segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Dia dos namorados

Por aqui, o dia dos namorados é hoje. Até aí, tudo bem!

Em casa, dia dos namorados é todo dia e a gente não comemora uma data específica. Apesar de confessar que tentei introduzir essa data no nosso calendário de "festejos", mas, ó, não deu certo. Preferi conservar o marido.

Eu já disse que ele é romântico, né? Pois é. Assim, do jeito dele, né mesmo? Então...

Romântico assim:
- Marido, pra compensar os dias que você ficou sem mim, cuidarei de você nesses próximos dias de um jeito especial. (Olhando pra ele com segundas intenções)
- É bom mesmo. Eu lavei as roupas, mas minhas camisas (as que ele usa pra trabalhar) estão todas sem passar num cabide dentro do guarda-roupa.

Oi?

No dia de me buscar no aeroporto, ganhei flores. Pelo menos isso!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

A quantidade de comida

Porque eu digo que eu sei cozinhar na Alemanha (o que não quer dizer que faço isso com frequência)

Refeição típica na minha casa:
- Batata cozida
- Carne de frango ou de porco assada ou frita (ainda não sei comprar peixe aqui e carne de boi só na hora da saudade mesmo)
- Outra verdura cozida que pode ser couve-flor, de bruxelas, cenoura, repolho, vagem ou ervilha. Ou salada. Quando tem uma, não tem outra.

Porque eu digo que não sei cozinhar no Brasil

Refeicão típica na casa da minha mãe:
- Arroz
- Feijão
- Macarrão
- Carne de boi, de frango, ou de peixe que pode ser assada, frita, no molho, com verduras ou não.
- Salada (de folhas)
- Quando não tem uma "salada" de verduras cozidas...

É por essas e outras que fico com as batatas.

P.S. Se minha mãe lesse esse blog, com certeza ela falaria da pobreza de vitaminas e nutrientes das minhas refeições. (Antecipando comentários, né? kkkkk)

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Minhas impressões

Fui para o Brasil depois de um ano morando na Alemanha. Fiquei na casa dos meus pais a maior parte do tempo. Eu sabia que ia encontrar tudo igual. Se não mudou quase nada em 30 anos, não mudaria em 1, né mesmo? Não fui com grandes expectativas quanto a isso. (falo da minha família, viu?)

Só que ter encontrado as coisas dos mesmo jeito foi estranho. Parecia que o tempo em que estive na Alemanha foi um longo sonho. Acordei e estava tudo normal como sempre foi. A única coisa que era diferente eram as perguntas de amigos e parentes: como está na Alemanha? O que quer fazer nesse novo ano? Quais seus planos? etc etc. O resto, minha rotina, inclusive, era tudo igual.

A cidade em que morei cresce a olhos vistos. Mas, isso desde uns 5 anos atrás. Fruto do desenvolvimento do país. O número de carros na capital aumentou. Fruto do recorde de venda de carros do ano passado. Achar pedreiro para fazer uma obra particular é um sacrifício, pois estão todos alocados em construtoras. Fruto das facilidades nos programas de financiamento de casa própria do governo. O país cresce. Não é novidade. Eu já saí de lá acompanhando esse ritmo. Eu fiz parte desse crescimento. Então, de certa forma, não foi uma mudança sentida.

Para mim, contudo, a desigualdade social pareceu muito mais gritante, muito mais urgente... A comparação foi inevitável.

Eu achei estranho a reação de algumas pessoas, os comentários de outras e a forma como umas agiam comigo. Mas, também já estava preparada pra isso. Uma das minhas melhores amigas nem me perguntou se estava feliz. Aliás, não fez nenhuma pergunta direta sobre mim e minha nova vida. Tento entender o fato dela ser ciumenta e se sentir sozinha... Porém, penso que nesse caso, só quem está sendo amiga sou eu, né?, tentando entendê-la. Mérito meu. Vai pra conta do Papa, na minha listinha de coisas boas que fiz. (Sou interesseira, né? rs)

Vi pouca gente, considerando a quantidade de emails e telefonemas que fiz. Contudo, quem eu encontrei, valorizei cada minuto do encontro e da amizade. Inclusive, as novas que fiz ou solidifiquei (Oi, Tania! Oi, Celine!).

No mais, agora estou na minha casa, pensando nos meus planos e definindo melhor meus objetivos para esse ano. Vamos ver o que acontece daqui pra frente! Sigam-me os bons!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O peso da idade

Já não bastou quase todas as mulheres da minha família terem reparado nos cabelos brancos dessa velhota que vos escreve e ainda terem sugerido pintura (escravidão não!!), tive que ouvir pitaco de primo mais novo.

Imaginem a cena: euzinha tentando participar da conversa de meus primos adolescentes na formatura de um primo de 23 anos. Detalhe: sou a prima mais velha.

Estou eu lá, tentando me enturmar, quando um primo de 15 anos vira pra mim e diz:
- O que você quer aqui, Eve? Você tem o dobro da nossa idade!!

Peguei-o pela cintura, como um daqueles minotauros de luta livre e joguei-o de cabeça no chão. Saí sorrindo. (Aí eu acordei, pois essa foi só a vontade mesmo)

Na verdade eu fiz isso:
Chamei o danado de filho da puta! Saí sorrindo.

Eu perco a classe, mas não deixo passar em branco.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O cúmulo da lerdeza

Desde os 19 anos moro na cidade vizinha a dos meus pais, com quase 600 mil habitantes. Fui pra lá por causa da universidade e do trabalho. Por isso mesmo, ainda tinha algumas coisas para resolver por lá, além de visitar amigos e familiares.

Eu queria cancelar a minha conta corrente. Aproveitei que minha mãe queria ir pra lá e peguei a "carona" dela. Pegamos um ônibus que parava na esquina da rua do banco. Aí começa a minha lerdeza.

Minha mãe me disse que ia dobrar a esquina à esquerda para resolver o que tinha que resolver e que eu deveria atravessar a rua e seguir em frente.

Eu não sei qual foi o santo que baixou em mim, só sei que eu atravessei a rua e também dobrei à esquerda. Estava andando distraída, pensando na morte da bezerra, talvez, quando escuto minha mãe atrás de mim, perguntando para onde estava indo.

Eu me assustei, lógico. Não esperava encontrá-la no MEU caminho. Porque, até então, achava que estava no meu caminho...

Minha mãe teve que me levar até o banco, gente! Num caminho de 200 metros, onde só precisava seguir em frente.

Perdi meu GPS depois de mais de 8 anos morando na cidade e mais de 5 com conta naquele banco.

Se alguém achou meu GPS, favor entrar em contato. Beijos!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Cheguei, meu povo!

Pois é, cheguei ontem, às 16h (horário de Berlin).

O voo foi tranquilo porque foi à noite. Se eu disser que a mesma turma do fundão voltou comigo, vocês acreditam? Karma ou Darma? Mas, eles preferiram dormir, graças a Deus.

Ao meu lado, um senhor italiano com medo de voar e que mora há 5 anos no Brasil. Encheu a cara de whisky e não parou de falar até a hora que eu cansei, virei a cara e fui dormir.

Mas, as cerejas do bolo não me deixam, né? Porque eu atraio essas coisas. Ele vira pra mim e diz que ronca!! Que ronca!!! E que se eu quisesse, poderia bater em sua boca. Oi? Pra ser tirada do voo à força? Não, meu caro. Vai roncar, vai.

E roncou, meu povo! Como roncou! Correr pra onde nessas horas, hein?

Mas, cheguei em casa sã e salva. Bebi água, bati um papinho básico com o meu povo e capotei na cama. Levantei pra jantar, tomei banho e voltei pra cama, novamente. Agora estou aqui. Já já estarei pela blogosfera visitando todo mundo.

Me aguardem, não vai ser agora que se verão livres de mim.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Matando a curiosidade: o que ando fazendo no Brasil

- Lembram do FAQ. 18? Pois então. Eu fiz. Não doeu. Ninguém morreu. Mas, estou leve, graças a Deus. Fiz minha parte. Agora eu sigo em frente. Não querer voltar para o Brasil, ter feito de Berlin minha casa, não quer dizer que virei as costas, nem deixei de ser filha, irmã, amiga, prima... Os problemas que tenho com minha família - caso para analistas ganharem dinheiro - eu os teria se morássemos todos juntos em qualquer lugar do mundo, pois as pessoas são as mesmas. E quero ficar na Alemanha pelas oportunidades, pelo que quero construir. Tudo o que vivi até antes de me mudar foi o que me fez estar na Alemanha. Se tivesse morado em outro lugar, se tivesse convivido com outras pessoas, não teria conhecido marido, não teríamos vivido o que vivemos até decidir por estar aonde estamos. Não posso negar quem eu sou. E sei que os fantamas me perseguem e não posso ignorá-los, só enfrentá-los. Uma coisa de cada vez. Quem sabe, um dia, eu conto a história toda. Ou não. Sei lá!

A Liza, querida, deixou um comentário fofo no FAQ. 16, assim:
"Eve, voce achou o seu lugar no mundo e isso é muito bom. Ouso a dizer que voce vê em Berlin a beleza e felicidade que encontrou dentro de voce e talvez qualquer cidade te pareceria linda assim."

Acho que é isso.

- Fora isso, tenho visitado amigos e familiares, deixei de ver outros por falta de oportunidade ou porque perdi o contato mesmo. Para isso, haverá outras vezes em outras vindas pra cá ou eles lá.

- Fui à praia e ainda vou mais uma vez. E só. Acho que não foi uma boa decisão vir para o pico do verão no meio do tratamento de pele. Penitência pra ela!

- Fiz compras. Comprei esmaltes e calcinhas. Fútil! NOT! Só não uso calçolão e nem pago caro quando tive acesso a mais baratas por aqui. Isso é esperteza. Quanto aos esmaltes, bom... hehehehe... faz parte, né?

- Fiz pequenas viagens.

- Comi muito. Engordei, até agora, 1,5kg. Culpa do feijão da minha mãe e das guloseimas. Culpa deles, né? Sei...

- Fico em casa (porque mesmo estando fora há quase 10 anos, continuo chamando a casa dos meus pais de "minha casa"). Porque ser bem tratada pela mãe não tem preço. Nem mastercard.

- Estou arrumando as malas. Viajo no dia 06.02. Prometo regularizar as visitas. Adorei receber os comentários de vocês. Senti-me acompanhada.

Até a próxima semana!