segunda-feira, 9 de agosto de 2010

"Estrangeiro" - Luxemburgo em 3 partes

Fomos para Luxemburgo aproveitando a viagem a Trier, perto de lá 60km.

Parte 01:
Só que nós cometemos um pequeno erro: deixamos de almoçar em Trier para almoçar por lá. Chegamos às 15h, eu já estava roxa de fome. Eu não sei vocês, mas quando estou com muita fome, fico mau-humorada, tonta e com dor de cabeça.

Daí que a gente resolve procurar um restaurante "barato" para comer. Mas, esquecemos que nós estávamos em Luxemburgo e não na Alemanha.

Para começar todos os restaurantes da praça onde estávamos tinham os cardápios em francês. Todos! Marido e eu não falamos uma palavra em francês, além de merci. Foi interessante ver marido se atrapalhando na língua, como eu faço em alemão. Pensem, então, no drama que eu passei para achar um restaurante com fome, muita fome.

Por fim, percebemos que o jeito era tirar o inglês das profundezas e ir em frente.

Já que não entendiámos os cardápios, íamos pelos preços. Ledo engano. Pratos individuais de, no mínimo, 25 euros. Em Berlin, 25 euros é um jantar completo para nós dois, com bebida.

Acabamos pagando 13 euros cada, num prato promocional de bife com fritas num restaurante em que o garçon só falava francês e inglês. Um absurdo! Hahahahahaha

Parte 02
Visitamos a parte da cidade recomendada por Jackie. E, olha, adorei. A região se chama "Grund", uma área construída num vale ou sei lá o que, que data de 1700 e bolinha (a cabeça começa a falhar) e muito bonita.

Tem muita coisa pra ver, alguns prédios históricos, bares, caminhos... Muito interessante.
O resto da cidade que eu vi é cheia de prédios gigantes, espelhados e comerciais, muitos são bancos.

Parte 03
Nunca, na história desse país, eu vi tanto carro esportivo de luxo quanto em três horas que ficamos em Luxemburgo. Tá, o nome já diz, pra estar lá, tem que ter luxo. Ok, trocadilho do baralho esse, me perdoem. ;)

Eu juro. Acho que vi uns 7 ou 8 carros desses, entre Ferraris, Lamborghinis e Porsches. Chegamos no estacionamento pra deixar o carro e dou de cara com um Lamborghini verde. É demais para o meu coração.
Marido perguntou se eu moraria lá. Moraria sim, mas só se fosse para ter uma Ferrari na garagem. Se é pra ser pobre, continuo por Berlin mesmo que me sinto mais à vontade. rs

Parte bônus:
Para sentir o drama da riqueza dessa cidade, pensem que EU VI, ninguém me contou, eu vi, gente (leiam: mulheres) na frente de lojas como Louis Vuitton e Dolce e Gabanna tirando fotos. As pessoas chegavam em frente da vitrine e tiravam fotos delas por lá. Comprar que é bom, nada, né?

Eu sou uma pessoa tão antenada para essas coisas que, para escrever o nome das marcas, fui no Google. Nem sei se está certo mesmo. =P

Só volto pra lá quando for rica, muito RI-CA!

sábado, 7 de agosto de 2010

Centro - Parte 02

Pois é, saímos do Norte e fomos em direção ao Sul. No meio, tínhamos destinos a cumprir.

Saímos de Münster no dia 27 e fomos para Rheinland-Pfalz, onde a querida Flor mora. Digitamos o seu endereço no navi, porque ela mora num Dorf dorf mesmo (rsrsrs) e chegamos lá anoitecendo. Porque antes, passamos em Aachen, conhecida pelas fontes e termas, e que, sinceramente, não nos empolgou muito.
Na casa da Flor, fomos muito bem recebidos e passeamos pelos vinhedos da região próxima à sua casa, com ela e o marido. A região onde ela mora é conhecida como Mosel, nome do rio que passa por lá. Já tomou um vinho de lá? Está esperando o quê? E é MOSEL, sem trema, com trema é outra coisa. (não perguntem, não vou falar. rsrsrs).

Como chegamos à noite, deixamos os passeios para o dia seguinte. O dia começou com neblina e um pouco de chuva. De lá fomos a Trier, que fica perto, e de Trier, para Luxemburgo (conto em outra parte).

Em Trier, a cidade mais antiga da Alemanha, nos deparamos com a Porta Nigra, datada do séc 02 dc. Trier pertendeu ao império romano. Marido estava doido para ver e ficava sempre repetindo: "como no meu livro de latim, como no meu livro." Nem preciso dizer que ele ficou bobo como criança em frente à construção.
Adoramos a cidade, apesar da chuva.

Depois de Luxembrugo (calma, que conto dele depois), voltamos para a casa da Flor. As conversas eram sempre muito boas. ;) No dia seguinte, aproveitamos a nossa guia particular e fomos a uma cidadezinha "mimosa", chamada Bernkastel, para passear e comer comida indiana. Um luxo.
Nos despedimos de Jackie e seu marido e seguimos para a Estrada dos Vinhos, onde marido (o meu) tem amigos e queria passar para tomar um café. A cidade dessa região se chama Landau. Chegamos já com a tarde avançada e resolvemos, de novo, dispensar a barraca e irmos para uma pousada num dorf perto da cidade. Marido disse que era a Toscana Alemã. Como eu não conheço, só achei muito bonito mesmo.
No dia seguinte, visitamos esses amigos e seguimos viagem passando por Strasburg (na França, conto depois), em direção à Floresta Negra.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Norte - Parte 01 (continuação)

Do "maravilhoso" mar do norte, saímos em direção a Hamburg, que é uma cidade-estado, como Berlin e Bremen.

Detalhe: a noite na praia, no churrasco furado, foi passada dentro da barraca, no jardim do cara, porque a casa grande e bonita não tinha lugar suficiente para a gente. Aham!

A gente chegou em Hamburg no domingo, durante o dia. Comércio fechado. Todo o comércio, eu quis dizer. Inclusive a rua mais famosa da cidade. Sim, essa aí que você pensou. Não conhece a fama? Menina, está perdendo o quê que não clica aqui (em inglês)? Que de tão conhecida - e reconhecida - virou cult.

Hamburg tem o segundo maior porto do mundo, perdendo apenas para o de Rotterdam, na Holanda. Com o porto, temos os armazéns antigos, usados desde que a cidade é cidade. São quilômetros de prédios, como podem notar só em uma foto.
Chegamos lá com chuva, tínhamos deixado o sol e as temperaturas altas em Berlin. Passamos apenas para que eu conhecesse, já que ficava no meio do caminho para a próxima parada.

De lá, fomos para Stade, uma pequena e fofa cidade onde mora um dos melhores amigos de marido. Ficamos na casa deles uma noite. Foi tão legal ver os dois se divertindo, curtindo um a presença do outro. E também foi legal me sentir integrada nesse cenário. Adorei.
Seguimos viagem para Bremen, também só de passagem, para visitar uma amiga e um amigo que marido não via a mais de 15 anos. Passamos lá, demos os abraços, quase matamos o amigo dele do coração, deixamos contatos e promessas de visitas.

Alguém lembra ou conhece a história dos animais cantores? Pois é. A história se chama "Os músicos de Bremen".
Nesse mesmo dia, ainda viajamos para Münster, no estado de Nordrhein-Westfalen, para visitar um outro amigo de marido, da época da faculdade. Essa visita ficou sem fotos, infelizmente. Passamos a noite lá e seguimos viagem para o Mosel, em Rheiland-Pfalz que fica para a outra parte da viagem.

Dessa vez, foram dois dias em três estados. ;)

P.S. Lembrem-se que a Alemanha é do tamanho da Bahia. Fazíamos uns 300, 400km por dia apenas.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Nordsee - o mar do norte

Um dos motivos da viagem ter começado no dia 23/07 é que tínhamos uma festa marcada para o dia 24/07, em St. Peter Ording, um povoado/distrito pertencente a Hamburg (mentira! marido me corrigiu, não é um povoado, é uma cidade mesmo). Lá encontraríamos primos de marido, minha cunhada e par de pessoas que nunca vi na vida.

Daí que a minha cunhada fez a maior propaganda da casa, disse que era linda, que era grande, que era isso, era aquilo e, melhor ainda, era à beira mar, do bendito Nordsee. Eu já estava pensando horrores dessa casa, esperando maravilhas da paisagem etc.

Chegamos lá no dia 24 à tarde e o churrasco já tinha começado. O clima não colaborou e estava fazendo 15 graus. Claro, ventava pra baralho por lá e o churrasco miou no meio quando a chuva começou. Rá! Chupa essa manga.

Aí o pessoal da família de marido queria porque queria que ele me levasse para ver a praia. Coisa mais linda de se ver, diziam eles. Aí, a história continua nas falácias.

Primeiro que a casa não é à beira mar. É grande e bonita, ok. Mas, para chegar até o mar, você precisa subir uma barreira de contenção, tipo um morro. Exatamente, barreira. Nessa barreira, tinham ovelhas. Muitas. Lá vai eu espantando ovelhas para abrir passagem para o mar.
Depois de superar esse obstáculo, chego lá em cima, num vento do baralho e... quê?
"Isso aí é a praia???" - Foi a única coisa que consegui dizer.

Marido todo sem graça, claro. Não se mostra uma coisa dessas para uma brasileira e diz que é praia, gente, pelamordeminhasantamaezinha. Agora eu entendo porque o povo adora Tailândia, Brasil, Caribe (tá, esqueçam as mulheres...)

Com vocês, o Nordsee:
Essas caixinhas aí é para o povo sentar, esticar as pernas e se proteger do sol, a substituição do nosso conhecido sombreiro. ;)

E, ó, pra curtir essa maravilha, tem que pagar, viu?
Morri, né, meu povo. Morri.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Norte - Parte 01

Resolvemos começar a viagem pelo norte do país, até porque, tínhamos uma festa de aniversário da família para ir lá no Nordsee (capítulo a parte dessa história).

(Abre parênteses) A idéia era passar duas semanas fora, mas no meio do caminho, a moça que vos escreve cansou, cabeça cheia de imagens, histórias e impressões. Além do que, a viagem foi uma loucura, parando ali, encontrando gente aqui. A gente não parava quieto um segundo. Quando paramos, lá embaixo, no Bodensee, pedi pinico. Vocês irão perceber pelos detalhes. (Fecha parênteses)

Saímos de Berlin no dia 23/07, às 09h. Passamos pelos estados de Brandenburg e depois por Mecklenburg-Vorpommern - o nome é feio e ruim assim mesmo. Brandenburg não tem muita graça, mas o outro, de nome feio e ruim, tem, com muitos lagos e locais para acampar. Fica tão perto que já programamos outras visitas.

A primeira parada foi num Dorf (povoado) que ficou sem fotos e sem nome. Péssima turista que sou, eu sei. Depois, paramos na capital de Mecklenburg, Schwerin (estado de nome feio, não tem capital de nome bonito, né, minha gente?). A cidade é bonita e o centro com muitos prédios antigos.De Schwrein, fomos para Wismar, no mar báltico. Devo dizer que achei a cara da Holanda, apesar de nunca ter estado lá, ainda. ;) Paramos lá só para ver o mar. Cof! Cof! Cof! (detalhes, detalhes...)Depois fomos para Lübeck que já em outro estado, o Schleswig-Holstein - que não é mais fácil que o anterior. De todas as cidades que visitamos, consideramos a mais bonita e agradável. Lá, descobrimos a editora mais velha da Alemanha, fundada em 1579 e tiramos foto do monumento que estava desenhado na antiga nota de 50 do Marco alemão.
Foi o nosso primeiro dia de viagem. Três paradas, três estados, três cidades diferentes, três caminhadas, passeios... Ufa! Paramos numa pousada, porque ninguém queria armar barraca, e foi bem confortável, pois era uma antiga fazenda de 300 anos de construída.
No dia seguinte, seguimos viagem para St. Peter Ording, um povoado à beira do Nordsee que pertence a Hamburgo. Mas, esse merece um post só pra ele.

Esposa exemplar

Ontem, com uma amiga no MSN:

Eve diz: olha como sou esposa exemplar: fiz uma torta (vulgo: botei no forno pra descongelar), estou com fome, mas esperando o marido acordar (que está descansando da viagem) para comermos juntos com o café que eu vou fazer. o café, eu mesma faço. rsrsrs

(tempos depois)

Eve diz: voltei
Celine diz: ja cuidou do maridão?
Eve diz: a pessoa acorda sempre com vontade de comer coisa doce. hoje, resolve que quer algo salgado
sério, assim nao dá
é por isso que os divórcios acontecem
Celine diz: kkkkkkkkkkkkkkkkk

Toda trabalhada na dedicação. É isso que dá.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Em casa

Cheguei ontem, às 23h. Saímos do Bodensee, visitamos ainda duas cidades da Baviera e andamos mais de 900 km para chegar em casa. Os últimos 350km embaixo de chuva. =P

Cumprimos 90% do nosso objetivo. Ou mais, sei lá. Ainda estou cansada da viagem e não estou raciocinando direito.

Gostei muito, aproveitei bastante e vou contar um pouquinho como foi nas próximas postagens. No momento, estou desfazendo malas, lavando roupas e colocando coisas no lugar. Já dei fim em mais de 500 emails e ainda faltam uns 50 que precisam ser respondidos. Pois é, ninguém manda ter tantos blogs e participar de tantos grupos de discussão. ;)

Vou dividir as postagens sobre a viagem em 4 partes: norte, centro, sul e "estrangeiro". Vou contar as coisas mais interessantes de cada viagem e as cidades em que passei. Foram muitas, acreditem. Tinha dia que passávamos em duas, parávamos, comíamos algo, visitávamos alguns lugares e entrávamos no carro novamente.

A parte mais legal, sem sombra de dúvidas, foi encontrar amigos, pessoas queridas que tornaram a viagem mais especial. Conhecer amigos de marido, ser aceita por eles, ter meu alemão elogiado, ver a alegria e satisfação no rosto dele por estar entre pessoas que ele gosta muito, encontrar brasileiras que conheci através do blog (ter blog é legal!), estreitar a amizade, falar de coisas em comum, conhecer seus cantinhos também foi muito especial.

Então, o ponto alto da viagem foi a Amizade. Não é uma cidade, não é uma região, mas tem uma paisagem maravilhosa. E é melhor ainda visitar o blog dessas pessoas e descobrir que elas pensam igual, pois, cada uma tocou no mesmo assunto à sua maneira.

Deixo aqui o meu abraço a elas!
Jackie, Sandra e Liza.

Com calma, vou visitar o blog de todos vocês, pois, não posso deixar de valorizar o que é virtual também. ;) Mas, deixem eu descansar, please.