano de experiência boas e não tão boas assim (ruim é uma palavra que não deveria existir. A neurolinguística explica) não se esquece.

Deu certo. Até quando e aonde tinha que dar. Uma hora o vento muda de direção e o barco segue outro rumo. Aí você se vê numa ilha deserta com grandes possibilidades de exploração. O plano não deu certo. A vida deu. Aquele momento deu. Aqueles anos compartilhados num casamento deram.

O que não deu certo foi o plano para os anos e momentos seguintes. Não daria certo, talvez. Mas, até ali, deu. E lembre-se, você foi feliz em alguns momentos desses anos, desses caminhos, dessas experiências.

Nada é eterno. Em algum momento há uma ruptura.

Mas, até as rachaduras traçam caminhos. Trace o seu. O novo. E a vida dará certo. Dará certo a partir do ponto que não daria. Não daria ali, naquelas circunstâncias. Portanto, pegue sua bagagem, tudo que se construiu EM VOCÊ nesses anos que se passaram e continue dando certo. Contudo, numa nova direção.

Só não esqueça que deu certo. Até ali. Porque nada é em vão. Nem você.

P.S. E vocês pensando que estava falando de mim, hein? Peguei vocês! ;)

Para a mocinha que voltou: eu sei que você vai ler! Beijos e muita sorte nesse novo recomeçar.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Mais e mais mudanças

Eu estou passando por mudanças. Aliás, passamos todos por momentos de mudanças o tempo todo. Seja mais um dia de vida, mais um cabelo branco (ou vários, no meu caso), um estilo novo ou uma nova forma de pensar.

Desde que voltei a trabalhar, sair de casa, criar uma rotina, ver gente, me desafiar e cumprir tarefas, senti que muita coisa mudou em mim.

Aquela sensação de que sou analfabeta (não leio, não escrevo e não me comunico em terras germânicas) passou. Acabou! Sumiu! Foi para o brejo! Porque agora eu sei que eu posso fazer tudo isso aí entre parênteses. As pessoas me entendem. Claro, perfeição é coisa que passou longe aqui. Um dia ainda quero ter a variedade de vocabulário que tem a Sandra ou a pronúncia que tem a Jane. Porque, né? Confessar que meu sotaque nordestino anasalado não ajuda muito na hora de falar Grün (verde) ou Fünf (cinco) e que nomes de ruas e pessoas ainda são um obstáculo. Herr Quem? Notem, então, que são coisas bem comuns.

Mas, estou levando. E estou conseguindo. Coisas que eu achava que não existiam mais em mim, estavam, na verdade, só adormecidas. Caramba! Como eu sou criativa e rápida! E como eu gosto de trabalhar.

Na minha fase de mudanças, sempre inventei coisas para representá-las. Mulheres adoram isso. Ou renovam o guarda-roupa, a casa, ou cortam o cabelo. Eu já cortei o cabelo. E renovei a casa com uma parede verde e uma rede. =D

Contudo, são tantas e tantas mudanças que é preciso maior representação do que isso. E o meu espelho ou o meu baú de coisas legais que andam acontecendo é o blog. Aí, estou eu aqui pensando em como marcar a Eve versão Deutschland 2.0 através do blog e pensei num novo visual.

Só que eu até posso ser criativa, mas mexer com design gráfico ou web é uma coisa que não está, definitivamente, no meu currículo.

Marido até poderia fazer. Mas, aí, só se eu quisesse que ficasse pronto em 2012. Eu vou aqui, descaradamente, deixar um pedido de Help! Quem quiser fazer parte dessa "mudança" comigo, avisa aí, tá? rsrsrs

E conitnuo mudando.

P.S. Se eu demorar de aparecer, é porque fui ali... =P