sábado, 30 de outubro de 2010

Para não esquecer - 2

Na quarta, fui ao dermatologista buscar o remédio para o tratamento que vou fazer (porque antes tinha que ter o atestado da gineco dizendo que não estou grávida). Tudo tranquilo, peguei metrô, caminhei um bom pedaço, fui bem atendida no consultório, na farmácia... Só que caminhar me faz pensar, refletir.

Fiquei pensando na minha vida, nas coisas que eu queria fazer, na primeira tentativa frustrada de conseguir um trabalho voluntário e estava me sentindo mal, reclamando de mim mesma e fiquei triste.

No retorno, desci na Nordbahnhof para ir para casa, ela fica ao lado do Mauer Denkmal. Lá, é possível encontrar muita história do muro e suas vítimas. Caminhando, parei em um memorial que nunca tinha lido. A história de uma das vítimas que morreram ao tentar pular o muro, Ernst Mundt.

Em resumo: ele tinha 40 anos quando tentou atravessar do leste, "protegido" pelos russos, para o oeste, aonde morava a sua mãe. Eles só podiam se comunicar por cartas. Numa tarde de setembro de 62, no ano seguinte à construção do muro, ele decidiu que seu lugar era no oeste, mesmo que fosse proibido sair da Berlin Leste. Chegou até as cercas de bicicleta e tentou chegar até o muro, foi parado por dois soldados que patrulhavam a área e começou-se uma discussão. Nesse tempo, ele tentou fugir novamente. Ele já estava quase conseguindo, quando um carro com oficiais do exército se aproximava, eles viram sua tentativa de fuga e atiraram direto em sua cabeça. Caiu morto ainda do lado leste. Os soldados que o mataram ganharam medalha de honra por "proteger a fronteira". E a mãe ficou sem o filho...

Essa não é mais a história de Berlin. Mas, ela ainda pode ser muita viva, tanto para lembrar e informar quanto para ensinar. Eu aprendi.

Aprendi que a minha vida é muito boa.

Agora, de volta à nossa programação normal.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

O tempo da eletrostática

Se o inverno para uns já é um tormento, imagina quando acompanhado de eletrostática?

O que é isso, pelamordedeus, menina? Come com pão? Não!

Simples. Sabe quando você anda de meias pela casa, ou acaba de tirar um casaco e pega na maçaneta da porta? É isso.

É esse choque que eu tomo toda vez que desço do carro, trem, metrô... porque friccionei/atritei a roupa de lã na pele, criei um campo de eletrostática e depois peguei numa superfície metálica. É o literal: CHOQUEI, minha gente!

Para melhorar o conjunto da obra, tenha um marido que usa barba e bigode. Tente beijá-lo assim que tirar o seu casaco, ou ele tirar o dele. Isso é que é uma relação eletrizante, não é mesmo?

Que nada!

Se me perguntarem qual a parte do inverno que eu menos gosto, direi de boca cheia: eletrostática. Depois do vento gelado no rosto, claro.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

O problema com os espelhos

Eu não sou baixinha. Claro, depende da perspectiva.
Se estou perto de marido, sou sim. Porque ele tem 1,85m.
Se estou perto da minha mãe, sou alta. Porque ela tem 1,54m.
Se estou entre colegas, sou mediana. Porque quase todas tem alturas parecidas.
E também não me acho fora do padrão alemão.
Nem todas as mulheres são tão altas aqui.
Ok, eu confesso, eu tenho só 1,61m de altura.
Mas, eu nunca me incomodei. Até porque, qualquer salto me deixa com uma postura legal.
E eles não passam de 8cm, porque não sou boa em malabarismos. =P

O problema, na maioria das vezes, é quando estou em frente a espelhos.
Seja em bares, restaurantes, na casa de amigos alemães...
Desde que o espelho não seja aquele de corpo inteiro, a única coisa que consigo enxergar é a minha testa.

Aí eu fico me perguntando se a mulher da casa é tão alta assim, ou se o homem que pendurou o espelho resolveu não considerar que existem pessoas mais baixas do que ele.

Porque, né? Bora pensar nos outros?

Aconteceu recentemente. Fui no banheiro de um restaurante, queria também checar a cabeleira e o que vejo? Só os arrepiados do cabelo. Imaginem a cena: a moça aqui pulando dentro do banheiro para enxergar alguma coisa... Micão.

Humpf! Mundo injusto.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Para não esquecer

Já é constrangedor ter que ir ao ginecologista pra fazer "você sabe que tipo de exame" numa médica que você nunca viu na vida e que não te oferece nenhum vinho para relaxar, ainda mais numa língua que você não domina.

Imagina, então, ter que ir com o marido? Duas vezes mais constrangedor.

Marido ficar fazendo piadas durante a consulta e querer que você entenda e sorria quando, na verdade, você só quer que aquilo tudo acabe o mais rápido possível antes de você sair correndo da sala, é fazer com que o seu constrangimento seja elevado ao quadrado.

Posso dizer que minha resignação para aprender alemão aumentou? Pois é.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Meme do 4

Esse foi a Tânia há tempos e a Gisley que me passou ontem. Então, tenho a obrigação dupla de responder. rsrs

Trabalhos que tive na vida:
1. Estagiária
2. Escriturária
3. Administradora
4. Consultora

Lugares em que vivi:
1. Londrina/PR
2. Interior da Bahia (que não vou dizer qual)
3. Recife
4. Berlin

Programas de TV que assistia quando criança:
1. Castelo Rá-tim-bum
2. Arquivo X
3. Tom e Jerry
4. Pica-pau

Programas de TV que assisto
1. Tartort (série policial alemã)
2. Bob Esponja (pra treinar o alemão e porque eu gosto mesmo)
3. Filmes
4. O que tiver passando de interessante na hora que ligo a TV

Quatro lugares que estive e voltaria:
1. Península de Maraú - Bahia
2. Lübeck - norte da Alemanha
3. Rio de Janeiro
4. Bodensee (lago no sul da Alemanha)

Formas diferentes que me chamam:
1. Eve
2. Vey
3. Amarela (pq será?)
4. Minha bela (mas esse é só marido)

Quatro comidas favoritas:
1. Qualquer moqueca (menos a de siri mole)
2. Grega
3. Dönner (sanduíche turco)
4. Pizza

Quatro lugares que desejaria estar agora:
1. Minha cama para curar esssa torcicolo (ao invés de estar aqui escrevendo)
2. Na casa dos meus pais (que poderia ser em qualquer lugar do mundo)
3. Num escritório, trabalhando e recebendo para isso.
4. Aqui mesmo, em Berlin.

Espero que este ano eu possa:
1. Arrumar um trabalho voluntário para treinar o alemão.
2. Receber a boa nota do teste que fiz.
3. Ganhar muitos presentes de aniversário (viu? viu?)
4. Continuar satisfeita.

Como sempre faço, deixo aqui pra quem quiser roubar.

Vingancinha

Esse post é dedicado a todas a senhoras e senhoritas que têm postado textos sobre dietas/regimes/atividades físicas para evitar as gordurinhas indesejadas de inverno e que me fizeram lembrar/pensar/refletir que EU tenho que me preocupar com isso também.

Para vocês, minha mais nova e deliciosa descoberta.



Detalhe: foi marido que me deu.
Detalhe 2: é gostoso pra burro isso aí, meu povo! Um brigadeiro com chocolate dos mais finos que você já comeu.

Eu sou má. Eu já disse isso aqui.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Para onde foi o meu inglês?

Estou eu, linda, loira e serelepe (oi?), caminhando em direção ao curso (isso foi na semana passada), quando sou parada por três turistas. Pausa para uma explicação: o caminho que eu faço fazia é perto do Mauer Denkmal e do Mauer Park, dois pontos turísticos relacionados ao Muro de Berlim. Fim da pausa. A moça me para e me pergunta se eu sabia falar inglês. Eu juro que eu levei uns três segundos para mudar a língua no meu cérebro, mas ainda assim não funcionou.

Eu disse: "a little bit", mas o início da frase foi para dizer "ein Bisschen", em alemão.
Aí, ela me pergunta onde é o "Wall"
Eu queria responder "300 metros à frente", e o bicho pegou de vez. Porque 300 metros em alemão é "drei hundert meter", em inglês "three hundred meters". Eu falei "three hundert meters" e apontei na direção. Ela fez outra pergunta em inglês, que era para eu responder "talvez" e respondi "vielleicht", depois pedi desculpas, corrigi e disse "maybe".
Os turistas agradecem e saem falando em ESPANHOL.

Eu suei pra conversar com eles e poderia ter resolvido com "em 300 metros". Cacilda!!!!

Alguém aí explica o que acontece com meu cérebro? Obrigada!

domingo, 24 de outubro de 2010

Sobre a prova de certificado alemão - Parte 02

Primeiro, um pouco sobre o certificado B2. Eu fiz a prova pelo TELC, instituição reconhecida, inclusive, pelo governo alemão. Como a minha escola de idiomas é uma das escolas em Berlin autorizadas a aplicar esse teste, fiz por lá e foi mais barato para mim (80 euros). Eles fazem os testes no final de cada turma, ou seja, a cada dois meses, caso tenham 3 ou mais interessados.

FAQ - 15. Porque eu fiz o teste? 
Para o B2 e antes de fazer o teste de cidadania, não sou obrigada a fazer uma prova de certificação para testar meus conhecimentos em alemão. Poderia, inclusive, esperar para fazer do C1 ou o TestDAF (que é tipo o TOEFL). Mas, eu preferi fazer o B2 agora, e deixar para fazer o TestDAF depois que estiver mais segura com o idioma, coisa para mais seis meses ou um ano (ou mais, depende do "click").

O nível B2 já é aceito no mercado de trabalho para algumas profissões e/ou vagas e, também, em algumas universidades. (Quanto melhor a universidade ou mais complexo o curso, maior a exigência de conhecimento da língua, geralmente a partir do C1).

Como eu quero começar a trabalhar ontem (rsrs), quero ter o certificado para ter como provar para o meu futuro empregador que já tenho um nível adequado de comunicação. Isso quer dizer que já estou apta a me expressar claramente, capaz de discutir e negociar com sucesso (bom saber), já tenho vocabulário razoável para áreas específicas e situações cotidianas. Além de uma boa gramática. (Sim, copiei do site.)

E também fiz para provar para mim mesma que não investi dinheiro e tempo num curso de alemão em vão. Eu preciso ter certeza, através de um teste, que fiz a minha parte no processo de aprendizagem.

Eu preciso acertar apenas 60% das questões para ter direito a receber o certificado, de um total de 300 pontos. Só que eu sei que alemão se importa muito com notas e eu não quero um simples "suficiente". Eu quero um "bom". Um "muito bom/ótimo", sei que não receberei, pois os modelos que fiz sempre me deixaram na média entre 80 e 90% de acertos. Teria que conseguir mais que isso. Como sou consciente, sei que perfeição não é o meu forte (sou tudo, menos perfeccionista), minha meta é ter 80% de aproveitamento. E foi isso que me deixou nervosa antes, durante e depois do teste. =D

Eu vou tentar não me descabelar se ficar com menos de 80% e tentar não me matar se nem alcançar 60%, prometo.

O resultado sai em 6 ou 8 semanas, eles enviam pra minha casa. Ainda bem que não tenho mania de roer a unha...

sábado, 23 de outubro de 2010

Sobre a prova de certificado alemão - Parte 01

Então que eu fiz as provas.
Na quinta (dia 21), foi o teste oral. Eu tinha que conversar com uma colega de curso em três situações diferentes: sobre um livro/filme/show/viagem que tenhamos lido/visto/feito; ler um texto e discuti-lo fazendo um resumo e dando a nossa opinião; por fim, resolver um "problema" que, no nosso caso, foi um encontro de ex-colegas de classe. Não durou mais do que dez minutos.

Eu falei sobre um livro que eu li, ela sobre uma viagem que fez. A gente até já tinha ensaiado juntas... rs
Achava que o texto que iríamos ler seria mais difícil do que o que tivemos. A discussão era sobre ter ou não aulas de dança nas escolas de Berlin. O "problema" foi muito fácil de resolver, por isso mesmo coloquei entre aspas.

Mas....

Sempre tem que ter um mas. O celular da minha colega tocou TRÊS vezes durante a avaliação. Eu perdi a concentração e embolei algumas frases. Eu só não a matei depois, porque ela é coreana e pode saber alguma arte marcial, e a minha está congelada em algum tempo no passado (rsrs). E também porque ela pediu mil desculpas do jeito oriental, fazendo reverência e eu me senti uma pessoa importante. (Mentira! Eu é que sou besta mesmo.)

Na sexta (dia 22), foram os testes de leitura, gramática, audição e escrita. Sim, tudojuntomisturadoaomesmotempo. A parte de leitura não foi complicada. Na gramática, tínhamos dois exercícios, o primeiro foi relativamente fácil (relativo, porque eu já sei que errei uma) e o segundo foi difícil mesmo. Contudo, fiz todos os dois conscientes, não me deixei desesperar. Tivemos uma pausa entre essas duas partes e as duas seguintes: audição e escrita. E o que a professora faz? Sai da sala e deixa as provas com a gente. Seis mulheres com uma prova de escrita na mão. O que a gente fez? Lemos a prova e já discutimos entre nós o que deveríamos escrever. Nós tínhamos que fazer uma Bewerbungsbrief (uma carta de apresentação para uma empresa) em 30 minutos. Todo mundo conseguiu. Só que eu acho que cometi um erro usando um verbo errado, que, dependendo da interpretação de quem vai corrigir, pode me tirar pontos, já que pode demonstrar que eu não entendi direito as intenções da vaga, por exemplo. Na parte de audição, foi um colapso geral, já que teve criança chorando no corredor, gente abrindo a porta, povo tossindo, carro passando na rua... E a gente só pode ouvir UMA vez cada parte e num curto espaço de tempo.

Apesar de alguns percalços, eu saí da prova leve, com sensação de dever cumprido. Se vou tirar a nota que eu quero, não sei. Mas, como marido me lembrou, uma fase acabou e tem uma nova começando. Agora sim é hora de colocar a cara no mundo.

Levando em conta que a prova terminou dia 22/10 e eu cheguei no dia 21/01, posso dizer que foi uma gestação muito boa e tranquila, e agora preciso cuidar do bebê que nasceu: eu!

Obrigada pelos votos de sucesso!

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

A culpa não é minha

Enquanto vocês estão aqui se divertindo com o meu blog, estou ali me f... fazendo a prova para o certificado de alemão. Vibrações positivas, hein?

Caso eu não me saia bem na prova, não se preocupem. Já tenho em quem botar a culpa. Porque tudo é uma questão de culpa, não é? A gente resolve os problemas mais fácil arrumando culpados. Arrumei os meus.

Na semana passada, de terça à sábado, tivemos visita do sobrinho de marido, sua esposa e filhos. A menina mais nova não largou do meu pé e ficava conversando sobre tudo e qualquer coisa o tempo inteiro. Será, meu Deus, que mulher já nasce tagarela? Bom, não importa. Vou mostrar um pouco do que foi tê-los aqui em casa.

O caderno do curso:

"Oi, tudo bem?"
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Esqueçam a fofice deles, esqueçam! Eles são culpados por isso também. rsrsrsrs

Update: Cheguei do teste. Mas, eu não conto nada ainda. Porque eu sou má, má, maaaaáá!!!! (Sr. Abobrinha feelings)

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Alemão também tem problemas com alemão

Marido e eu estávamos conversando com meu cunhado sobre as eleições no Brasil (assunto interesZzzzzzzzzz....) quando marido está lá falando alguma coisa e, no meio da frase, empaca:

- Er soll kandi... kandi... kandi... (ele deve candi...)
E meu cunhado:
- Kandidiert.
- Isso.

Eu passo a mão na cabeça de marido e consolo:
- Te entendo.
- Viu? Até alemão se embola com alemão.

Aí, eu estrago a minha chance de ficar calada:
- Mas, isso não é alemão. É latim.

Pois é, alemão tem alguma influência do latim. Acreditem, se quiser (com a voz do narrador do programa).

kandidieren = candidatar-se
Ainda tem: informieren, telefonieren, diskutieren, funktionieren...

Se eu ficasse calada, não seria mais cobrada e não jogariam na minha cara que eu posso usar o português para aprender alemão. Eu sofro, viu? ;)

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Sobre pontos fracos

Já escrevi sobre pontos fortes e vantagens. Agora chegou a vez dos pontos fracos.

Eu sei que estou egocêntrica esses dias. Vão dizer que não perceberam? Aliás, quem tem um blog que conta sobre si e coisas que aconteceram consigo é o que mesmo? rsrs (Não me batam!). Ok. Então, devo estar mais egocêntrica ainda. Acredito que seja por conta do fim do curso de alemão (termino o B2, o C1 faço só no ano que vem). É como se formar na faculdade. No fim, você sempre se pergunta "e agora?". Não tenho mais desculpas, tenho que por a cara à tapa. Deve ser também o início da síndrome do segundo ano...

E como parte desse processo de auto-análise, começo colocando minha cara à tapa por aqui, mostrando alguns pontos fracos.

Por exemplo:
Ter marido alemão que já foi expatriado também pode ser uma grande desvantagem. Os primeiros três meses de Alemanha passei agarrada nele (aqui conta o fato de que eu não sabia quase nada de alemão). Não saia sozinha de jeito nenhum. Quando preciso de uma coisa, é ele que providencia. Como não estou sozinha, não tenho coragem e/ou necessidade de me arriscar em conversas telefônicas, pesquisar serviços ou mesmo pedir um prato no restaurante. Eu sei, mea culpa.

Eu sou tímida. Juro. Eu sou espontânea e sorridente, mas se estou insegura, minha timidez aparece. Perguntem a quem me conhece pessoalmente, né Jane? Na hora de falar alemão, eu travo. Eu tenho "diálogos de elevador" constantemente.
- O dia está bonito, né?
- É.
- Como está o curso de alemão?
- Bom.
- Gostando?
- Sim.
E pronto. Falta-me coragem para desenvolver conversas e não posso dizer que as pessoas não tentam. Com isso, meu alemão fica sem prática.

Por último, ainda não aprendi a lidar com as minhas frustrações. No curso, por exemplo, escrevi muitas redações, inclusive aquelas do tipo "o que vocês fizeram nas férias", como fazíamos quando crianças. Eu capricho muito nos textos, reviso, leio, corrijo, olho no dicionário, leio de novo, passo a limpo e acho que está tudo bem. Aí a professora corrije e me devolve tudo rabiscado. Eu "brocho" na hora e fico me perguntando quando, enfim, vou conseguir escrever uma frase correta. Pior quando imagino escrevendo relatórios, profissionalmente, essa visão é horrível pra mim. Pra voltar ao normal preciso de um tempão.

Para ajudar, pergunto a marido quanto tempo eu levaria para aprender a escrever alemão decentemente e ele responde: "Conte com 3 anos." Mais motivador e realista, impossível, né? E ele sabe, ele sabe... 

Em casa, já falo alemão mais tempo com marido. Além disso, já estou tentando tomar minhas providências e, em breve, volto aqui pra contar.

Mas, não dá pra dizer que é fácil. Opa! E quem disse que seria?

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Bichada

E aí que eu fui em outro médico. Dessa vez, dermatologista. E aí que, enfim, darei um fim na minha acne für immer e não terei mais que sofrer por isso. (Sim, dói, essa por%#)

Daí também que tive outro motivo para ir ao médico - e dessa vez com a indicação dada pelo clínico geral. Simples. Eu estou bichada. Com pereba. Manchada. Parece sarna, mas não é - porque ainda não tenho cachorro em casa, só por isso. Médico disse que é vírus de outono, uma irritação na pele. Alguém explica aí que, diabos, é um vírus de outono?

Só sei que ele disse que eu não preciso me descabelar (oi?), que não é nada sério. Só preciso usar um remédio na pele para sumir. O fato de ter que lavar bem a mão depois de passar no corpo, só fiquei sabendo porque a farmacêutica (é esse o nome da profissão?) me disse como tinha que usar. Ou seja, o creme que eu passo no MEU corpo é perigoso para mim mesma. Oi? Hein? Tá bom...

Fazer o quê, né? Estou usando. As "pereba" estão sumindo e eu estou aqui me policiando para não enfiar a unha nessas coisas e arrancar pedaço. Sabe sarampo? Então, quase igual.
Isso aí é um pedaço da minha barriga. Mas, estão nos braços, nas pernas, nas costas, na..., na..., na porra toda.

Sim, estou chateada. Vocês também não estariam? =P

Update: Descobri que este post foi parar na comunidade do Orkut *Confissões*Casada c/ gringo (sim, eu rastreio o blog e os IPs de quem acessa). Não sei porquê, nem com qual intuito. Não faço parte desta comunidade, nem escrevi com a intenção de aparecer por lá. Mas, se alguém que veio através do tópico quiser me explicar em que circunstâncias a referência ao meu blog foi parar por lá, fico agradecida. Quando sou citada, gosto de saber os motivos.

De novo no médico

Lembram que eu contei sobre o problema com a minha mão direita? Pois é, eu ainda não imobilizei. Explico porquê.

Eu fui a um médico especialista antes de ir a um clínico geral. Aqui na Alemanha, por conta dos planos de saúde, é preciso ir primeiro num geral para ele passar as requisições do SUS indicações para os especialistas. Como eu fui direto num especialista, não tinha a indicação e ele não me deu uma receita. Vai entender. A gente não sabia que tinha que ser nessa ordem obrigatoriamente.

Aí eu fui semana passada num clínico geral para ele me dar uma receita. O especialista me mandou o diagnóstico por carta, que deveria ser entregue ao geral para que ele fizesse a prescrição. Acontece, caros amigos, que o clínico geral não quis me dar a receita. Pior, ainda tentou mudar o diagnóstico do especialista. Ele pegou no meu braço, apertou e perguntou se doeu. Eu disse que não. Do jeito como ele fez não doeu mesmo. Aí ele disse que, nesse caso, eu não precisava de tratamento. Oi? Ele bebeu? Marido entrou em ação e disse que não era bem assim. Mas, ele não quis me dar a receita e me mandou ir a outro médico. Eu bufei de raiva, né? Ficou parecendo o SUS mesmo, que você fica correndo de um médico para outro, sem saber o que fazer. Então, o jeito vai ser ir em outro médico, ou no mesmo especialista, já que tenho uma indicação, para que, enfim, possa tratar o meu braço.

Fora que o tratamento que o médico deu foi quase linha de produção de indústria. Juro para vocês. Ele tinha duas salas para atendimento. Enquanto ele atendia a gente, ele chamou outro paciente para a outra sala. O outro paciente fica na sala esperando a gente terminar. Tudo isso para economizar um minuto entre uma consulta e outra. Marido disse que ele já viu outros médicos fazerem a mesma coisa. Eles otimizam o atendimento por conta dos velhinhos, enquanto um está andando em direção a uma das salas, o outro está sendo atendido...

E quanto mais gente ele consegue atender no dia, mas ele ganha do plano de saúde, né mesmo?

Acho que já conheço isso de algum lugar... =P

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

O MICO da viagem

Marido queria me dar um presente. Disse que, durante a viagem, eu ganharia uma hora de massagem num "termas" que existe numa cidade perto de onde ficamos.

Na verdade, ele, como bom alemão, queria ir para a sauna enquanto eu ficaria me distraindo numa piscina térmica e ganhando uma massagem. Porque ele sabe que eu não vou numa sauna tão cedo, então, tinha que me convencer de alguma forma.

Pronto, convenceu.

Fomos, então, na segunda-feira, para este lugar que ele chamou de termas e que tinha sauna, piscina, massagem e o baralho todo.

Só que ele não contava que, no momento em que estacionamos o carro, eu me deparasse com a cena que me deparei.

A área do estacionamento era mais alta e olhando para dentro dessa "termas" dava pra ver por cima do muro.

E o que eu vejo:

UM MONTE DE HOMEM PELADO SAINDO POR UMA PORTA e indo em direção ao que penso ser a sauna.

PELADOS. TODOS. UM MONTE DE HOMEM.

Para um alemão isso é completamente normal. Pergutem aos seus. Nos países nórdicos é a mesma coisa, né?

Pois é.

No Brasil, mesmo com aqueles biquinis minúsculos que o povo usa na praia, não estamos acostumados com nudez plena. Mesmo que para um alemão, a nudez seja algo natural, não erótico. Não, gente! Alemães não são tarados, pervertidos e depravados. A relação que eles têm com o corpo é diferente da que nós brasileiros temos. Alguém com mais tempo de Alemanha pode comentar, por favor?

O negócio é que eu ainda não me acostumei e nem sei se vou me acostumar. E a minha reação foi tão espontânea e chocante que marido nem insistiu.

- Ai meu Deus do céu! EU NÃO VOU ENTRAR AÍ! É um choque cultural muito grande, não estou preparada!

Pronto, acabei com as boas intenções de marido, tadinho.

Não sei como ele ainda me ama. rsrs

domingo, 17 de outubro de 2010

Farinha do mesmo saco

Pegando o gancho desse vídeo, queria falar um pouco sobre as generalizações que fazemos quando estamos do lado de cá. Dividimos o mundo em quatro continentes, praticamente: Brasil, América (a do norte), Europa e Japão (porque todo asiático é japonês, né?)

Vejo em muitos blogs de pessoas morando na Europa, a afirmação de que "europeu é assim mesmo", "europeu se comporta assim e assado", "europeu..."

Aqui no blog só tem duas categorias distintas relacionadas à "Europa": Alemanha e Berlin. Uso "Alemanha" para falar de viagens por outras cidades e regiões além da fronteira de Berlin e para hábitos, costumes e culturas que gostaria de destacar e que são comuns. Berlin está mais relacionada ao meu dia a dia.

Quem mora na Holanda (não é o seu caso, Lininha, é só um exemplo, viu?), não pode falar que "europeu" é assim ou assado. Não é europeu, é holandês. O mesmo acontece com quem mora na Itália, Espanha, Inglaterra, França... São europeus por viverem no mesmo continente, compartilharem o mesmo clima (nem sempre), terem os mesmos tipos de carros, estradas boas, paisagens. Mas, não um único povo nos costumes, nos hábitos...

A Alemanha é um país pequeno, do tamanho do estado da Bahia. Mas, mesmo por aqui, há as diferenças. Um nativo de Hamburgo é diferente de um de Munique. Um do leste alemão ainda é diferente do oeste. Uma pessoa que mora num dorf (vila, interior) tem costumes e ideias diferentes de quem mora numa cidade grande. Isso porque eu nem falei dos dialetos, que não são sotaques, são línguas próprias de cada região. E assim vai...

Os alemães que eu conheço, por exemplo, separam a europa em central, latina e leste. Portugal, Espanha e Itália são países latinos para eles. Os espanhóis, na visão alemã, são os baianos da Europa, gostam de festas, tem alegria e praias. O principal destino dos alemães de férias no verão é a Espanha por conta disso. (Glenda, estou mentindo? Update: link que a Glenda deixou nos comentários de um ótimo texto)

Suíça, Áustria e Alemanha tem a mesma língua em comum. Ok. Só isso. Os suíços podem ser ainda mais formais e os austríacos podem ser ainda mais nacionalistas que os alemães. (Liana, se estiver errada, grita. rs)

Existem as semelhanças? Existem. São muitas. Mas, as diferenças são ainda maiores. Por isso é que existem países, línguas e culturas distintas no mesmo continente.

Europeu também generaliza? Bem capaz. Não é um mal de brasileiro no exterior. Alemão que não conhece o Brasil acha que lá é só praia, floresta amazônica, violência, Lula e carnaval. Porque é só isso que eles ouvem sobre o nosso pais. É a visão única deles.

Eu tento não cair na generalização européia e não colocar tudo no mesmo pacote. Mas, eu também acabo colocando os alemães num pacote só, porque ainda não conheço a fundo a Alemanha. Irei me policiar mais daqui pra frente.


E enquanto isso, continuo comentendo meus micos.

sábado, 16 de outubro de 2010

Oferta e procura

Tem quem reclame da falta de trabalho.
Tem quem procure.
Tem quem ache.
E também tem os que dispensam.
Alguns têm bons motivos. Outros... Bom, senta que lá vem história.

A escola onde marido trabalha tem parcerias com muitas instituições de apoio aos jovens. Uma delas tem uma vaga para pedagoga. A carga horária de trabalho na Alemanha, oficial, é de 38,5h por semana.

A primeira contratada era jovem e recém-formada. Dispensou o emprego uma semana depois, alegando que trabalhar até às 18h era muito pra ela.

Então, contrataram uma mulher de cerca de 40 anos. Três dias depois, ela desistiu do trabalho, pois achava que 8h30 era muito cedo para começar.

Agora, já tem um tempo que eles procuram uma nova pessoa e não encontram. O salário, por baixo, é de 1.600 euros líquido por mês.

E eu aqui me perguntando porque não estudei pedagogia.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Cabelo, para que te quero?

Então que todo mundo no restaurante (5 pessoas) já sabia que eu era brasileira quando saímos da "pausa" do cigarro. Todos me olhavam sorrindo, mas me mediam de cima à baixo. Devem ter estranhado que eu não sou do tipo lindo da mulata globeleza, né?

Aí, marido que é falador, simpático e adora fazer contato (já falei isso?) foi puxar assunto com um senhor que conhecia Fulana, filha de Beltrano, que casou e ficou viúva e que marido tinha conhecido na infância (Assim, né? Coisas de interiorrr). Enquanto isso, se aproxima outro senhor de mim.

Esse senhor tinha um cachorro. E é claro que o melhor jeito de chegar em mulher é com um cachorro, né? Fofo. Ele não, gente. O cachorro. Daí que estava eu lá, fazendo carinho no cachorro, que já estava quase no meu colo (olha só a intimidade...), quando o senhor se aproxima de mim, visivelmente bêbado:

- Seu cabelo é muito bonito. (Ele estava solto, cacheado, lembrando a juba de um leão porque ventava muito naquele lugar, zezus!)
- Obrigada!
- Eu gosto de cabelos curtos, mas também gosto de cabelos assim, como o seu.
- Obrigada! - tinha mais alguma coisa que eu pudesse dizer?
- Quanto tempo você leva para lavar o seu cabelo?
- Oi?
- Duas ou três horas?
- Oi?
- Deve ser.
- 20 minutos.
- Ah, não acredito. Não pode ser menos que uma hora.
- Ok, é uma hora.

Porque, né? Explicar pra quê? E ainda em alemão...
Nessa hora, magnífico marido surge e me salva e o cachorro sai pela tangente. Opa, o cachorro fica, o senhor é que sai. heheheheheh

E eu já contei que tenho acne? Então...

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Cidade, povoado ou lugar?

Como falei, na última viagem, ficamos hospedados em um povoado com 1800 habitantes.

Marido é falador, simpático e adora fazer contato. Totalmente o contrário de mim, vocês vão pensar. ;)

E a pausa para o cigarro (ninguém é perfeito e o meu é fumante) é sempre uma boa oportunidade para puxar papo, já que aqui, o pessoal tem que sair do bar/restaurante pra fumar quando não tem sala própria para fumante. Numa dessas, no restaurante do hotel em que ficamos, marido puxou assunto com uma moradora e ele fez um comentário que chamou atenção da senhora.

- Essa cidade (Stadt) é muito bonita.
- Cidade não.
- Sim, esse povoado (Dorf). Desculpe, é que vim do Brasil e estou acostumado a chamar tudo de cidade.
Aí a mulher fecha a cara pra ele e diz num tom ríspido que só alemão sabe fazer e ainda consegue sorrir no final da frase:
- Povoado também não, é muito negativo. Diga lugar (Ort).
- Ah sim, ok, lugar (Ort).

E a cara, meu povo, enfia aonde?

Fora que, quando entramos, todo mundo já sabia que eu era brasileira e os olhares já eram diferentes. Assunto pra outro post.

Sete anos não são sete dias

Ele me acorda todos os dias me chamando de "Meu amor" e me dando um "Bom dia!" cheio de carinho.
O café já está pronto quando levanto e ele está à caminho da escola.
Ele está sempre sorrindo pra mim, mesmo que não seja comigo que esteja conversando.
Se digo que estou ocupada, cansada ou, simplesmente, com preguiça, ele cozinha, faz compras, arruma a casa...
Ele me chama pra sair porque gosta de estar comigo e eu, de estar com ele.
Nossa vida melhorou muito nesses meses e o amor só cresceu.
Sinto-me feliz com ele, por ele e para ele.
E sinto-me feliz por mim, porque ele está comigo, na torcida pelas minhas novas oportunidades.
Meu mundo não é mais como era antes.
Esse mundo novo descubro com ele.
Eu amo cada dia que passo ao seu lado.

Hoje fazem sete anos! Eu casaria de novo com você!

Para fechar, um texto que não fui eu que escrevi, mas que é perfeito para o momento:
"Explica para todo o mundo
Explica para todo o mundo a diferença que faz seu boa noite suspirado. Tenta explicar a paz que a sua respiração é capaz de me dar. Vai, descreve aí o quanto é importante o seu bom dia preguiçoso enquanto o mundo faz barulho do outro lado da janela fechada. Faz o mundo inteiro entender a diferença da sua mão apertando a minha antes dos olhos se abrirem. Descreve com jeitinho a importância na sua vida de ouvir um 'eu te amo' antes ainda do moço lá no rádio-relógio avisar que horas são. Conta direito como eu me sinto depois de rir de alguma conversa sem nem ter levantado para ver o dia já nascido, há horas, lá fora. Tenta. Tenta fazer todas as pessoas do mundo entenderem que não existe nada melhor nem mais importante do que aquela paz que faz o tempo parar enquanto você está comigo. Me ajuda. Explica pra louça de ontem que ficou pra lembrar que ainda estamos juntos, conta para o chuveiro que testemunha toda a minha saudade quando estou sem você, convence aquela luz do abajur no canto da sala que tudo que eu falo sozinha sobre você é pouco perto da realidade. Diz que é de verdade. Explica vai, ajuda cada cantinho da minha casa, que assiste a sua ausência, entender porque precisamos tanto do seu bom dia. Com aquela sua calma, com aquela paz, faz o mundo inteiro saber que sem você ele nem é mundo e nem é inteiro."

Daqui

E você prometeu viver até os 100!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Estávamos sendo observados

Gente, sério!
Estávamos subindo um morro, passeando, quando eu senti que estávamos sendo observados. A pessoa sente, né?

Aí eu olhei pra trás, procurei, procurei, procurei até que...

Vejam com os seus próprios olhos!
Acharam?

Harz

Enfim, cheguei.
Viajamos no sábado para uma região montanhosa chamada Harz, a 300km de Berlin. É uma região conhecida pela visita das bruxas no passado. Pois é. Existe uma montanha chamada Brocken famosa pelas reuniões de bruxas que aconteciam lá. Aí depois elas começaram a ser queimadas em fogueiras... Se é verdade, eu não sei. Só sei que a região é cheia de referências sobre as bruxas e bonequinhas são vendidas como souvenirs.

Marido costumava passar as férias de infância lá. Conta aí muitos anos, viu? Ficamos na mesma vila em que ele costumava ficar, chamada de Lautenthal, pertence à cidade de Langelsheim e possui, atualmente, 1800 habitantes.

Chegamos à tarde e já fomos fazer uma caminhada pelo bosque. No domingo, caminhada novamente. Segunda, mais caminhada... Coisa pouca, 4km por dia, porque eu não sou nenhuma atleta. Eu adorei o lugar, a região é muito bonita, com o cenário montanhoso e seus lagos.

O resultado, vocês podem ver nas fotos que irei colocar. Como recebi muitas visitas novas e muitos me pediram fotos, vou caprichar dessa vez. Aliás, preciso agradecer as visitas e os comentários. Quando eu regularizar as minhas leituras e meus afazeres por aqui, visito TODOS, viu?

Demos muita sorte com o tempo. Sol e céu azul todos os dias, apesar de amanhecer com ZERO GRAU e passarmos os dias com uma média de 10. (O.o) O carro amanheceu congelado duas vezes.

Recomendo muito a região.
Por ser uma região montanhosa, até a década de 70 havia muitas minas de minérios (prata, zinco, cobre...) e, por isso, também, há muitas represas e lagos necessários para o processo de mineração. Sim, mina de minério. Redundância necessária, afinal, poderia ser de sal, de carvão... hehehehe

E a comida? Não sei se porque os mineiros precisam de muita comida e isso virou cultura da região ou se eles, simplesmente, gostam de comer muito mesmo, pois os pratos eram enormes, com muita coisa. Acho que um só daria para nós dois e mais uma pessoa. Nem preciso dizer que voltei com dor na consciência por ter comido tanto.
Goslar foi uma das cidades que visitamos. Nesse final de semana, estava acontecendo uma feira de artesanato medieval, fiz um vídeo, mas não consegui adicionar.

O outono nas cidades estava assim:
E nas florestas, assim:
Vista das montanhas:
E o castelo de Wernigerode:
Ufa! Chega, né?

E, por favor, não me perguntem como estão as minhas pernas!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

As minhas vantagens

Eu tive e ainda tenho algumas vantagens em relação a muitas pessoas que moram na Alemanha. Eu não posso me comparar à Sandra, por exemplo, que veio pra cá 16 anos atrás por meio de programa internacional de estágio. Eu não posso me comparar à D. Flor, que saiu de São Paulo para um interior pra lá de provinciano e casou com seu alemão. Também não posso me comparar à Liza que veio morar aqui com o seu marido brasileiro. Posso, muito menos, me comparar à Isabela que chegou aqui por vontade própria e com seu passaporte português.

Por um simples fato, eu convivo com um alemão há 7 anos. Eu o conheci no Brasil, onde ele morava. Nós moramos juntos desde sempre, desde o início (loucura, podem dizer. rsrs) Casamos apenas aqui, mas se tivéssemos permanecido no Brasil, teríamos mantido nossa união estável.

Isso quer dizer que, mesmo sem conhecer a Alemanha, eu já tive contato com a sua cultura através de um alemão nascido e criado na sua terra. Sempre que podia, ele me contava um pouco sobre como era a vida na Alemanha e como as coisas aqui funcionavam/funcionam.

Quando nos mudamos pra cá, também com as minhas visitas anteriores - só duas, já tinha uma noção do que me esperava aqui. Não sonhei nada ou me iludi, ou mesmo, temi. Eu, simplesmente, já sabia.

Só que como marido ficou 15 anos no Brasil, 6 deles comigo, muita coisa mudou no seu país. E que grata surpresa tivemos quando descobrimos que o cenário que ele pintava pra mim de alemães carrancudos e inflexíveis se mostrou diferente. Eles ainda são carrancudos e inflexíveis, mas já sabem lidar com o "jeitinho" e aprenderam a sorrir um pouquinho mais.

E o mais importante, viemos morar em Berlin. Talvez seja a cidade mais bem preparada para receber estrangeiros (no mesmo "pacote", coloco Hamburgo). Tanto pela quantidade de estrangeiros que moram aqui, quanto pela sua cultura de tolerância adquirida com o fim da guerra e com a queda do muro.

Eu gosto muito de ajudar quem me manda emails perguntando como é isso ou aquilo por aqui, mas preciso lembrar que a forma como eu reagi a determinadas situações é totalmente diferente de como quem chega, sem um histórico parecido com o meu. Porém, isso não quer dizer que devem parar de me mandar emails. Jamais façam isso. Eu adoro recebê-los e saber que ajudo de alguma forma. =P

Eu me senti deslocada, analfabeta, boba, medrosa e outras coisas mais, mas eu tinha - e ainda tenho, oxalá - um marido alemão ao meu lado, falando fluentemente português, que conhece a vida de um "expatriado" por já ter sido um no Brasil e que está comigo há 7 anos. Isso fez com que minhas experiências fossem outras e minhas fases (as que todas passamos) viessem e fossem embora mais rápido. Apesar de achar que ainda não saí de algumas... Eu sei, virão muitas outras. Dizem que o segundo ano é ainda mais difícil.

A minha visão é diferente da sua. Mas, tenha certeza, somos parecidas. =D

P.S. Esse post é programado. Notícias sobre a viagem em breve.

P.S. 2: Relendo o texto, percebi que os exemplos que eu dei de pessoas que vieram pra cá ficou sem uma explicação para a citação. Eu as citei, porque, como veem, elas vieram pra cá em circunstâncias diferentes e, acredito, passam ou passaram por situações mais dificéis e complicadas que eu. Eu já vim prevenida de algumas coisas e para elas, eu tiro o meu chapéu.

P.S. 3: Isso quer dizer que eu cheguei.=P

sábado, 9 de outubro de 2010

Para os que desejam estar longe

"Die Ferne ist ein schöner Ort
Doch wenn ich da bin, ist sie fort
Die Ferne ist, wo ich nicht bin
Ich geh und geh und komm nicht hin."

A distância é um lindo lugar
Mas quando estou lá, ela se foi.
A distância é onde eu não estou
Eu vou e vou e nunca chego lá.

Da banda Silly, que cantava a "nostalgia" da DDR.

Para constar: no domingo, dia 03, a unificação da Alemanha fez 20 anos. Ainda aqui em Berlin, posso ver que as diferenças continuam. E eu acho o leste sempre mais interessante.


Aviso:
Queridos e amados leitores do meu coraçãozinho brasileiro-alemão,
Estou fazendo uma pequena viagem, porque marido tem férias de outono na escola e quer me mostrar como as florestas ficam coloridas nesta estação.
Estarei de volta na terça-feira.
Não morram de saudades de mim, eu suplico. rsrsrs
Eu vou sentir saudades de vocês. =P

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Família é um troço esquisito - VI

Eu tenho um pai muito influenciável. Não por mim, porque eu sou filha e pais "das antigas" não escutam filhos, principalmente, se forem mulheres.

Quando eu contei para meus pais que tínhamos decidido vir morar na Alemanha, apresentei vários argumentos para que os seus corações ficassem calminhos. Um deles foi a possibilidade de aprender uma nova língua e, consequentemente, valorização do meu currículo em território nacional.

"O tempo passa, o tempo voa..."

Conversávamos ao telefone e ele começa o seguinte diálogo:
- Como está o curso?
- Bem.
- Está aprendendo alemão mesmo?
- Estou, claro.
- Vai fazer até quando?
- Até o final do mês.
- Mas não vai ter nenhum diploma?
- Sim, vou fazer uma prova de certificação. Por quê?
- Você conhece Fulano? Pai de Fulana?
- Lembrei. O que tem ele?
- Ele disse que quando você voltar falando alemão, vai ser muito valorizada no mercado, pois são poucos os executivos que falam alemão no Brasil.
- É pai, eu sei disso...

Eu sei e ele também deveria saber há muito tempo, já que EU que disse isso, né?

Vida que segue.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Frau da Silva

A Alemanha é um país muito formal. Tem até pronome pessoal específico para esse tratamento, além do "Sr." e "Sra."

Como tal, as pessoas se apresentam como Herr Fulano, Frau Beltrana... e te chamam de Frau também. Eu nunca passei por isso no Brasil. Quando me chamavam de Sra., e, mesmo assim, era Sra. Eve, eu sempre dizia: "Senhora está no céu."

Aqui, não posso dizer isso, pois faz parte da cultura do alemão (e acho que de americanos, ingleses, suíços...) chamar uma pessoa que não conhece ou que acabou de conhecer pelo nome de família. Você só vira "você" se for amigo ou parente. No ambiente profissional, só se pode chamar alguém de "você" (ou pelo primeiro nome) se ele deixar, ou quando e se ele avisar que pode mudar a forma de tratamento.

Quando eu casei, não mudei o meu sobrenome por alguns motivos. Os principais foram: a nova papelada que eu teria que providenciar e o fato de que assino/assinei artigos profissionais com o meu sobrenome. Se eu mudasse, perderia muitas referências. E ainda arrumaria uma briga desnecessária com meu pai. =P

Então, mantive o nome de solteira. Acontece que, como quase todo brasileiro, tenho dois sobrenomes e um deles eu não gosto, porque é comum demais e 90% dos brasileiros têm. É aquele ali do título, que não vou repetir para não facilitar o trabalho do amigo Google. No Brasil, eu assino o meu nome com o segundo sobrenome. Eu, simplesmente, esqueço que no meio tem esse aí, comum. rs

Só que, como é o primeiro sobrenome, é assim que os alemães me chamam - Frau da "Zilfa", porque é como aparece nos meus documentos (o nome completo, claro).

Eu não vou dizer como é a cara que eu faço quando isso acontece. Vou mostrar:
Ou, se estiver de TPM:
O pior é que não dá pra fingir que não foi comigo, né?

E se alguém nos comentários disser que tem o mesmo sobrenome que eu, alegar parentesco e quiser fazer parte do testamento, eu juro que me jogo atrás do trem, viu?

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Aprender a pedir

O pessoal do curso saiu um dia para beber e conversar. Eu não fui porque estava gripada na semana e porque também não aguentaria beber o que esse povo bebe (uma dose e eu já estou bêbada).

Eles me contaram que tomaram muito vinho e sempre pediam outra garrafa. O garçom levava sempre um vinho diferente.

Na sexta garrafa, eles perceberam algo errado e perguntaram porque sempre outra garrafa diferente (outro tipo, outro sabor...). Quando o garçom responde:

- Porque vocês pedem outra e não mais uma.

Coisas da língua.

Apideiti: Em alemão, andere (outro/a) quer dizer "outra coisa". Se você quer a mesma coisa mais uma vez, tem que dizer noch einer (mais uma)

Uma canção medieval

Ontem, no curso, recebi um texto alemão escrito na idade média. O compositor, Walther von der Vogelweide, viveu entre 1170 e 1230, aproximadamente.

O texto foi escrito num tipo de alemão antigo. Afinal toda língua muda com o tempo, ou vai dizer que vocês continuam chamando o povo de Vossa Mercê? rs

Além do texto ser lindo e ter sido narrado por uma voz masculina maravilhosa, a mensagem do texto tem tudo a ver também com o que escrevi ontem. Ou não, vai depender do ponto de vista de cada um.

Abaixo transcrevo o texto original, o texto atualizado e a minha tradução. (Para quem entende alemão: se alguém tiver uma ideia de tradução melhor, grita, viu?) Consegui um áudio do texto, mas não foi a que eu escutei no curso. Infelizmente, não consegui anexar o áudio aqui, mas clicando neste link e dando "play" no arquivo 11, vocês conseguem ouvir a música. (Isabela, lembrei de você)

No alemão antigo:
Owê war sint verswunden alliu mîniu jâr!
ist mir mîn leben getroumet, oder ist ez wâr?
daz ich je wânde ez wære, was daz allez iht?
dar nâch hân ich geslâfen und enweiz es niht.
nû bin ich erwachet, und ist mir unbekant
daz mir hie vor was kündic als mîn ander hant.
liut unde lant, dârinne ich von kinde bin erzogen,
die sint mir worden vremde rehte als ez sî gelogen.
die mîne gespilen wâren, die sint træge unt alt.
daz velt ist unbereitet, verhouwen ist der walt:
wan daz daz wazzer vliuzet als ez wîlent vlôz,
vür wâr mîn ungelücke wande ich wurde grôz.
mich grüezet maneger trâge, der mich bekande ê wol.
diu werlt ist allenthalben ungenâden vol.
als ich gedenke an manegen vil wünneclîchen tac,
die mir sint gar entvallen als in daz mer ein slac,
iemer mêre ouwê.

Alemão de hoje:
O weh, wohin sind alle meine Jahre entschwunden?
Habe ich mein Leben nur geträumt, oder ist es wirklich?
Was ich immer glaubte, daß es sei - war das wirklich etwas?
Demnach habe ich geschlafen und weiß es nicht.
Jetzt bin ich erwacht, und ich kenne nicht mehr,
was mir zuvor bekannt war wie eine meiner Hände.
Leute und Land, wo ich von Kind an aufgezogen worden bin,
die sind mir fremd geworden, genau so, als wäre alles erlogen.
Die meine Gespielen waren, die sind jetzt träge und alt.
Felder sind bebaut, der Wald ist gerodet:
Wenn nicht die Gewässer wie früher fließen würden,
fürwahr, dann glaubte ich, daß mein Unglück groß wäre.
Viele grüßen mich kaum mehr, die mich früher gut gekannt haben.
Die Welt ist überall voller Undank.
Wenn ich an die vielen herrlichen Tage denke,
die mir vergangen sind wie ein Schlag ins Wasser -
immerdar o weh!

Tradução:
Oh dor, para onde desapareceram todos os meus anos?
Minha vida foi só sonhos ou foi real?
O que sempre acreditei que era, realmente sempre existiu?
Estive dormindo e não sei.
Agora que estou acordado, não reconheço mais nada.
Antes, conhecia como uma das minhas mãos.
Pessoas e terra, onde eu, quando criança, fui criado
Tornaram-se estranhos para mim, exatamente como se fossem mentiras.
Os que eram meus companheiros, hoje são lentos e velhos.
Campos foram urbanizados, florestas devastadas.
Se nem as águas fluem como antes
De verdade, acredito que minha infelicidade seria grande
Muitos não me cumprimentam mais, eles que eram antes bons conhecidos.
O mundo, em todos os lugares, é cheio de ingratidão
Quando penso em muitos belos dias
que passaram por mim superficialmente -
para sempre, oh dor.

Alemão pode ser uma língua muito bonita. Perguntem a Goethe. ;)

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Quem mais?

Quando me mudei pra cá, quase toda semana enviava e-mails para os amigos contando o que andava acontecendo. Mandava para umas 20 pessoas e só 2 ou 3 respondiam. Como as respostas eram escassas e, muitas vezes, vazias, fui parando de enviar os e-mails. Agora só envio pontualmente para um ou para outro, principalmente, nos aniversários (quando eu lembro, né?).

Daí que outro dia mandei e-mail para duas de minhas melhores amigas, que me conhecem desde o tempo do colégio e só uma delas me respondeu. Dentre outras coisas, dizia que eu não estava acompanhando a vida dela, que não sabia o que estava acontecendo e outros blá, blá, blás.

A pessoa recebe um e-mail meu perguntando como está a vida e responde desse jeito. A pessoa não me manda um e-mail espontaneamente de jeito nenhum. Eu é que tenho que entrar em contato. Eu é que tenho que dizer que aqui está tudo bem, porque ninguém pergunta.

A mesma coisa acontece com meus pais. Outro dia tentei ligar pra eles e a ligação estava ruim. Eu os ouvia, mas eles não. Eles sabiam que era eu, e eles não retornaram a ligação. E quando, enfim, consegui falar com eles no outro dia, disseram que da próxima vez que não conseguisse ligar, era para EU ligar para o vizinho (que também é meu tio) e que ficam morrendo de saudades quando eu não ligo. Ora, se eu não os acho em casa ou não consigo completar uma ligação e eles estão com saudades, porque eles não tentam ligar para mim? Em todo esse tempo, só fizeram isso uma vez e exigem que eu ligue todo final de semana.

Eu tenho um outro blog destinado só à família. Fiz, principalmente, pensando na minha mãe, porque ela tem problemas de audição, não me escuta direito ao telefone e queria deixá-la mais perto da minha vida, coloco fotos, conto o dia-a-dia. O que faria se estivesse por lá. Ela não tem net em casa, mas meus tios têm. E tem lan house também na cidade. Aí eu pergunto se ela está acessando o blog e ela diz que não, que está sem tempo e começa a chorar as pitangas. Mas, no final da ligação, também chora a saudade dela. Eu escrevo por lá uma vez por semana! Uma vez por semana. Vocês, que não são a minha mãe, me leem todo dia. Ponto.

Uns dois tios meus, de vez em quando, mandam e-mail para mim. Ou criticando alguma coisa que escrevi no blog com um tom ácido, ou me pedindo para pesquisar alguma coisa por aqui.

Conversando com marido sobre essas posturas, chegamos a uma conclusão (Pausa. Marido sabe, porque ele já passou por essa mesma situação 15 anos atrás quando mudou para o Brasil. Fim da Pausa):

Eu incomodo.

Porque eu que fui embora.
Porque eu fiz com que eles percebessem o quanto é "relativamente" fácil sair da zona de conforto, mudar de vida.
Porque eu, provavelmente, fiz uma coisa que a maioria tem vontade de fazer: recomeçar a vida de qualquer ponto, de novo e de novo.
Porque eu fui capaz de enfrentar a minha vida, de largar "tudo" e vir para o outro lado do oceano, sem qualquer segurança.
Porque, com a minha postura, eu mostrei para muitos deles como suas vidas são medíocres (de mediana, viu?).

Eles se orgulham de mim. Mas, sentem raiva, uma certa inveja e, por mágoa, acham que sou eu que devo alguma coisa para eles. Fui eu quem partiu o coração deles, sou eu que sou obrigada a remendar.

E eu vou precisar conviver com isso...

Quem de vocês já passou pela mesma situação?

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Nem Freud explica essa

Apesar do moço aí ser austríaco (informação desnecessária porque austríaco não é alemão, vai gritar meu marido), provavelmente, quando ele disse que mulheres tinham inveja dos homens (foi ele que disse essa mentira, né?), um certo hábito ainda não existia em terras germânicas.

Quando se fala nessa "inveja", a primeira coisa que vem à cabeça das pessoas é: porque homens fazem xixi em pé.

Rá! A teoria de Freud cai por terra. Ou os homens alemães que têm inveja das mulheres.

Porque alemão, meus caros, faz xixi sentado. É isso aí mesmo que você leu.

E eu dou graças a Deus por isso. Pois, em festas ou reuniões de amigos no meu apartamento, meu banheiro não fica parecendo um de rodoviária. Ninguém faz xixi pra fora do vaso! (Atenção! Meu blog não é uma democracia, comentário masculino defendendo o direito de fazer xixi em pé e justificando "pequenos" acidentes não serão aceitos. Sim, eu sou tirana.)

Não me perguntem porquê, pois não sei explicar. Nem Freud.

Deve ser por isso que "mundo" aqui é feminino: Die Welt. =P

P.S. Aliás, no blog da Billy (Vocês não sabiam que é esse o nome dela, né? Eu seeeeei.) tem a explicação masculina.

domingo, 3 de outubro de 2010

Em crise com o curso

Eu tenho duas professoras no curso agora.

Uma é de segunda e terça e a outra, de quarta a sexta. Acontece que eu nunca gostei da didática da primeira, mas aguentava porque eu tinha o professor. Aí vem a professora fofa e nos trata como se fóssemos crianças.

Se eu estivesse no A1 ia adorar ter uma professora fofa. Mas, estou no B2 e tenho uma prova de certificado pra fazer em menos de 3 semanas. Eu preciso praticar, trabalhar pesado e não ficar discutindo historinhas durante as aulas.

Já aprendemos 90% da gramática até aqui. Alemão é só repetição agora e muito exercício, pois é com os exercícios que nos deparamos com casos novos, com as execeções, com as situações do cotidiano etc.

E nada.

Já estou sem pique pra ir para o curso. Fico sem concentração durante a aula, imaginando o quanto poderia estar aproveitando o tempo de outra forma - estudando em casa, por exemplo. Porque não está me acrescentando em nada. E assim, não tem motivação certa. Pelo menos, por enquanto.

Pedi à professora para trabalharmos mais gramática e praticarmos os exercícios da prova. Vamos ver se essa semana muda, antes que eu desista de acordar cedo e sair neste frio.

Estressei! Pronto, falei.

Aviso rápido: o blogger está dando pau (ui!) e não consigo postar comentários em todos os blogs que eu queria, como o da Mariana, Gisley e Deby. Sorry!

sábado, 2 de outubro de 2010

Invejinha básica

Essa situação já esteve no twitter dias atrás, mas deu vontade de repetir aqui.

Como lidar com o ego quando você escuta o seguinte:
- Eu tenho que lidar com muitas línguas durante o meu dia. Com meu filho, eu falo francês, com a au pair, italiano. Meu marido é americano, por isso conversamos em inglês e eu também sei falar espanhol.

Sendo que a pessoa disse tudo isso em alemão.

E eu? Bom, eu fico com o meu "purtugueis mau dizido", meu portunhol caquético e meu ingrês sem-vergonha... O alemão? Ah, alemão só o meu marido mesmo.

Chupa essa manga!

P.S. A moça é franco-italiana. Eu, nordestina. =P

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O perigo de uma história única

O que acontece quando você acredita apenas em uma história.
O que acontece quando tudo o que você sabe sobre um povo, uma cultura e um país vem de apenas um lado.
A escritora nigeriana Chimamanda Adichie fala sobre isso. Pois é, ou você acreditou na história única de que na Nigéria não há livros, sequer escritores?

Para refletirmos:
(Selecione a legenda do vídeo em "View subtitles")

Kibei do Danosse